A moeda peso real e o discurso do Mercosul

  Uma moeda única para circular no Brasil e Argentina. A proposta do presidente Bolsonaro virou piada nas redes sociais. Foi criticada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. Também acabou sendo desautorizada pelo Banco Central brasileiro, na medida em que a instituição afirmou que não existe estudo no sentido da criação de tal moeda. Na verdade, a fala de Bolsonaro traz um fator positivo: recoloca na agenda econômica e política a problemática do Mercado Comum do Cone Sul (Mercosul). Se a criação de uma moeda cristaliza como uma piada é porque definitivamente a ideia do Mercosul precisa ser […]

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Uma moeda única para circular no Brasil e Argentina. A proposta do presidente Bolsonaro virou piada nas redes sociais. Foi criticada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. Também acabou sendo desautorizada pelo Banco Central brasileiro, na medida em que a instituição afirmou que não existe estudo no sentido da criação de tal moeda.

Na verdade, a fala de Bolsonaro traz um fator positivo: recoloca na agenda econômica e política a problemática do Mercado Comum do Cone Sul (Mercosul). Se a criação de uma moeda cristaliza como uma piada é porque definitivamente a ideia do Mercosul precisa ser revivida.  Tal ato, de renascimento, é muito difícil – sobretudo pelo tamanho da crise na qual se encontram os países centrais do Mercado e aqui nem estou pensando na Venezuela, que a rigor nem deveria ter composto o Mercosul.

Pensando apenas no quarteto Brasil-Argentina-Uruguai e Paraguai já é uma tarefa imensa pensar uma integração. E esse processo não deve, nem pode vir a partir da ideia de uma moeda. A moeda é fruto de um conjunto de ações mais amplas que passam por um efetivo diálogo entre os setores produtivos e a sociedade civil de cada um dos países envolvidos.

Não sou otimista que isso possa ocorrer agora em um cenário de discursos conservadores e crises econômica e política. Assim como não ocorreu em passado recente, como mostrei em minha tese de doutorado desenvolvido na Universidade de Brasília (UnB). Há 15 anos atrás o Mercosul era uma promessa de intensificação de uma integração pensada desde o ano de 1900 pelo diplomata Assis Brasil.

Mostrei no livro “Cultura no Mercosul – uma política do discurso”, publicado pela Fundação Astrojildo Pereira e pela Editora Plano, alguns erros históricos do Mercosul. Tais erros emergiam por meio de linhas de discurso dos principais formuladores do Mercosul. A integração era pensada como ato fundador de uma independência do Continente. A segunda linha repousava no esquecimento dos conceitos teóricos e das experiências históricas dos países que compunham o bloco. Por fim, talvez a maior das inconsistências do Mercosul: o problema cultural dos países que compõem o bloco era visto como elemento importante. A cultura tem imensa importância na integração, afirmavam os gestores da época. Mas, contraditoriamente, a cultura sempre foi secundarizada na política de formulação do Mercosul.

Esse fenômeno de secundarização da cultura atingia (e ainda marca) tantos as culturas tradicionais como as indústrias culturais, que hegemonizam os sonhos e os pesadelos da juventude de toda a América.  Existiu, no passado do Mercosul, como existe agora, uma total exclusão da cultura de massa, sobretudo da cultura jovem, como ferramenta integradora para o Mercosul. Daí que hoje, quando um presidente indica a necessidade de uma moeda única, a coisa vira piada.

O problema maior é que o Mercosul foi pensado desde as origens como bloco econômico, não como processo de integração, como foi a União Europeia, que levou mais de 50 anos para se consolidar. Diferente da União Europeia, o Mercosul nunca foi objeto de desejo das populações dos países membros. Foi muito mais uma ação isolada de gestores, de lideranças políticas e empresariais. Os cidadãos europeus foram educados ao longo de cinco décadas a desejarem (ou a rejeitarem) a União Europeia. Já no caso da nossa América nunca foi feita sequer uma consulta pública com seus grupos populacionais sobre os destinos do Mercosul. Falta o povo no Mercosul.

