Arte

A árvore dos bons ventos, de Wilson Figueiredo, no Conde

A obra é de metal. Uma árvore de chapas de ferro, soldadas e devidamente concretadas ao chão. Mas os seus galhos e folhas ligeiramente onduladas indicam movimento e apontam, tal uma mão acolhedora, a chegada ao município de Conde, litoral sul da Paraíba. Ali, na rota da BR-101, a meio caminho entre Recife e João Pessoa, o artista plástico Wilson Figueiredo depositou sua nova peça pública: Árvore dos bons ventos. A escultura de ferro, com quatro metros de altura, celebra os 55 anos de emancipação do Conde, comemorados pela Prefeitura do Município. A simbólica da obra de Wilson Figueiredo, instalada […]

Arvore wilson

A obra é de metal. Uma árvore de chapas de ferro, soldadas e devidamente concretadas ao chão. Mas os seus galhos e folhas ligeiramente onduladas indicam movimento e apontam, tal uma mão acolhedora, a chegada ao município de Conde, litoral sul da Paraíba. Ali, na rota da BR-101, a meio caminho entre Recife e João Pessoa, o artista plástico Wilson Figueiredo depositou sua nova peça pública: Árvore dos bons ventos.

A escultura de ferro, com quatro metros de altura, celebra os 55 anos de emancipação do Conde, comemorados pela Prefeitura do Município. A simbólica da obra de Wilson Figueiredo, instalada na entrada de um corredor de eucaliptos logo no início da PB-018, tem forte importância para o momento que vive a cidade.

As chapas de ferro de 8mm da obra de Wilson criam um contraponto com a ideia de leveza que a prefeita Márcia Lucena diz estar trazendo para o Conde. “Desejamos que os bons ventos soprem para a nossa cidade, como novas obras, novas metas e bastante crescimento”, celebra.

Encontrei com Wilson Figueiredo embaixo da sombra quase frondosa da “Árvore dos bons ventos”, ali, na ponta da Rodovia dos Tabajaras, onde há alguns anos sonhamos em instalar uma obra sua. O sonho conversado com o ex-prefeito Aluísio Régis não frutificou à época. E somente agora, com os ventos de uma nova administração, o Conde ganhou obra de referência.

Com uma felicidade de domingo, Wilson Figueiredo conta que sua nova obra só se iguala, em termos de celebração e volume, ao Cavaleiro Alado – instalado no contorno da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e à Muriçoca do Miramar, localizada na praça homônima em João Pessoa. O desejo agora é que a “Árvore dos Bons Ventos”, mostre toda a dignidade do metal, sua força simbólica, e consiga trazer sempre bons e novos ventos para o Conde, suas praias, comunidades indígenas e quilombolas.

Foto: Arquivo/Marcus Alves

 

Juliana Alves expõe universo feminino no Centro Cultural Correios, em Recife

Os jogos e ambiguidades das transparências ganham força nesta quinta-feira (8) no Centro Cultural Correios, em Recife (PE) quando a artista plástica Juliana Alves abrir, às 19h, sua nova exposição: “TranspareSSer”. Mestranda em artes visuais no Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da Universidade Federal da Paraíba e Universidade Federal de Pernambuco (UFPB/UFPE) Juliana Alves trata do universo feminino, seus dilemas e identidades culturais. Em suas obras essa temática aparece a partir de diversos materiais utilizados e técnicas variadas como óleo sobre tela, acrílica, aquarela e esculturas em gesso e vidro.   A curadora da exposição é a arquiteta e […]

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Os jogos e ambiguidades das transparências ganham força nesta quinta-feira (8) no Centro Cultural Correios, em Recife (PE) quando a artista plástica Juliana Alves abrir, às 19h, sua nova exposição: “TranspareSSer”. Mestranda em artes visuais no Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da Universidade Federal da Paraíba e Universidade Federal de Pernambuco (UFPB/UFPE) Juliana Alves trata do universo feminino, seus dilemas e identidades culturais. Em suas obras essa temática aparece a partir de diversos materiais utilizados e técnicas variadas como óleo sobre tela, acrílica, aquarela e esculturas em gesso e vidro.

 

A curadora da exposição é a arquiteta e urbanista Sônia Marques. Ela afirma que a “TranspareSSer” implica num jogo de equilíbrio entre o esconder e o revelar. “Fusão de transparecer e ser é adoção por difícil escolha de um modus vivendi que assume a ambiguidade”, completa Sônia Marques, doutora em Sociologia pela École des Hautes Études en Sciences Sociales, de Paris.

