A União, o jornal impresso e a palurdice das ruas

Em mais um final de semana de pandemia e isolamento social por conta do coronavírus, somos levados a refletir sobre os destinos do jornal A União. O primeiro fato que nos leva a isso: três importantes personalidades do nosso mundo intelectual e jornalístico foram dispensadas de publicarem suas crônicas no jornal. O segundo: um outro jornalista aproveitou o momento e pediu que o próprio jornal  A União fechasse suas portas. Os dois casos precisam ser pensados à luz de uma reflexão maior, mais extensiva. Para isso será necessário retomar algo do passado recente e identificar o estado de arte do […]

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Em mais um final de semana de pandemia e isolamento social por conta do coronavírus, somos levados a refletir sobre os destinos do jornal A União. O primeiro fato que nos leva a isso: três importantes personalidades do nosso mundo intelectual e jornalístico foram dispensadas de publicarem suas crônicas no jornal. O segundo: um outro jornalista aproveitou o momento e pediu que o próprio jornal  A União fechasse suas portas.

Os dois casos precisam ser pensados à luz de uma reflexão maior, mais extensiva. Para isso será necessário retomar algo do passado recente e identificar o estado de arte do nosso próprio modo de encarar o jornal e o jornalismo.

Existe um razoável consenso da crise destes dois modos de fazer uma comunicação pública. Mas estamos errando no jeito de enfrentar possíveis soluções, que não são fáceis. Muitos bons jornais estão pensando tais alternativas. Há alguns anos acompanhei o problema a partir de questionamentos do Le Monde, na França e como a direção daquele jornal e a própria redação procuravam maneiras de sobreviver e avançar.

Me parece que a solução deles não foi pela porta mais fácil:  o fechamento. O apagar das luzes dos grandes jornais como Le Monde, Folha, The New York Times, Estadão ou o Globo foi retardado por uma política de intensificação de dois tipos de esforços.

A primeira ação foi no sentido de procurar uma especificidade para o jornal impresso, que escapasse do mimetismo e da velocidade promovidas pelos veículos digitais. Apostou-se em um trabalho voltado à interpretação, à análise dos fatos, colada à investigação. Aquilo que os meios digitais não conseguiam garantir ao leitor, o impresso deveria ofertar.

A segunda, diretamente associada à primeira, foi investir na qualificação dos seus profissionais apostando na qualidade dos seus textos. Estes grandes veículos não se renderam a onda e não fecharam. Foram se reinventar.

Estão criando cultura nova e híbrida do jornalismo que articula o mundo digital e o impresso, um suportando o outro. Faz sentido se olharmos os números, que muitos defensores da existência exclusiva da comunicação digital não estão vendo: dados do Centro de Pesquisas Pew, em Washington, indicam que a maior fatia de toda verba publicitária investida na indústria da comunicação (e do jornalismo) foram parar em cinco empresas: Google, Facebook, Yahoo, Microsoft e Twitter. As cinco abocanharam quase dois terços dos 60 bilhões de dólares  – mais de R$ 190 bilhões – em publicidade digital (65%).

Os dados são tratados por Peter Preston, colunista do Guardian e do Observer, em um artigo no qual mostra as armadilhas do mundo digital da comunicação e sugere a vitória do modelo Le Monde.

O dano da vida em estado mínimo

Alguns dos meus poucos leitores podem contra argumentar que estou falando de grandes empresas jornalísticas. Não aplicariam meus argumentos para jornais locais, muito menos para um jornal da esfera estatal como A União. É exatamente aonde quero chegar e mostrar o que de verdade tem me incomodado nos últimos anos.

Estamos nos acostumando muito facilmente a querer o mínimo das coisas. Quando as redações brasileiras começaram a sofrer o impacto da informatização, terceirizaram os jornalistas. Conheci muitos que aceitaram ser demitidos e abrir sua empresa, na ilusão que um dia seriam empresários da comunicação. Na sequência foram minimizando cada vez mais as nossas formas de vida.