Essa ausência de “gente”, de povo e da cidadania, pode ter sido o erro fatal do Mercosul. Talvez por isso a ideia de uma moeda, retomada por Bolsonaro, não prospere para além de uma piada ou de uma manchete de jornal. O Mercosul nesse sentido continua a ser uma política do discurso, como mostrei há 15 nas minhas pesquisas pela América Latina.

João e as lições de política

O governador João Azevedo vem alçando voo na gestão administrativa do Estado e combina o seu momento com algumas lições de política. Primeiro amenizou as nuvens sombrias que pairavam sob a articulação política em torno do seu governo. Chamou para conversa o G10, grupo parlamentar paralelo na Assembleia Legislativa, e pôs fim a ruídos nascentes. Depois montou palanque no Orçamento Democrático e travou a harmonia com o ex-governador Ricardo Coutinho. A Oposição, que apostava em rompimento, engasgou. Aliás, a Oposição precisa reinventar o seu discurso sob pena de ficar com cara de angu vendo o trem passar. Não satisfeito, João […]

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O governador João Azevedo vem alçando voo na gestão administrativa do Estado e combina o seu momento com algumas lições de política. Primeiro amenizou as nuvens sombrias que pairavam sob a articulação política em torno do seu governo. Chamou para conversa o G10, grupo parlamentar paralelo na Assembleia Legislativa, e pôs fim a ruídos nascentes.

Depois montou palanque no Orçamento Democrático e travou a harmonia com o ex-governador Ricardo Coutinho. A Oposição, que apostava em rompimento, engasgou. Aliás, a Oposição precisa reinventar o seu discurso sob pena de ficar com cara de angu vendo o trem passar.

Não satisfeito, João – que de besta não tem nada – ainda colocou o prefeito de João Pessoa na defensiva, durante uma coletiva de imprensa. Sem base para chorar um embargo de uma obra no Centro Histórico, o prefeito teve que se dobrar em elogios ao governador. Foi tanto elogio que transpareceu a imensa vontade de conciliar-se com o grupo girassol.

Ai, João, não satisfeito, ainda tripudiou: desautorizou qualquer pacto com o grupo cartaxista, que até agora não sabe o que fazer com a obra e com o discurso de vitimização. E hoje, João ainda lançou a pré-candidatura de Ricardo Coutinho à Prefeitura de João Pessoa. O São João promete.

A crônica leve de Roberto intensifica diálogo da APL com sociedade

Por Marcus Alves Em um rápido passeio pela Av. Duque de Caxias nestes dias, encontrei com um colega escritor. Ele perguntou: e na Academia Paraibana de Letras, como vai votar? Lhe expliquei que, mesmo sendo frequentador assíduo da APL e tendo já escrito alguns livros de ensaios e poesias, não sou imortal. Não voto, portanto, nas eleições desta instituição. Mas isso, no entanto, não me afasta do sentimento de pertencimento daquela comunidade de escritores e até me faz de algum modo cumplice de uma imortalidade simbólica não atingida. Ser imortal de uma academia não nos transforma em uma espécie de […]

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Por Marcus Alves

Em um rápido passeio pela Av. Duque de Caxias nestes dias, encontrei com um colega escritor. Ele perguntou: e na Academia Paraibana de Letras, como vai votar? Lhe expliquei que, mesmo sendo frequentador assíduo da APL e tendo já escrito alguns livros de ensaios e poesias, não sou imortal. Não voto, portanto, nas eleições desta instituição. Mas isso, no entanto, não me afasta do sentimento de pertencimento daquela comunidade de escritores e até me faz de algum modo cumplice de uma imortalidade simbólica não atingida.

Ser imortal de uma academia não nos transforma em uma espécie de herói de corpo fechado. As balas e os sofrimentos cotidianos podem afetar qualquer ser, escritor, poeta ou torneiro mecânico.  As perguntas que fiquei reordenando à minha mente durante aquela conversa com o amigo eram mais simples: por que algumas pessoas almejam a imortalidade acadêmica? Qual o seu valor simbólico ou real que mobiliza uma certa pulsão de energia numa intensa caminhada para ali chegar? Quem afinal a merece?

A imortalidade acadêmica é uma categoria social e estética capaz de oferecer alguma distinção na sociedade, para usarmos uma expressão bastante desenvolvida pelo educador e escritor Pierre Bourdieu. É neste aspecto da distinção, permeado por elementos da vida econômica e de classe social, que devemos nutrir a procura por alguma nobreza cultural – conferida aos indivíduos que participam de instituições acadêmicas, aí incluída a nossa Academia Paraibana de Letras.