 

Durante a vernissage de “TranspareSSer”, acontecerá uma intervenção literária realizada pelo grupo pernambucano Mulheres de Sete Saias, segundo informou Juliana Alves.  Formada em artes visuais pela UFPB, Juliana Alves, artista pernambucana natural de Pesqueira, tem pesquisado a transparência desde o início de sua formação. Em 2014 criou uma campanha para pessoas doarem frascos de perfumes para compor suas obras. A partir de cada frasco doado a artista reconfigurava a identidade do doador, combinando elementos distintos com esculturas de gesso, telas em tecidos transparentes.

 

Em seus trabalhos mais recentes, essa busca pela transparência se amplia com suas instalações nas quais o rasgar dos véus transparentes e as referências dos femininos.  Para Juliana Alves, a exposição “TranspareSSer”, que tem apoio do Centro Cultural Correios, representa sua trajetória criativa em que suas buscas se articularam de diversas maneiras, transparecendo enquanto mulher e artista visual. “Trata-se também de um retorno às minhas origens, em um momento de inauguração de meus trabalhos por onde essa história começou aqui mesmo – no cenário das artes visuais de Pernambuco”, relembra a artista.

 

 

Serviço:

Exposição “TranspareSSer”

Período: 8 de novembro de 2018 a 31 de Janeiro de 2019

Centro Cultural Correios, Av. Marquês de Olinda, 262. Recife (PE)

 

Marcus Alves apresenta nova exposição de Rodrigues Lima

“O artista Rodrigues Lima se apropriou de elementos da poética surreal para nos chamar a atenção da urgente e necessária procura por uma saída para a situação política do Brasil atual”. Essa é a avaliação feita por Marcus Alves, sociólogo e poeta, no catálogo da exposição “Infinitos Ventos” que será aberta na próxima sexta-feira (14), às 19h, na Galeria Gamela, em João Pessoa. Segundo Marcus Alves, o artista deslocou a memória surreal de Dalí, o infinito céu de Magritte e os associou ao mais sublime e banal das paisagens que temos em nossas praias e serras paraibanas. “Assim, sobre a […]

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“O artista Rodrigues Lima se apropriou de elementos da poética surreal para nos chamar a atenção da urgente e necessária procura por uma saída para a situação política do Brasil atual”. Essa é a avaliação feita por Marcus Alves, sociólogo e poeta, no catálogo da exposição “Infinitos Ventos” que será aberta na próxima sexta-feira (14), às 19h, na Galeria Gamela, em João Pessoa.

Segundo Marcus Alves, o artista deslocou a memória surreal de Dalí, o infinito céu de Magritte e os associou ao mais sublime e banal das paisagens que temos em nossas praias e serras paraibanas. “Assim, sobre a imagem de “Persistência da Memória” surge uma pergunta mágica para o nosso tempo: quem será o salvador de nossa política em derretimento, de nossa fronteira insegura da violência e das incertezas da saúde, do trabalho e de toda a vida brasileira?”, questiona o sociólogo.

No seu texto ele explica que Rodrigues Lima dialoga com o surrealismo e o faz com uma leveza das citações e recriações pós-modernas da arte contemporânea. “Se olharmos no detalhe da pintura de Rodrigues Lima vamos ver galinhas de melão, pequenos frutos e flores que se desdobram e se revelam na própria dobra do céu infinito. Um céu de Magritte, deslocado sobre sua Serra Velha cheia de caixas d´água de balaio. São reservatórios frágeis e futuristas, antenas parabólicas sempre molhadas? Rodrigues Lima nos ajuda a pensar, problemas e saídas, com sua arte – que agora nos traz o infinito e o sonho para assombrar ainda mais a nossa vida, completa Marcus Alves.

A exposição “Infinitos Ventos” é uma nova série de vinte obras de Rodrigues Lima cuja narrativa poética é construída a partir da memória de infância do artista. Em cada trabalho produzido, represento cenas e objetos que ganham novas dimensões e significados, explorando diferentes perspectivas, construindo e reconstruindo novos conceitos e nesse leque de possibilidades que a pós-modernidade nos propõe, aproprio-me da “Persistência da Memória” de Salvador Dalí, trazendo um novo conceito para uma reflexão sobre este momento de tantos conflitos e incertezas em que o Brasil está vivendo em todas as esferas”, finaliza Rodrigues Lima.