A linguagem precisava ser mínima. O texto mínimo. O Estado mínimo. A educação mínima. A mínima cultura. Nos acostumamos as seguir roteiros estabelecidos por lideranças mínimas. Essa cultura nos levou à situação atual: sobrevivendo sempre do mínimo e alguns se esforçando para enfrentar os minions bárbaros nas ruas e nas esferas digitais.

A ignorância das ruas foi pré-construída pela desinformação, pela incapacidade de ler um texto jornalístico, uma crônica delicada. A palurdice das esquinas foi inventada antes pela ausência de uma cultura estética, que afastou uma multidão de brasileiros dos museus, das galerias e os fez crer somente na sonoridade do movimento das bundas (desculpem a expressão). O jornal impresso era, em grande parte, um instrumento de amenização do dano desse comportamento, em parte por sua linguagem referencial, que nos obrigava a conexão com o mundo real, concreto a exigir uma dose de humanidade, de criatividade e de invenção.

Quando o jornal e o jornalismo diminuem acrescentamos mais um tijolo nesse processo de infantilização e barbarização das culturas brasileiras e mundiais. Dito isto, vou finalizando apostando em numa reflexão. Talvez a pergunta do momento não seja fechar ou não fechar o Jornal A União.  O problema é: como um jornal mantido por verbas públicas pode criar instrumentos que sejam capazes de ajudar – a ênfase aqui é no ajudar – a diminuir nossa pobreza intelectual e acrescentar algo à esfera pública da educação e da cultura?

Dizendo de outro modo e na linha do Le Monde, da Folha ou do Times: como um pequeno jornal local pode ter algo que seja só seu, sua especificidade, e que construa valores para seu povo e seus leitores?

Por Marcus Alves

Imagem: O peixe fora d´água – desenho de Antônio Valentim

Eu queria ser Rubem Alves

Eu desejei muito ser Rubem Alves. Lia seus textos e ficava maravilhado por uma capacidade única do domínio das palavras. Era leve. Era denso. Tinha conteúdo e uma graciosidade capaz de nos fazer sorrir silencioso. Sempre me lembro de seus escritos e estes dias me deparei com um que me conectou muito  ao nosso tempo presente. Falava sobre seu desejo de ser médico. Está no livro “Ostra feliz não faz pérola”. O próprio título dessa obra guarda uma sabedoria única. Mas lá, nas lembranças daquele Alves, aparece uma sugestão do médico como um Sherlock Holmes: “valendo-se de pistas mínimas, o […]

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Eu desejei muito ser Rubem Alves. Lia seus textos e ficava maravilhado por uma capacidade única do domínio das palavras. Era leve. Era denso. Tinha conteúdo e uma graciosidade capaz de nos fazer sorrir silencioso. Sempre me lembro de seus escritos e estes dias me deparei com um que me conectou muito  ao nosso tempo presente.

Falava sobre seu desejo de ser médico. Está no livro “Ostra feliz não faz pérola”. O próprio título dessa obra guarda uma sabedoria única. Mas lá, nas lembranças daquele Alves, aparece uma sugestão do médico como um Sherlock Holmes: “valendo-se de pistas mínimas, o médico tinha de descobrir o criminoso que deixava suas marcas no corpo do doente”.

Mas os médicos que povoavam o imaginário do escritor já não cabem nos dias de hoje. Ele representava o médico como herói solitário que atendia unha encravada, caxumba, furúnculo, tosse de cachorro e outros males que já não amedrontam tanto o cidadão comum. Talvez essas doenças e a própria medicina apareçam mais como uma fotografia na parede. Uma memória que nos lembra a nossa própria humanidade.

