Arvore wilson

A obra é de metal. Uma árvore de chapas de ferro, soldadas e devidamente concretadas ao chão. Mas os seus galhos e folhas ligeiramente onduladas indicam movimento e apontam, tal uma mão acolhedora, a chegada ao município de Conde, litoral sul da Paraíba. Ali, na rota da BR-101, a meio caminho entre Recife e João Pessoa, o artista plástico Wilson Figueiredo depositou sua nova peça pública: Árvore dos bons ventos.

A escultura de ferro, com quatro metros de altura, celebra os 55 anos de emancipação do Conde, comemorados pela Prefeitura do Município. A simbólica da obra de Wilson Figueiredo, instalada na entrada de um corredor de eucaliptos logo no início da PB-018, tem forte importância para o momento que vive a cidade.

As chapas de ferro de 8mm da obra de Wilson criam um contraponto com a ideia de leveza que a prefeita Márcia Lucena diz estar trazendo para o Conde. “Desejamos que os bons ventos soprem para a nossa cidade, como novas obras, novas metas e bastante crescimento”, celebra.

Encontrei com Wilson Figueiredo embaixo da sombra quase frondosa da “Árvore dos bons ventos”, ali, na ponta da Rodovia dos Tabajaras, onde há alguns anos sonhamos em instalar uma obra sua. O sonho conversado com o ex-prefeito Aluísio Régis não frutificou à época. E somente agora, com os ventos de uma nova administração, o Conde ganhou obra de referência.

Com uma felicidade de domingo, Wilson Figueiredo conta que sua nova obra só se iguala, em termos de celebração e volume, ao Cavaleiro Alado – instalado no contorno da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e à Muriçoca do Miramar, localizada na praça homônima em João Pessoa. O desejo agora é que a “Árvore dos Bons Ventos”, mostre toda a dignidade do metal, sua força simbólica, e consiga trazer sempre bons e novos ventos para o Conde, suas praias, comunidades indígenas e quilombolas.

Foto: Arquivo/Marcus Alves