A APL neste sentido é um ambiente de confirmação da distinção social, que repousa de algum modo na ideia de uma criatividade e inventividade no trato com a palavra.  Estamos falando aqui de indivíduos possuidores de capacidades criativas apegadas à poesia, à crônica, ao conto, ao romance ou quaisquer outros gêneros literários. Estamos acostumados a pensar estes sujeitos ao longo da história como escritores. Alguns são mais ou menos criativos. Outros geniais que podem aparecer a cada período de uma geração – as vezes só aparecem ao longo de muitas décadas de vazios e tédios culturais. Muitas vezes não ganham visibilidade e tornam-se verdadeiros outsiders.

Evidentemente que não basta apenas ser escritor para participar de uma academia. Um indivíduo precisa ter algumas características para, digamos, começar a dialogar e tornar-se membro aceitável de tal instituição. Na minha percepção estas características são social e literariamente construídas. Não acredito, por força da minha própria formação sociológica, em herança genética capaz de legitimar, por si só, o ingresso em qualquer instituição.

Mas me apeguei em plena Av. Duque de Caxias, com seus camelôs e seus cheiros de mulheres com perfumes baratos combinados com goiabas e laranjas, a questão fundamental que o colega me fazia. Se me fosse dado o direito de voto, qual indivíduo conduziria à imortalidade acadêmica? Pensei alguns instantes, tal como personagem de Samuel Beckett. Olhei para um lado. Mirei o horizonte do viaduto. Pensei imediatamente no nome do Roberto Cavalcanti.

Mas ele é um empresário, argumentou meu colega. Tem legitimidade para ser acadêmico? Olha, expliquei, não estou pensando numa categoria profissional, mas procuraria um perfil capaz de acrescentar algo a instituição como a APL.  Olha, eu votaria em uma pessoa capaz de dialogar com a cultura local. Um indivíduo cordial. Um ser que possa levar algum equilíbrio e luz para as boas conversas e reuniões literárias. Um escritor, cronista leve como Roberto Cavalcanti, que não use da distinção da nobreza cultural dada pela APL para ser pedante.

Um imortal, contraditoriamente como pensa o senso comum, precisa ser próximo das pessoas e das manifestações culturais da vila, da cidade, da comunidade.  E, no momento pelo qual passamos, é louvável ter um homem de ação, executivo, disposto a participar de uma instituição como a APL que deve ter espaço para críticos criativos como Hildeberto Barbosa, poetas fortes como Sérgio de Castro Pinto e cronistas inventivos e iluminados como Gonzaga Rodrigues. Será da combinação e convivência de talentos diversos assim que a tradição da APL se manterá e mesmo se renovará. Enxergo nesse horizonte a contribuição de um Roberto Cavalcanti, como escritor capaz de pertencer à APL.  Ele não limita, não impõe barreiras, mas  intensifica uma janela de diálogo entre a APL e a sociedade.

Paraibanos participam da Frente Parlamentar em Defesa das Universidades

Defender a autonomia das universidades federais. É um dos objetivos da Frente Parlamentar pela Valorização das Universidades Federais. Lançada na manhã desta quarta-feira (24) no auditório Nereu Ramos na Câmara dos Deputados, a Frente a conta com a participação suprapartidária de vários deputados da Paraíba, como Pedro Cunha Lima (PSDB) , Gervásio Maia (PSB), Damião Feliciano (PDT). A sessão de instalação da Frente contou com a presença de vários gestores de Universidades, como a reitora da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), professora Margareth Diniz.  O reitores estão reunidos em Brasília para participar da 124ª Reunião  extraordinária da Associação Nacional dos Dirigentes das […]

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Defender a autonomia das universidades federais. É um dos objetivos da Frente Parlamentar pela Valorização das Universidades Federais. Lançada na manhã desta quarta-feira (24) no auditório Nereu Ramos na Câmara dos Deputados, a Frente a conta com a participação suprapartidária de vários deputados da Paraíba, como Pedro Cunha Lima (PSDB) , Gervásio Maia (PSB), Damião Feliciano (PDT). A sessão de instalação da Frente contou com a presença de vários gestores de Universidades, como a reitora da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), professora Margareth Diniz.  O reitores estão reunidos em Brasília para participar da 124ª Reunião  extraordinária da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições de Ensino Superior (Andifes)