O perfil do médico de hoje é muito diferente do passado porque a sociedade é fruto de uma continua e interminável onda de mudanças. As doenças também mudam e a pandemia do coronavírus está aí para nos assombrar e nos advertir. O Brasil está aprendendo a lidar com o vírus. Principalmente vai precisar se reeducar para o novo convívio social após esse isolamento imposto por este novo mal global.

Mas uma coisa é certa e isso Alves  ensinou: o médico continua aqui, na esquina, nos novos e velhos hospitais. Continua aqui com a sua característica mais forte: combinar o saber, o conhecimento técnico, e o amor. Sigo o raciocínio do nosso autor: a alma do médico se encontra no amor.

É preciso muita sensibilidade para ser médico, também nos ensina o coronavírus. Rubem Alves queria ser médico. De algum modo o foi. Como eu queria ser Rubem Alves.

Marcus Alves

Arte: Juliana Alves  XuKuru- Aquarela/sem título – 2019

A Travessia do caminho de pedras no tempo do coronavírus

Há quase sete dias não consigo escrever uma palavra. Fico à procura da letra certa, de uma combinação alfabética que possa revelar este momento pelo qual nossa vida passa. Olho à janela da minha sala e vejo papoulas floridas e uma trepadeira se agiganta sob nosso telhado no outono que se aproxima. Uma tartaruga se desloca lenta e passivamente debaixo do carro parado na garagem natural. E passarinhos cantam e picam sementes espalhadas na grama.. Mangas e laranjas envelhecem sobre a mesa de madeira. Eu envelheço. Não consigo expressar meu sentimento de agora. Um vazio parece tomar conta do meu […]

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Há quase sete dias não consigo escrever uma palavra. Fico à procura da letra certa, de uma combinação alfabética que possa revelar este momento pelo qual nossa vida passa. Olho à janela da minha sala e vejo papoulas floridas e uma trepadeira se agiganta sob nosso telhado no outono que se aproxima. Uma tartaruga se desloca lenta e passivamente debaixo do carro parado na garagem natural. E passarinhos cantam e picam sementes espalhadas na grama.. Mangas e laranjas envelhecem sobre a mesa de madeira. Eu envelheço. Não consigo expressar meu sentimento de agora. Um vazio parece tomar conta do meu corpo e fico esperando a coisa chegar. Coisa – assim mesmo, simples e seca. Uso-a, lembrando de memória, uma obra de Jean Paul Sartre, com a qual tive um encontro ainda na adolescência em Jaguaribe.

É algo indescritível que se apodera do nosso ambiente, do nosso ser. Invade o universo e não nos promete nada, a não ser a ameaça de aparecer a qualquer instante. Assim, sem aviso prévio, transforma o dia em noite. Esperança vira medo e assombração. Não sou muito católico, ainda que várias pessoas encontrem forte influência de Pascal em alguns dos meus poemas, mas tento viver sob o signo da esperança e do amor segundo Santo Agostinho – e espero um instante melhor para vida brasileira. E, como nos ensina a Torá, o que desejamos para cada um de nós, assim desejamos para a humanidade.

Com esta ideia numa manhã de domingo, após uma noite de angústia e apreensão, abri a janela da minha sala na praia de Carapibus – ainda uma pequena ilha onde restauro minhas energias para novas invenções da vida. A cena que descrevi acima deu algum conforto provisório ao meu corpo e à minha mente cansada. E na sequência do meu dia acerquei-me de uma xícara verde,  com a qual tomo minhas doses diárias de café há quase exatos 21 anos – desde que a ganhei de presente ainda em Brasília.

É uma relíquia, entre algumas que preservo, que serve de riso para os meus filhos. Como um ser humano pode preservar uma xícara de café por tanto tempo? A essa pergunta nunca respondo e passo da sala ao escritório onde meu olhar procura alguma obra de literatura, de filosofia ou sociologia que possa confortar os aperreios dos meus dias.