 

Foto: detalhe da obra de Rodrigues Lima, a partir de “Persistência da Memória”, de Dalí

Festival de Música de Câmara faz o desafio essencial da música e da literatura: criar

Oito dias e noites de música e poesia. É o que promete o II Festival Internacional de Música de Câmara que a Universidade Federal da Paraíba (UFPB) realiza, no período de 10 a 17 de agosto, no campus I em João Pessoa. Músicos do Brasil, Canadá, Estados Unidos e Suécia vão se revezar no palco da sala Radegundis Feitosa para interpretar obras que passeiam pelas composições de Schumann, Beethoven, Castelnuovo-Tedesco, Mozart, Bartok, August Klughardt. Também vão se esmerar em uma homenagem aos 90 anos do brasileiro Edino Krieger. Afora toda essa rica presença musical, o Festival reservou para o público […]

Festival de Música de Câmara 2018 2

Oito dias e noites de música e poesia. É o que promete o II Festival Internacional de Música de Câmara que a Universidade Federal da Paraíba (UFPB) realiza, no período de 10 a 17 de agosto, no campus I em João Pessoa. Músicos do Brasil, Canadá, Estados Unidos e Suécia vão se revezar no palco da sala Radegundis Feitosa para interpretar obras que passeiam pelas composições de Schumann, Beethoven, Castelnuovo-Tedesco, Mozart, Bartok, August Klughardt. Também vão se esmerar em uma homenagem aos 90 anos do brasileiro Edino Krieger. Afora toda essa rica presença musical, o Festival reservou para o público uma interação única com a poesia e a literatura: cada noite de concerto terá momento de sarau literário com uma lista de convidados que inclui o poeta Sérgio de Castro Pinto, a escritora Maria Valeria Rezende, o poeta Marcus Alves, o escritor Eduardo Rabenhorst, a escritora Bernadina Freire, o escritor Marcílio Franca Filho e  as atrizes Zezita Matos e Cely Farias.

Quem for aos concertos do II Festival de Música de Câmara vai poder vivenciar peças únicas de grandes músicos como Beethoven, Schumann, Mozart. Também vai poder conhecer essa interface da música com a literatura e a poesia. A avaliação é do professor da UFPB e violonista Felipe Avelar de Aquino, diretor artístico do Festival. Com uma perspectiva democrática centrada na diversidade, ele contou que muitos músicos interpretados no Festival têm como fonte de inspiração a literatura, como August Klughardt – cuja música nasceu de poemas de Nikolaus Lenau, poeta austríaco que viveu entre 1802 e 1850.

Os organizadores do II Festival de Internacional Música de Câmara, promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Música (PPGM) da UFPB, querem lembrar exatamente isso: que uma arte pode ter uma interface e se alimentar de nuances e vertentes de outras artes.  A relação entre música, poesia e literatura é coisa antiga. Diria que temos uma longa tradição que pode nos conectar a uma linhagem da antiguidade grega aos nossos dias, passando pelas vanguardas modernistas – europeias ou brasileiras.  Penso em Stravinski  com Proust e Maiakósvi ou com Dylan Thomas criando uma ópera que não chegou a ser realizada por conta da morte deste poeta. Mas também lembro Mario de Andrade e Camargo Guarnieri, no Brasil.

Em uma série de cartas de 1934  entre Mário e Guarnieri, encontramos um conjunto valioso de comentários estéticos em torno da 2ª Sonata para violino e piano composta por Camargo Guarnieri. As correspondências entre os dois artistas abrem espaço para variadas interpretações da criação artística, mas gostaria de destacar um aspecto particularmente importante pelo caráter didático que Mário de Andrade enfatiza. O poeta tenta mostrar em uma resposta datada de 22 de agosto de 1934 que o músico não teria entendido o sentido de essencial em uma criação artística. E Mário acrescentava que existem três maneiras pelas quais uma criação artística pode ser essencial.

A primeira é quando ela faz parte da essência do indivíduo – Mario colocava, entre parêntese, o artista ou seu semelhante. A segunda maneira é quando a criação faz parte da essência da humanidade e, por fim, quando faz parte da essência da arte. Nas palavras do próprio Mário de Andrade, em sua conversa quase didática com o jovem músico:  “A obra de arte tem de trazer em si uma finalidade que fira direto e profundamente ou o indivíduo, ou a humanidade ou a arte, seja essencial para qualquer destas três manifestações do ser humano”.

O poeta era absolutamente consciente do caráter pedante e controverso de sua afirmação, mas tenta nos envolver e levar à compreensão desse lado essencial da arte por meio da explicação de um soneto de Camões. “É um soneto essencial”, diz escreve o poeta ao músico, acrescentando, entretanto, que nem todo soneto de Camões tinha esse caráter essencial – portanto não acrescenta nada à humanidade, ao indivíduo ou à arte.