A Frente contará com uma coordenação colegiada formada pelas deputadas Margaida Salomão  (PT-MG), Alice Portugal (PC do B-BA) e pelos deputados Danilo Cabral (PSB-PE) e Edmilson Rodrigues (PSOL-PA). A Frente contou também com a presença de vários gestores de Universidades, como a reitora da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), professora Margareth Diniz.  O reitores estão reunidos em Brasília para participar da 124ª Reunião  extraordinária da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições de Ensino Superior (Andifes)

Margarida Salomão,  ex-reitora da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), ressaltou que a Frente unirá forças entre o Parlamento e as instituições de ensino com o objetivo de debater e construir projetos para a defesa do sistema de universidades federais. “Esta Frente já garantiu grandes avanços para a educação em legislações anteriores, porém estamos vivendo um processo de ataque não só à autonomia universitária, mas também à sua subsistência, por meio de cortes sistemáticos nos orçamentos”, enfatiza.

 

Minha Casa, Minha Vida só tem recurso até junho

O programa do governo federal Minha Casa, Minha Vida só tem recursos suficientes até o mês de junho. A informação foi dada pelo ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, na Câmara dos Deputados.  A partir de julho, para ser executado, o programa dependerá do aporte de recursos suplementares. O programa tem atualmente um dos menores orçamentos desde que foi criado em 2009 – cerca de R$ 4 bilhões.  “Nós só temos recursos orçamentários para seguir até outubro. Mas com o contingenciamento só chegaremos até junho. A partir de junho, se não houver ampliação do nosso limite, não teremos como executar”, afirmou o […]

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O programa do governo federal Minha Casa, Minha Vida só tem recursos suficientes até o mês de junho. A informação foi dada pelo ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, na Câmara dos Deputados.  A partir de julho, para ser executado, o programa dependerá do aporte de recursos suplementares.

O programa tem atualmente um dos menores orçamentos desde que foi criado em 2009 – cerca de R$ 4 bilhões.  “Nós só temos recursos orçamentários para seguir até outubro. Mas com o contingenciamento só chegaremos até junho. A partir de junho, se não houver ampliação do nosso limite, não teremos como executar”, afirmou o ministro em audiência conjunta das comissões de Desenvolvimento Urbano; de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia; e de Fiscalização Financeira e Controle.

Segundo Canuto, já houve um aporte de R$ 800 milhões, conseguido junto à Casa Civil, para abril, maio e junho. “Foi uma liberação adicional para garantir a execução regular do programa até junho. O aporte permitirá pagar as dívidas. A partir de julho, vai depender muito desta Casa”, declarou

 

Com informações da Agência Câmara de Notícias

Galeria Valentim expõe obras de Rose Catão no Centro Cultural Correios, em Recife

Desenhadas na madeira, aranhadas no tecido ou  marcadas na palma da mão, as linhas definem limites. Contornam e integram fronteiras da vida e da fantasia. A percepção das linhas no desenho marca o sentido da nova exposição da artista plástica Rose Catão, cujos trabalhos serão expostos no Centro Cultural Correios, em Recife (PE), a partir desta quinta-feira (25). Trata-se da exposição “Entrelinhas”, que a Galeria Valentim montou na capital pernambucana com 15 obras da artista. Essa é  a primeira vez que Rose Catão tem uma exposição individual em Pernambuco. “Fizemos uma seleção de trabalhos que possa mostrar ao público pernambucano […]

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Desenhadas na madeira, aranhadas no tecido ou  marcadas na palma da mão, as linhas definem limites. Contornam e integram fronteiras da vida e da fantasia. A percepção das linhas no desenho marca o sentido da nova exposição da artista plástica Rose Catão, cujos trabalhos serão expostos no Centro Cultural Correios, em Recife (PE), a partir desta quinta-feira (25). Trata-se da exposição “Entrelinhas”, que a Galeria Valentim montou na capital pernambucana com 15 obras da artista.