Meu olhar me arrasta logo para a coleção de Walter Benjamin e mira na sequência Hannah Arendt. Aparece à esquerda um Maffesoli, um Giddens e desvio o foco para a literatura. Laurence Sterne dorme ladeado por Machado de Assis. De Alencar salto para Mário de Andrade e os demais modernistas. Abraço Drummond, João Cabral e Chico Alvim está logo ali, com Maria Angela e Ana Cristina Cesar.

Na prateleira de baixo navego com Maiakovski, Alberto Moravia, Sartre, André Gide e Camus. Me volto para James Joyce e Rainer Maria Rilke sorri junto com Yeats. Fico quieto e passivo. O silêncio de todos eles me incomoda. Meu café esfria e exaspero. Não consigo encontrar uma palavra, um conforto entre tantos autores que sempre me acompanharam em tantos lugares, em momentos felizes ou de alta melancolia.

Em meu exílio forçado destes dias não tenho palavras. É isso, penso inquieto. Mas enquanto volto à cafeteira atravessando um corredor cheio de obras de arte vejo a janela ainda aberta. Restauro o café na minha xícara envelhecida pelos anos e me lembro que é preciso fazer uma travessia. Travessia, talvez seja a palavra –  pois meu caminho é de pedra e ainda posso seguir, como me lembra Milton, o Nascimento.

Marcus Alves

Imagem: desenho de Antônio Valentim, 7 anos.

UFPB cancela eventos e reitora convoca reunião emergencial sobre coronavírus

A Reitora da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), professora Margareth Diniz, convocou na tarde deste domingo (15) uma reunião emergencial com Diretores dos Centros de todos os campi da UFPB e da Comissão de Enfrentamento ao novo Coronavírus, para avaliar e decidir novas ações de enfrentamento à pandemia do vírus no ambiente universitário. O encontro será realizado nesta segunda (16), na sala de reuniões da Reitoria, às 16h. Ainda neste domingo a Reitoria e a Comissão, instituída pela professora Margareth Diniz na última quinta-feira (12), divulgaram informativo orientando os docentes, técnico-administrativos e estudantes da UFPB sobre ações preventivas que já […]

ufpb

A Reitora da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), professora Margareth Diniz, convocou na tarde deste domingo (15) uma reunião emergencial com Diretores dos Centros de todos os campi da UFPB e da Comissão de Enfrentamento ao novo Coronavírus, para avaliar e decidir novas ações de enfrentamento à pandemia do vírus no ambiente universitário. O encontro será realizado nesta segunda (16), na sala de reuniões da Reitoria, às 16h.

Ainda neste domingo a Reitoria e a Comissão, instituída pela professora Margareth Diniz na última quinta-feira (12), divulgaram informativo orientando os docentes, técnico-administrativos e estudantes da UFPB sobre ações preventivas que já estão valendo no ambiente da UFPB. Entre as medidas está a suspensão de eventos, segundo recomendação do Ministério da Saúde, que promovam grandes aglomerações. Assim como atividades extracurriculares – a exemplo de congressos, simpósios, cerimônias de formatura, posse e entrega de títulos honoríficos. Eventos comemorativos, científicos, artísticos, culturais e esportivos também ficam suspensos. Estas atividades não deverão ser reprogramadas até que se restabeleça a normalidade. Veja aqui a íntegra do informativo da Comissão.

“Na ocorrência das aulas, deve-se dar preferência, sempre que possível, a ventilação natural”, orienta a Comissão composta pelos docentes João Euclides, diretor do Centro da Saúde; Eduardo Sérgio, diretor do Centro de Ciências Médicas; Flavia Pimenta, superintendente do Hospital Universitário Lauro Wanderley (HU), Moisés Lima, gerente de Saúde do HU; Luciana Holmes e Francisco Silva, infectologista do HU.

A Comissão também decidiu pela estimulação de trabalhos em horários alternativos em escala, reuniões virtuais, home office e a restrição de contato social para pessoas com 60 anos ou mais e que apresentam comorbidades.