O paralelismo com o soneto de Camões serve, para Mário de Andrade, como um ato de memória para nos dizer que mesmo grandes gênios  – da literatura ou da música – nem sempre tem criações de caráter essencial. Ele lembra, no campo de música, Beethoven e Mozart. Todo o esforço do poeta é para afirmar a ideia central, que para nós aparece como desafio, que o artista traz para si: criar o essencial. Não é coisa fácil. Isso nos lembra tanto Mário, como qualquer outro poeta ou músico, e é isso que o público que for ao II Festival Internacional de Música de Câmara da UFPB vai poder experimentar nas próximas noites de música e poesia.

A programação completa do Festival você acessa aqui: https://festivalinternacional2018.homesteadcloud.com/

 

Adeus, querido Josenildo Suassuna

A notícia mais triste do ano veio pelas aspirais silenciosas e metálicas do Facebook: a morte do artista plástico paraibano Josenildo Suassuna. Liguei para alguns amigos no desejo que aquela fosse uma Fake News de péssimo gosto. Não era. Tudo era a mais trágica verdade, daquelas que impactam nossa alma. Ainda não sabemos causas reais dessa morte. Mas nada importa no momento. Agora a família sofre sobre o corpo de Suassuna. E eu luto com as palavras no esforço de entender o impossível: a morte não é compreensível. Ela resiste o entendimento da ciência, da lógica e da razão. Apenas […]

Josenildo Suassuna

A notícia mais triste do ano veio pelas aspirais silenciosas e metálicas do Facebook: a morte do artista plástico paraibano Josenildo Suassuna. Liguei para alguns amigos no desejo que aquela fosse uma Fake News de péssimo gosto. Não era. Tudo era a mais trágica verdade, daquelas que impactam nossa alma.

Ainda não sabemos causas reais dessa morte. Mas nada importa no momento. Agora a família sofre sobre o corpo de Suassuna. E eu luto com as palavras no esforço de entender o impossível: a morte não é compreensível. Ela resiste o entendimento da ciência, da lógica e da razão. Apenas existe para nos avisar a linha tênue que nos separa de mundos. O nosso reino é deste mundo, como diria Alejo Carpentier. A esperança é que existam outros mundos nos quais pessoas como Josenildo Suassuna possam pintar a alegria do circo, o descanso das ovelhas no campo, o flautista ou o homem sentado mirando o horizonte distante que ele chamou de Calmaria I (foto).

Tive o prazer de fazer algumas exposições de obras desse artista, que pintava como quem resiste às durezas da vida. A última destas exposições foi em janeiro de 2018, no Centro Cultural Casa da Pólvora. A chamei de “Invisível Equilíbrio”.  Durante nossas conversas para a curadoria da exposição ele se esforçou em me orientar que estava desejoso de enveredar por uma nova estética. Queria experimentar novos traços, texturas e cores.

A morte lhe chegou e, talvez, não tenha tido o tempo necessário para esse trabalho. Quero lembrar de Josenildo Suassuna como esse homem legal, espantado com as coisas da vida, e capaz de procurar se renovar. Se ele conseguiu ou não, eu confesso que não sei totalmente. Mas gostaria de deixar aqui, mais uma vez, o meu último texto que fiz para sua exposição no dia 16 de janeiro deste ano. À sua obra desejo vida longa.

 

“Invisível Equilíbrio”

 

Mudar não é coisa fácil. Ainda que saibamos que todas as sociedades humanas experimentaram a seu tempo algum processo de mudança, esse fenômeno nos traz um sentimento de incomodo. Mudar é visitar o reino da instabilidade e da incerteza.  Alguns indivíduos e grupos sociais são mais apegados às mudanças que outros. Os artistas, por missão ou por vocação criativa, tendem a encarrar a sombra nebulosa de um processo continuo de transformação. Enfrentam com alguma tranquilidade a dialética da renovação e do surgimento do novo. Uns fazem isso com leveza, tal como aparece nas novas obras de Josenildo Suassuna.

Nas suas cores e nos seus pastéis tem uma leve brisa da mudança com a qual o artista e o homem veem se defrontando. Josenildo tenta escapar da moldura de uma tradição primitiva e ingênua da arte. Especula novos voos, como um homem que contempla o horizonte. Calmo. Suave esse indivíduo mira o invisível e tenta estabelecer uma base, um princípio para sua construção, para o seu equilíbrio. Olha o infinito à procura do nada e do ser – e descobre-se mergulhando num azul piscina.