Essa é  a primeira vez que Rose Catão tem uma exposição individual em Pernambuco. “Fizemos uma seleção de trabalhos que possa mostrar ao público pernambucano o valor dessa nossa artista. Queríamos chamar a atenção para a presença da linha, ou das variadas linhas, na xilogravura e na pintura de Rose Catão”, diz Marcus Alves, sociólogo e responsável pela Galeria Valentim.

Ele observa que na obra de Rose Catão não se encontram linhas sem sentido. “É como se todas estivessem entrelaçadas, formando uma rede de significações e expressões de seus desenhos, dos rostos dos brincantes populares, às brincadeiras de crianças”, completa.

A exposição “Entrelinhas” também mostra obras de pintura de Rose Catão, arte-educadora e artista plástica, natural de Campina Grande (PB).  A própria artista diz que durante algum tempo se dedicou quase que exclusivamente à técnica de xilogravura, mas no momento está retomando a pintura de óleos sobre tela e acrílicos. “Estou sendo estimulada a voltar a pintar em tela por vários amigos e essa exposição está sendo um excelente motivo para essa retomada”, acrescenta Rose Catão ao informar que a Galeria Valentim também selecionou suas obras pintadas em tela para expor no Centro Cultural Correios.

 

 

Serviço:

Exposição: “Entrelinhas”, Rose Catão.

Local: Centro Cultural Correios (Recife)

Abertura:  25 de abril até 25 junho.

 

 

 

 

Livro sobre a criação artística e a condição feminina será lançado no Pôr do Sol Literário

  “Noivas e misses são mulheres de outra estirpe”.  Este verso está no livro “Transparesser”, da artista visual Juliana Alves e da escritora e arquiteta Sonia Marques. A obra, fruto de um intenso diálogo entre as duas autoras, será lançado nesta quinta-feira (11) na Academia Paraibana de Letras (APL), durante a 60ª edição do Pôr do Sol Literário. Publicado pela editora do Centro de Comunicação Turismo e Artes, (CCTA) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), o livro tem prefácio da escritora Maria Valéria Rezende.  Trata-se de uma obra híbrida, na qual Juliana Alves revela os procedimentos artísticos em sua formação […]

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“Noivas e misses são mulheres de outra estirpe”.  Este verso está no livro “Transparesser”, da artista visual Juliana Alves e da escritora e arquiteta Sonia Marques. A obra, fruto de um intenso diálogo entre as duas autoras, será lançado nesta quinta-feira (11) na Academia Paraibana de Letras (APL), durante a 60ª edição do Pôr do Sol Literário.

Publicado pela editora do Centro de Comunicação Turismo e Artes, (CCTA) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), o livro tem prefácio da escritora Maria Valéria Rezende.  Trata-se de uma obra híbrida, na qual Juliana Alves revela os procedimentos artísticos em sua formação no curso de Artes Visuais da UFPB, combinando com poemas e textos estéticos escritos por sua orientadora, a professora Sonia Marques. O livro tem como foco temático o conceito de transparência que a artista vem perseguindo desde o início dos seus trabalhos com aquarela, assemblagens e suas pesquisas com frascos de perfumes e instalações.

Mestranda em Artes Visuais no Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da UFPB/UFPE, Juliana Alves conta que o livro faz um esforço de reflexão também sobre as identidades culturais, o sentido de ser mulher e artista contemporânea. “Esse trabalho lança o desafio de que é preciso enxergar além das transparências, flores aparentemente ingênuas ou motivos femininos quase piegas que podem esconder a violência e o desamparo da condição feminina”, diz.

O livro foi lançado exatamente no encerramento de sua exposição, “Transparesser”, aberta ao público desde o mês de novembro no Centro Cultural Correios, em Recife (PE). “Juliana descobrira um mar de possibilidades para atingir a transparência”, acrescenta Sonia Marques arquiteta e doutora em sociologia pela Écola des Hautes Études em Sciences Sociales, de Paris,

Ela diz que no início eram a aquarela e a poesia. Depois uma sequência de janelas e avarandados do centro histórico de João Pessoa. Sonia conta que teve também organzas e tecidos, como materiais experimentados. “Até chegar ao vidro, o vidro dos frascos de perfumes, antecipando o prazer dos cheiros. A materialidade do vidro em toda a sua ambivalência”, comenta.