Ascom/UFPB

Crédito Foto: Angélica Gouveia/Ascom – UFPB

 

 

Ruy revela indecisão comum em governos de ampla aliança

O deputado federal Ruy Carneiro (PSDB) inaugurou nesta segunda-feira (9) uma nova maneira de fazer política. Instalado na gestão municipal desde 2016, o tucano não soube se posicionar se sua eventual candidatura à Prefeitura de João Pessoa será tratada como Oposição ou Situação. Em suas próprias palavras: “nossa candidatura não é de situação ou de oposição, é de proposição”. Nada de especial, apenas tucano sendo tucano. Aliás está pintando uma situação inusitada em João Pessoa: ninguém quer aparecer como Oposição. Talvez com o desenvolvimento das candidaturas apareça um dos partidos pequenos, como PCO ou PSol que possa vir a ter […]

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O deputado federal Ruy Carneiro (PSDB) inaugurou nesta segunda-feira (9) uma nova maneira de fazer política. Instalado na gestão municipal desde 2016, o tucano não soube se posicionar se sua eventual candidatura à Prefeitura de João Pessoa será tratada como Oposição ou Situação. Em suas próprias palavras: “nossa candidatura não é de situação ou de oposição, é de proposição”.

Nada de especial, apenas tucano sendo tucano. Aliás está pintando uma situação inusitada em João Pessoa: ninguém quer aparecer como Oposição. Talvez com o desenvolvimento das candidaturas apareça um dos partidos pequenos, como PCO ou PSol que possa vir a ter coragem para isso. Essa tendência revela um detalhe importante: em governos com ampla aliança e sem muita identidade político-ideológica, na hora das decisões as lideranças têm dificuldade de posicionamento.

Em tempo: é bom lembrar que o eleitor pode entender essa posição de não ter posição como fraqueza ou falta de coragem. Quando o debate apertar quem vai se responsabilizar pela fragilidade das políticas públicas em saúde, educação, mobilidade urbana?

Quem de verdade vai assumir uma crítica à falta de uma política de turismo e de cultura? Quem vai ter a coragem de revelar o abandono do Centro Histórico de João Pessoa?

Nos dias atuais, quando as principais pré-candidaturas ainda estão sendo testadas e as lideranças não sabem ao certo quem devem abraçar nesse jogo político, muitos podem ir nesse caminho traçado pelo deputado Ruy Carneiro. Mas é sempre bom lembrar:  essa pode ser uma estrada aparentemente confortável, mas também pode ser uma armadilha.

Por Marcus Alves

Rodrigo Maia cobra do governo posicionamento sobre a crise econômica

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou o Parlamento será sempre colaborativo para construir junto com o governo as soluções para minimizar o baixo crescimento econômico, principalmente diante da crise que afetou os mercados nesta segunda-feira (09). A Bolsa de Valores de São Paulo desabou 10% após o preço do barril de petróleo ter caído mais de 30% elevando temores de uma recessão global. Maia concedeu coletiva a jornalistas após participar de evento sobre educação, em Brasília. “A postura do parlamento é sempre ser colaborativo e construir junto com o governo as soluções que possam minimizar o baixo crescimento […]

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O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou o Parlamento será sempre colaborativo para construir junto com o governo as soluções para minimizar o baixo crescimento econômico, principalmente diante da crise que afetou os mercados nesta segunda-feira (09).

A Bolsa de Valores de São Paulo desabou 10% após o preço do barril de petróleo ter caído mais de 30% elevando temores de uma recessão global. Maia concedeu coletiva a jornalistas após participar de evento sobre educação, em Brasília.

“A postura do parlamento é sempre ser colaborativo e construir junto com o governo as soluções que possam minimizar o baixo crescimento que o Brasil já vinha apresentando nos últimos meses, ao qual soma-se a crise internacional que atingiu o Brasil no dia de hoje”, afirmou o presidente.