Esse movimento leve, de contemplação, de deixar-se olhar tal como personagem de cinema em Veneza ou em Tambaú é permeado de harmonia e de cores. Josenildo enfrenta a mudança e nos apresenta homens e mulheres que testam a solidão. Tem uma espécie de imobilismo transitório, rodeado por um colorido pop, na nova obra de Josenildo Suassuna.

Ele parece querer se apoderar da cor. E, como diria Paul Klee, a cor é em primeiro lugar a qualidade. O artista deseja nos indicar alguns dos princípios das leis da própria dialética: a passagem da quantidade para a qualidade, o atrofiamento do velho e o surgimento do novo. Neste caso a nova arte de Josenildo Suassuna é um esforço de descobrir caminhos invisíveis – talvez por isso em alguns de seus quadros ele deixe sombras e sobras de ruinas de seu pincel, suas linhas. Mudar é enfrentar a incerteza, diz o artista com sua obra atual.

 

Foto: obra Calmaria I/Pastel unison s/papel canson. 53 x 36.5 cm – 2017/Acervo de Marcus Alves

Juliana Alves faz exposição na Trattoria Casa Rústica, em Jacumã

A artista plástica Juliana Alves, mestranda em Artes Visuais pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), abre neste sábado  (30) uma nova exposição de suas obras na Trattoria Casa Rústica, localizada no Beco da Boêmia, na praia de Jacumã, município de Conde (PB). A exposição de Juliana Alves abre o projeto “Beco da Boêmia vira arte”, desenvolvido Restaurante Pizzaria Trattoria, em parceria com a Galeria Valentim. De acordo com o chef da Trattoria, Tiziano Calastri o projeto “Beco da Boêmia com Arte” vai expor trabalhos de artistas que vivem em Jacumã, Carapibus e demais áreas do Conde. Juliana Alves, que mora […]

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A artista plástica Juliana Alves, mestranda em Artes Visuais pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), abre neste sábado  (30) uma nova exposição de suas obras na Trattoria Casa Rústica, localizada no Beco da Boêmia, na praia de Jacumã, município de Conde (PB). A exposição de Juliana Alves abre o projeto “Beco da Boêmia vira arte”, desenvolvido Restaurante Pizzaria Trattoria, em parceria com a Galeria Valentim.

De acordo com o chef da Trattoria, Tiziano Calastri o projeto “Beco da Boêmia com Arte” vai expor trabalhos de artistas que vivem em Jacumã, Carapibus e demais áreas do Conde. Juliana Alves, que mora em Carapibus, e desenvolve uma arte contemporânea, será a primeira artista a expor. As obras ficam abertas à visitação às 19h, nestes sábado e domingo e na próxima semana  a partir da sexta-feira.

Juliana Alves, pesquisa artes visuais – como foco em mediação cultural em museus – e tem uma obra diversificada desenvolvendo várias técnicas como óleo sobre tela, acrílico sobre tela, gravuras, escultura com gesso, vidro e ferro, e instalações. A artista já expôs na Paraíba, Pernambuco recentemente participou de residência artística na Argentina.

Músicos e escritores interagem em Festival Internacional de Música em João Pessoa

A Coordenação do Programa de Pós-Graduação em Música da UFPB já anunciou a realização da segunda edição do Festival Internacional de Música de Câmara -PPGM/UFPB. Em 2018 o evento será realizado entre os dias 10 e 17 de agosto e deve ser mais um grande acontecimento artístico-acadêmico para a área de práticas interpretativas do Programa de Pós-Graduação em Música. Nesta edição, o evento trará a João Pessoa artistas convidados oriundos da University of Alberta (Canadá), Örebro University (Suécia), Montclair University (EUA), Unicamp (São Paulo), além de concertistas internacionais, que se unem aos docentes da UFPB para a realização de oito concertos […]

Lena Jonhson

A Coordenação do Programa de Pós-Graduação em Música da UFPB já anunciou a realização da segunda edição do Festival Internacional de Música de Câmara -PPGM/UFPB. Em 2018 o evento será realizado entre os dias 10 e 17 de agosto e deve ser mais um grande acontecimento artístico-acadêmico para a área de práticas interpretativas do Programa de Pós-Graduação em Música. Nesta edição, o evento trará a João Pessoa artistas convidados oriundos da University of Alberta (Canadá), Örebro University (Suécia), Montclair University (EUA), Unicamp (São Paulo), além de concertistas internacionais, que se unem aos docentes da UFPB para a realização de oito concertos camerísticos na Sala Radegundis Feitosa da UFPB. Dentre os participantes estão os violinistas Guillaume Tardif e Paul Hsun-Ling Chou,  o pianista David Witten, a pianista Lena Johnson (foto), além do violista Emerson de Biaggi. A novidade nesta edição é um diálogo que o Festival vai fazer com a literatura. Nesta segunda edição, o Festival traz ao palco poetas, escritores, atrizes e pensadores para interagirem com os musicistas e o repertório apresentado.