O livro “Transparesser”, revela um diálogo entre duas gerações: a da artista Juliana Alves e a da professora Sonia Marques. Constitui-se uma trama entre várias áreas, como artes plásticas, cinema, literatura em um esforço para se dominar o conceito de transparência. Por fim, a obra revela um trabalho comum, às vezes feito a quatro mãos como nos poemas.

 

SERVIÇO:

Lançamento do livro “Transparesser”, de Juliana Alves e Sonia Marques

Dia: 11 de abril, de 2019, às 17h30

Local: Academia Paraibana de Letras (APL)

Contatos: Sonia Marques (81) 98173- 1815

Juliana Alves (83) 98803- 3056

Juliana Alves lança livro no Centro Cultural Correios, em Recife

  “Logo percebi que a transparência do meu trabalho implicava a minha própria transparência, numa exposição de defeitos e qualidades, numa reflexão sobre eles”. O depoimento é da artista visual Juliana Alves e aparece no livro “Transparesser”, publicado pela editora do Centro de Comunicação Turismo e Artes, (CCTA) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).  A obra, escrita por Juliana Alves, mestranda em Artes Visuais no Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da UFPB/UFPE, e por Sônia Marques, arquiteta e doutora em sociologia pela Écola des Hautes Études em Sciences Sociales, de Paris, será lançada na próxima quinta-feira (28), às 19h, […]

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“Logo percebi que a transparência do meu trabalho implicava a minha própria transparência, numa exposição de defeitos e qualidades, numa reflexão sobre eles”. O depoimento é da artista visual Juliana Alves e aparece no livro “Transparesser”, publicado pela editora do Centro de Comunicação Turismo e Artes, (CCTA) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).  A obra, escrita por Juliana Alves, mestranda em Artes Visuais no Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da UFPB/UFPE, e por Sônia Marques, arquiteta e doutora em sociologia pela Écola des Hautes Études em Sciences Sociales, de Paris, será lançada na próxima quinta-feira (28), às 19h, no Centro Cultural Correios em Recife (PE).

 

Trata-se de uma obra híbrida, na qual Juliana Alves revela os procedimentos artísticos em sua formação no curso de Artes Visuais da UFPB, combinando com poemas e textos estéticos escritos por sua orientadora, a professora Sonia Marques. O livro tem como foco temático o conceito de transparência que a artista vem perseguindo desde o início dos seus trabalhos com aquarela, com assemblagens e suas pesquisas com frascos de perfumes e instalações.

 

O livro, conta Juliana Alves, será lançado exatamente no encerramento de sua exposição, “Transparesser”, aberta ao público desde o mês de novembro no Centro Cultural Correios. “A gente pensou em fechar a exposição com uma reflexão crítica e estética em torno do conceito de transparência”. A exposição teve curadoria da Sônia Marques, que há alguns anos mantém um diálogo criativo com sua ex-aluna.

 

“Juliana descobrira um mar de possibilidades para atingir a transparência”, acrescenta Sonia Marques. Ela diz que no início eram a aquarela e a poesia. Depois uma sequência de janelas e avarandados do centro histórico de João Pessoa.  Sonia conta que teve também organzas e tecidos, como materiais experimentados. “Até chegar ao vidro, o vidro dos frascos de perfumes, antecipando o prazer dos cheiros. A materialidade do vidro em toda a sua ambivalência”, comenta.

 

O livro “Transparesser”, revela um diálogo entre duas gerações: a da artista Juliana Alves e a da professora Sonia Marques. Constitui-se uma trama entre várias áreas, como artes plásticas, cinema, literatura em um esforço para se dominar o conceito de transparência. Por fim, a obra revela um trabalho comum, às vezes feito a quatro mãos como nos poemas que carregam seus tons de identidades culturais, erotismo e o sentido de ser mulher e artista contemporânea – tudo permeado pelo debate sobre a condição feminina. Ou como registra e escritora Maria Valéria Rezende, no prefácio da obra: “”De nada termos certeza, se formos minimamente perspicazes e sensíveis, e por isso somos livres”.