Rodrigo Maia também cobrou que o governo deixe claro para a sociedade e para os agentes econômicos o que ele pensa da crise e como os três poderes podem atuar em conjunto para minimizar seus impactos.

“As reformas precisam chegar, mas nem a administrativa, nem a tributária chegaram. E a [PEC] emergencial (PEC 186/19) o governo decidiu mandar uma em novembro, pelo Senado e não usar a do deputado Pedro Paulo (DEM-RJ) [PEC dos gatilhos] que já estava pronta desde 2018″, lamentou.

A PEC 438/18, da Câmara, cria gatilhos para conter as despesas públicas e preservar a regra de ouro, dispositivo constitucional pelo qual o governo não pode se endividar para pagar despesas como folha salarial, manutenção de órgãos e programas sociais.

“Estamos prontos para ajudar com toda agenda de reforma, mas o governo precisa comandar o processo, deixar claro para os atores da sociedade e para os poderes o que ele pensa sobre a crise e de que forma a gente pode ajudar”, reforçou Maia.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

 

Estudantes já podem se inscrever para julgamento simulado em Direito Eleitoral

Já está disponível para consulta dos estudantes dos cursos de Direito de todo o país o edital para participação na I Competição Nacional de Julgamento Simulado em Direito Eleitoral – I ELECTORAL MOOT COURT COMPETITION. Trata-se de um evento promovido pela Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (ABRADEP) e o Instituto Paranaense de Direito Eleitoral (IPRADE), a ser realizado nos dias 27 a 29 de maio de 2020, em Curitiba, no decorrer do VII Congresso Brasileiro de Direito Eleitoral.   Durante a competição, os alunos terão a oportunidade de participar de um simulacro de sessão de julgamento de caso […]

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Já está disponível para consulta dos estudantes dos cursos de Direito de todo o país o edital para participação na I Competição Nacional de Julgamento Simulado em Direito Eleitoral – I ELECTORAL MOOT COURT COMPETITION. Trata-se de um evento promovido pela Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (ABRADEP) e o Instituto Paranaense de Direito Eleitoral (IPRADE), a ser realizado nos dias 27 a 29 de maio de 2020, em Curitiba, no decorrer do VII Congresso Brasileiro de Direito Eleitoral.

 

Durante a competição, os alunos terão a oportunidade de participar de um simulacro de sessão de julgamento de caso hipotético pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os inscritos atuarão como oradores, conforme papéis previamente definidos, e como elaboradores de memoriais escritos. O papel dos juízes será atribuído aos avaliadores, profissionais de destaque nacional que atuam no sistema eleitoral como advogados, membros do Ministério Público, magistrados, professores ou servidores da Justiça Eleitoral.

 

“Nós entendemos que para os nossos estudantes estarem prontos para o mercado de trabalho, eles precisam desenvolver aptidões técnicas e práticas. A competição simulada é uma experiência fundamental para o processo de formação dos discentes”, afirma Marcelo Weick, coordenador geral da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (ABRADEP). De acordo com Ana Carolina Clève, presidente do Instituto Paranaense de Direito Eleitoral (IPRADE), “são eventos como este que fazem a diferença no processo de desenvolvimento integral dos acadêmicos do Direito e lhes capacitam para o mercado de trabalho”.

Para inscrever-se, o aluno deve ter cursado, no mínimo, 40% da carga horária total do curso. A participação será por intermédio de equipes formadas por uma dupla de alunos (com possibilidade de indicação de mais 2 suplentes) e um orientador (advogado, professor, magistrado, membro do Ministério Público ou servidor da Justiça Eleitoral).

 

O prazo para inscrição das equipes vai até 03 de abril de 2020, exclusivamente por intermédio de correspondência eletrônica endereçada ao e-mail mootcourt.eleitoral@gmail.com. O edital com os detalhes da I Competição Nacional de Julgamento Simulado em Direito Eleitoral pode ser conferido nos sites da ABRADEP e IPRADE, assim como pode ser solicitado pelo e-mail secretaria.abradep@gmail.com.