De acordo com o professor Felipe Avellar de Aquino, coordenador do 2° Festival de Música de Câmara, a curadoria literária do Festival está sob a responsabilidade do sociólogo e escritor Marcus Alves (CCTA/UFPB). Já está confirmada a participação de um conjunto de escritores paraibanos como Sérgio de Castro Pinto,  Eduardo Rabenhorst, Marcílio Franca Filho,  Bernardina Freire, Maria Valeria Rezende e as atrizes Zezita Matos e Cely Farias apresentarão performances e leituras de poemas. A programação completa você pode acessar em http://www.festivalinternacional2018.homesteadcloud.com

Ele informou que este ano o Festival estabelece uma parceria com a Orquestra Sinfônica da UFPB (OSUFPB), por meio de seu regente, o Maestro Thiago Santos, que realizará o concerto de abertura do Festival com a presença de solistas internacionais.

O Festival Internacional de Música de Câmara do PPGM/UFPB nasceu a partir das séries de concertos que são realizadas frequentemente pela área de música da UFPB, fortalecido com a criação do Programa de Pós-Graduação em Música, em 2004. Desde então, o PPGM tem recebido convidados de diversas instituições do país e do exterior, que se apresentam, muitas vezes, ao lado dos docentes da UFPB, enriquecendo a vida artístico-cultural do Programa, como também de nossa comunidade, uma vez que todos os concertos são abertos ao público, com entrada franca. Ademais, todas estas atividades são acompanhadas de masterclasses, palestras, lançamentos de livros, CDs e DVDs. Em 2013 o PPGM lançou sua Série Concertos Internacionais, como também a Série Concertos PPGM, que agora se ampliam com a realização do Festival Internacional de Música de Câmara. Um evento que objetiva consolidar a produção artística do Programa de Pós-Graduação em Música, que anualmente é avaliada pelo Qualis Artístico da Capes, como parte integrante do processo de avaliação dos programas de pós-graduação na área de Artes e Música do país.

 

Wilson Figueiredo transforma arame e ferro em memória

Crianças soltam balão. Mulheres fazem fuxico. Bailarinas ensaiam flutuar no ar. São três experiências que ganham força e contornos vivos no emaranhado de arames e luz produzido por Wilson Figueiredo. Um artista diferenciado, sob muitos aspectos, mas principalmente pela forma como lida com arames e ferro. Sua obra ganhou contornos fortes nestes últimos 10 anos e saiu dos espaços privados para os ambientes públicos. Agora Wilson ganha uma justa homenagem pelo Serviço Social do Comércio (Sesc) que lança um livro com sua trajetória e abre uma nova exposição do artista, na sexta-feira (16), às 19h. O arame nas mãos de […]

obra de wilson

Crianças soltam balão. Mulheres fazem fuxico. Bailarinas ensaiam flutuar no ar. São três experiências que ganham força e contornos vivos no emaranhado de arames e luz produzido por Wilson Figueiredo. Um artista diferenciado, sob muitos aspectos, mas principalmente pela forma como lida com arames e ferro. Sua obra ganhou contornos fortes nestes últimos 10 anos e saiu dos espaços privados para os ambientes públicos. Agora Wilson ganha uma justa homenagem pelo Serviço Social do Comércio (Sesc) que lança um livro com sua trajetória e abre uma nova exposição do artista, na sexta-feira (16), às 19h.

O arame nas mãos de Wilson se transforma em memória. Essa é uma constatação histórica e estética que podemos fazer no momento. Mas na verdade em cada uma de suas obras neste formato aramaico ele pressupõe também que, uma vez instalada em alguma parede, a peça artística ganha uma nova vida a partir da luz que lhe é projetada. O arame nas mãos de Wilson pede luz a partir da qual sua obra se projeta além da memória: torna-se coisa viva.