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SERVIÇO:

Lançamento do livro “Transparesser”, de Juliana Alves e Sonia Marques

Dia: 28 de março  de 2019, às 19h

Local: Centro Cultural Correios, Recife.

 

Servidor federal tem novo prazo para aderir à Previdência Complementar

Os servidores públicos federais tem até o dia 29 de março para aderir à Fundação de Previdência Complementar do Serviço Público Federal (Funpresp). A data  foi determinada nesta terça-feira pelo Senado, que aprovou a Medida Provisória 853/2018. A medida provisória estabelece que a adesão dos servidores públicos ao regime complementar de previdência será feita de forma irrevogável e irretratável. O servidor não poderá voltar ao regime próprio da Previdência ainda que desista do plano complementar. A MP prevê, ainda, que não será devida pela União e por suas autarquias e fundações públicas qualquer contrapartida referente ao valor dos descontos já […]

Detalhe do Plenário do Senado s partir de foto de Geraldo Magela (Agência  Senado

Os servidores públicos federais tem até o dia 29 de março para aderir à Fundação de Previdência Complementar do Serviço Público Federal (Funpresp). A data  foi determinada nesta terça-feira pelo Senado, que aprovou a Medida Provisória 853/2018.

A medida provisória estabelece que a adesão dos servidores públicos ao regime complementar de previdência será feita de forma irrevogável e irretratável. O servidor não poderá voltar ao regime próprio da Previdência ainda que desista do plano complementar.

A MP prevê, ainda, que não será devida pela União e por suas autarquias e fundações públicas qualquer contrapartida referente ao valor dos descontos já feitos sobre a base de contribuição acima do limite máximo estabelecido para os benefícios do Regime Geral de Previdência (RGPS)

A Funpresp foi instituída pela Lei 12.618, de 2012, para complementar a aposentadoria dos servidores que entraram no serviço público após a data de sua implantação, em 2013, tendo em vista que receberão, no máximo, o teto do benefício pago pelo RGPS. A criação do fundo de pensão estava prevista na Constituição desde a última reforma da Previdência, de 2003.

 

Com informações da Agência Senado

Imagem: Detalhe do Plenário a partir de foto de Geraldo Magela (Ag. Senado)

A sombra de um Fantoche ronda a PB

A sombra de um fantoche ronda a Paraíba. Desde que Polícia Federal desenvolveu a Operação Fantoche com mandados de busca, apreensão e prisão nos estados de Pernambuco, Minas Gerais, São Paulo, Paraíba, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e Alagoas o tema é foco entre as lideranças empresariais e de imprensa no Estado.  As primeiras informações dão conta da existência de um mandado de prisão do presidente da Federação das Indústrias da Paraíba (Fiep-PB), Francisco de Assis Benevides Gadelha. PF e Tribunal de Contas da União (TC) pretendem desarticular uma suposta organização ligada a crimes contra a administração pública, fraudes em […]

Fantoche

A sombra de um fantoche ronda a Paraíba. Desde que Polícia Federal desenvolveu a Operação Fantoche com mandados de busca, apreensão e prisão nos estados de Pernambuco, Minas Gerais, São Paulo, Paraíba, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e Alagoas o tema é foco entre as lideranças empresariais e de imprensa no Estado.  As primeiras informações dão conta da existência de um mandado de prisão do presidente da Federação das Indústrias da Paraíba (Fiep-PB), Francisco de Assis Benevides Gadelha. PF e Tribunal de Contas da União (TC) pretendem desarticular uma suposta organização ligada a crimes contra a administração pública, fraudes em licitações lavagem de dinheiro. O Fantoche não era pobre não: estima-se que esta organização teria recebido cerca de R$ 400 milhões.

A Operação já prendeu o presidente da Confederação Nacional das Indústrias (CNI) Robson Andrade, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), Ricardo Essinger. Entre os presos está também Luiz Otávio Gomes Vieira da Silva, um dos donos da Aliança Comunicação, empresa Aliança Comunicação, responsável pelo Maior São João do Mundo que se realiza em Campina Grande.

De acordo com as investigações da Polícia Federal uma família operava empresas de fechada que teria desviado recursos de contratos e convênios fechados entre o Ministério do Turismo e instituições do Sistema S.

Eram contratos, de acordo com a Polícia Federal de eventos culturais e publicidade.

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