Com Assessoria de Comunicação

Nilvan diz que ganha “fôlego” no MDB e não deixa Correio agora

A filiação oficial do radialista Nilvan Ferreira ao Movimento Democrático Brasileiro (MBD) anunciada neste final de semana pelo senador José Maranhão, presidente estadual do Partido, deve mexer na cena política de João Pessoa. Nilvan, que postula uma candidatura a Prefeito de João Pessoa, disse com exclusividade ao VirtuPB.com.br que sente ter ganho fôlego em sua caminhada. “Dei uma oxigenada boa, porque começo grande. A gente consegue com o MDB uma amplitude partidária e pode fazer um movimento do centro, atraindo mais partidos dessa linhagem política”, comentou. Ele garantiu que deixou tudo acertado já com o PSL, partido de maior referência […]

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A filiação oficial do radialista Nilvan Ferreira ao Movimento Democrático Brasileiro (MBD) anunciada neste final de semana pelo senador José Maranhão, presidente estadual do Partido, deve mexer na cena política de João Pessoa. Nilvan, que postula uma candidatura a Prefeito de João Pessoa, disse com exclusividade ao VirtuPB.com.br que sente ter ganho fôlego em sua caminhada.

“Dei uma oxigenada boa, porque começo grande. A gente consegue com o MDB uma amplitude partidária e pode fazer um movimento do centro, atraindo mais partidos dessa linhagem política”, comentou. Ele garantiu que deixou tudo acertado já com o PSL, partido de maior referência bolsonarista na Paraíba.

Nilvan informou, ainda, que não pretende deixar o Sistema Correio de Comunicação, onde apresenta do Correio Debate (rádio) e o Correio Manhã (TV). Ele disse que vai até o limite legal do prazo permitido pela legislação eleitoral, dia 29 de junho, para poder se afastar da mídia.

As negociações com o MDB já vinham sendo realizadas em sigilo há mais de 30 dias. A mesma estratégia do segredo que ele pretende manter em relação a outros partidos que podem se aliar em sua pré-candidatura. O certo é que na sexta-feira (13) Nilvan Ferreira e o MDB remoçado terão o seu primeiro teste público durante a filiação do apresentador, a qual ele pretende transformar em uma grande festa na sede do Partido na Av. Beira Rio.

Por Marcus Alves

Cícero Lucena e os sinais divinos

O cenário para as eleições municipais em João Pessoa ainda está em aberto e o ex-prefeito Cicero Lucena age como pré-candidato.  Algumas vezes ele sugeriu estar esperando um sinal divino para tomar a decisão de voltar à política. “Quem sabe é Deus o amanhã de cada um de nós”, disse recentemente. Na verdade, rigorosamente, Cícero nunca deixou a política. Pode, e isso fica claro, ter feito um movimento (muito justo) de se ausentar para cuidar de negócios da vida privada e pessoal, mas sempre deixou ali uma janela aberta para um retorno à cena pública. E uma fonte altamente legitimada […]

Em discurso na Tribuna do Plen‡rio do Senado, senador C’cero Lucena (PSDB PB).

O cenário para as eleições municipais em João Pessoa ainda está em aberto e o ex-prefeito Cicero Lucena age como pré-candidato.  Algumas vezes ele sugeriu estar esperando um sinal divino para tomar a decisão de voltar à política. “Quem sabe é Deus o amanhã de cada um de nós”, disse recentemente.

Na verdade, rigorosamente, Cícero nunca deixou a política. Pode, e isso fica claro, ter feito um movimento (muito justo) de se ausentar para cuidar de negócios da vida privada e pessoal, mas sempre deixou ali uma janela aberta para um retorno à cena pública. E uma fonte altamente legitimada do PSDB me confirmou que ele deve ser candidato.