Existe, nesse sentido, uma dobra ou um desdobramento estético na obra de Wilson Figueiredo. Podemos ver esse movimento em obras como “Confidências”, “Homem Repousando”, “O Cão e o Cantador” (foto). As três peças tematizam cenas do sertão, talvez a maior referência do artista – cuja origem repousa no município de Patos (PB). A primeira descreve um fuxico de duas mulheres. Sentadas num clássico banco de praça ou jardim, as amigas põem em dia sua conversa. Não importa sobre o que falam. Apenas estão juntas, são irmãs de fuxico. Na segunda obra citada um sertanejo cochila, faz uma pausa para o árduo trabalho com a enxada. Em seu banco de madeira está uma caneca e um bule de café. A terceira cena nos traz um cantador acariciando um cão. Trata-se de um homem cego: o seu chapéu se encontra meio abandonado ao chão, uma bengala repousa ao seu lado esquerdo enquanto ele vira o rosto para acariciar o cão. A cena sugere uma melancolia por seus elementos simbólicos e ausência de movimento.

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Estas obras têm autonomia e vida próprias. Fazem parte daquilo que gosto de ver com uma arqueologia aramaica do sertão de Wilson.  Em comum elas carregam o fio de arame, a riqueza de detalhes e pequenos objetos simbólicos. Um pastel ao fundo, meio terra meio, vermelho pôr do sol, também lhe é comum. E claro: todas pedem luz para ganhar novas projeções e maior vitalidade. Elas são exemplos desta estética do arame que Wilson criou nestes últimos anos.

Mas é claro que sua obra não se reduz a esse padrão de arte. Tem, ainda, um conjunto grande de esculturas que estamos nos acostumando a ver nas ruas, praças públicas e prédios privados – nessa série,  destacaria as três: “O Cavaleiro Alado”, “Acahuan” e “Asas da Folia”. A primeira, uma alegoria de 4 metros em chapa de ferro. Instalada próximo à Universidade Federal da Paraíba (UFPB) nos remete a brincadeira/festa popular do cavalo marinho. Já com “Acahuan”, montada em frente ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), Wilson Figueiredo foi visitar o imaginário de Ariano Suassuna. E, com “Asas da Folia”, na praça das Muriçocas, no bairro de Miramar, o artista mantem-se fiel ao universo popular, já que sua Muriçoca de 4,3 metros está diretamente associada ao carnaval.

Seja com o arame retorcido sobre o Eucatex, seja com grandes esculturas em chapa de ferro  Wilson Figueiredo entrou para a história das artes paraibanas.

Fotos: arquivo Galeria Valentim

 

Festival Internacional da UFPB promove interação entre música e artes plásticas

  O Programa de Pós-Graduação em Música da UFPB realiza, no período de 10 a 15 de julho, o 1º Festival Internacional de Música de Câmara, que vai trazer a cidade de João Pessoa músicos brasileiros, Bulgária e Estados Unidos. Além da música clássica de Mozart, Bach, Debussy, Sergei Rachmaninoff, Brahms, Kaplan,  o Festival também vai promover uma integração inédita na Paraíba: simultaneamente aos concertos, seis artistas plásticos paraibanos estarão expondo suas obras com temáticas ligadas aos variados estilos musicais. Os concertos e a exposição serão realizados na Sala José Siqueira, no Espaço Cultural José Lins do Rêgo. A novidade, […]

Obra de Hermano José, artista homenageado2

 

O Programa de Pós-Graduação em Música da UFPB realiza, no período de 10 a 15 de julho, o 1º Festival Internacional de Música de Câmara, que vai trazer a cidade de João Pessoa músicos brasileiros, Bulgária e Estados Unidos. Além da música clássica de Mozart, Bach, Debussy, Sergei Rachmaninoff, Brahms, Kaplan,  o Festival também vai promover uma integração inédita na Paraíba: simultaneamente aos concertos, seis artistas plásticos paraibanos estarão expondo suas obras com temáticas ligadas aos variados estilos musicais. Os concertos e a exposição serão realizados na Sala José Siqueira, no Espaço Cultural José Lins do Rêgo.

A novidade, segundo o professor Felipe Avellar de Aquino, organizador do Festival, pretende promover a interação entre música e artes plásticas. “São duas formas de arte extremamente importantes na história humana e nós queríamos prestigiar nossos artistas plásticos locais, por isso vamos fazer uma exposição coletiva e a cada noite teremos um homenageado especial no campo das artes visuais”, contou. Ele informou que foram convidados para a exposição “Conexões Imagemúsica” os artistas Miguel dos Santos, Flávio Tavares, Juliana Alves, Wilson Figueiredo, Célio Furtado. “Durante a noite brasileira do nosso Festival vamos render uma homenagem ao Mestre Hermano José (in memoriam) com exposição de algumas de suas obras”, completou Felipe Avellar.