É bom lembrar: foi com Cícero a disputa em segundo turno nas eleições de 2012. Luciano Cartaxo enfrentou naquele ano Estela Bezerra, Zé Maranhão e Cícero Lucena. Era inclusive um período ainda muito próximo de uma operação chamada Confraria. Tudo respingava em Cícero e ele foi para o segundo turno, desbancando a novinha, à época, Estela Bezerra.

Hoje completamente absorvido pela Justiça, o ex-prefeito surfa suave na cena política local, sendo considerado por muitos como a única liderança capaz de promover uma certa hegemonia no campo mais conservador. E, em um cenário de retorno do ex-governador Ricardo Coutinho, recém liberto na Operação Confraria, também é Cícero que aparece como nome capaz de enfrentar Coutinho.

Em um ambiente político de continuo desgaste do ex-governador Ricardo Coutinho – por conta da quentíssima Operação Calvário, Cícero navega fácil entre setores populares e de formação da opinião pública. Sua aparição nesta quarta-feira (4) num restaurante da cidade para tomar um simples café da manhã deixou setores da imprensa e da política em alerta. Será o sinal divino, que ele alegou esperar?

Marcus Alves

 

Aliados vão ouvir recado de Luciano Cartaxo?

A primeira semana da Quaresma em João Pessoa marcou o tom para a dinâmica das eleições municipais. Sem um fato político novo, o prefeito Luciano Cartaxo deu uma ligeira cotovelada em seus aliados mandando recado que todos têm até dia 30 de março para dizer se estão com o candidato (ou candidata) do Partido Verde (PV), o seu partido. À moda do capitão Nascimento, quem não estiver com ele deve pedir pra sair A cantiga ameaçadora pode não surtir efeito. O PSDB por meio do deputado federal Pedro Cunha Lima mandou avisar que o som do prefeito deveria ser outro, […]

Sem Título-3

A primeira semana da Quaresma em João Pessoa marcou o tom para a dinâmica das eleições municipais. Sem um fato político novo, o prefeito Luciano Cartaxo deu uma ligeira cotovelada em seus aliados mandando recado que todos têm até dia 30 de março para dizer se estão com o candidato (ou candidata) do Partido Verde (PV), o seu partido. À moda do capitão Nascimento, quem não estiver com ele deve pedir pra sair

A cantiga ameaçadora pode não surtir efeito. O PSDB por meio do deputado federal Pedro Cunha Lima mandou avisar que o som do prefeito deveria ser outro, uma vez que ninguém sabe quem é o nome de Cartaxo que vai ser urgido. Três nomes aparecem: Daniela, Socorro Gadelha e Diego Tavares. O questionamento de Pedro Cunha Lima é bem simples: como aderir a um candidato que não se conhece? Assim, mostrou que não é uma aliança que o prefeito quer, mas uma adesão a um partido. Quase uma fusão. Neste Caso, confusão.

Outro elemento que Pedro trouxe em sua fala: não se pode pensar em alianças centrado em partilha de cargos – até porque, sugeriu – os partidos aliados não teriam tantos cargos assim na PMJP.

Melhor seria discutir em termos de programas, ideias e projetos para a cidade.

Outro que não gostou da cotovelada do prefeito foi Marcondes Gadelha (PSC), indicando que não vai fazer uma adesão automática ao nome escolhido pelo PV.

Pedro e Marcondes são as lideranças que deram visibilidade ao descontentamento sobre a fala de Luciano, mas nos bastidores tem mais gente (pequena e grande) que não gostou. Neste sentido, o prefeito que tende a protelar ao máximo a decisão de quem é seu candidato (ou candidata) pode estar orquestrando ruídos contra seu próprio nome.

Sem novidades no cenário eleitoral, sobretudo após a soltura do ex-governador Ricardo Coutinho na Operação Calvário, o melhor seria ter ficado em silêncio. Não é hora do cotovelo, mas do cérebro.

Marcus Alves

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