O professor explicou que a exposição “Conexões Imagemúsica” foi viabilizada por meio de uma parceria com a Galeria Valentim e ficou sob a curadora do sociólogo e jornalista Marcus Alves. Assessor do Centro de Comunicação, Turismo e Artes da UFPB, Marcus Alves informou que a exposição vai trazer um fragmento dessa relação histórica entre as artes visuais e a música.

“Pensamos em instalar conexões entre a forma musical e os variados movimentos de pincéis, as tonalidades de cores, as texturas que as artes plásticas também desenvolvem. Muitos artistas plásticos são inspirados, são movidos, pela musicalidade e isso aparece em Delacroix, Gauguin, Kandinsky, Matisse e Pollock. Essa conexão se renova a cada dia nas obras de Flávio Tavares, de Miguel dos Santos ou de Wilson Figueiredo, da Juliana Alves, do Célio Furtado e nas obras históricas de Hermano José. A proposta é gerar uma conexão estética”, acrescentou o curador.

Marcus Alves disse ainda que a própria exposição é fruto de interações, de conexões com, por exemplo, a Casa de Cultura Hermano José, a Galeria Valentim e a Pós-Graduação em Música da UFPB, com a Fundação Espaço Cultural José Lins do Rego, a Agência Sala 10 e a Gráfica JB. Ele informou ainda que durante o Festival Internacional de Música de Câmara permanecerão abertas ao público duas outras exposições dentro da UFPB: uma na Galeria Lavandeira e outra na Pinacoteca da UFPB (BC).

O Festival é uma realização do PPGM, com apoio da Reitoria, além de diversas instâncias da UFPB, em parceria com a FUNESC.

Foto: detalhe da obra Elegia II, de Hermano José.

Galeria Valentim e Estação Ciência trazem “À Espreita”, exposição inspirada na filosofia de Deleuze

  A Galeria Valentim e a Estação Ciência, Cultura e Artes abrem nesta quinta-feira (1), às 19h, a exposição À Espreita. Trata-se de uma instalação de cinco sombras em tecido, com dimensões variáveis, criadas pelos artistas do Coletivo Entreaberto, de Brasília. As sombras de Gustavo Magalhães, Sabrina Lopes, Teca Santa Cruz e Polyanna Morgana serão instaladas na Torre da Estação.   São obras inspiradas no pensamento do filósofo francês Gilles Deleuze, sobretudo em uma série de entrevistas feitas por Claire Parnet que gerou  o “Abecedário de Gilles Deleuze”, onde ele afirma – entre outras coisas –  que os homens estão […]

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A Galeria Valentim e a Estação Ciência, Cultura e Artes abrem nesta quinta-feira (1), às 19h, a exposição À Espreita. Trata-se de uma instalação de cinco sombras em tecido, com dimensões variáveis, criadas pelos artistas do Coletivo Entreaberto, de Brasília. As sombras de Gustavo Magalhães, Sabrina Lopes, Teca Santa Cruz e Polyanna Morgana serão instaladas na Torre da Estação.

 

São obras inspiradas no pensamento do filósofo francês Gilles Deleuze, sobretudo em uma série de entrevistas feitas por Claire Parnet que gerou  o “Abecedário de Gilles Deleuze”, onde ele afirma – entre outras coisas –  que os homens estão sempre à espreita, assim como os animais.

 

Sabrina Lopes conta que em À Espreita as sombras irrompem como intensidades, estão à espreita, se alargando pelas paredes, buscando matérias de expressão. O Coletivo Entreaberto também gravou trechos do pensamento do filósofo Deleuze que serão executados durante a exposição, que tem apoio do restaurante Seletto Sabor, e fica aberta a visitação pública no período de 1 de junho a 30 de julho de 2017.

 

Com curadoria da artista plástica Juliana Alves, mestranda em Artes Visuais pela Universidade Federal da Paraíba, em À Espreita o público que vai poder sentir e perceber, a partir da metáfora das sombras dos artistas, a atmosfera criativa das ideias de Deleuze. “À Espreita nos indica multiplicidades e diversidades de sentido para o lugar da arte, do pensamento e da ação do gênero humano. As sombras revelam esta atitude humana e também animal de analisar, de olhar e focar seus desejos, seja de objetos, seja de posições políticas ou atitudes com o Outro”, completa Juliana Alves.

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