Arte

Marcus Alves leva exposição “À Espreita” para os Correios, em Recife

A Galeria Valentim e o Centro Cultural Correios abrem nesta quarta-feira (21), a partir das 14h, a exposição “À Espreita”. Trata-se de uma instalação de cinco sombras em tecido, com dimensões variáveis, criadas por artistas visuais do Coletivo Entreaberto, de Brasília. A instalação com as sombras dos artistas Gustavo Magalhães (em memória), Sabrina Lopes, Teca Santa Cruz e Polyanna Morgana foi criada a partir do pensamento do filósofo francês Gilles Deleuze.   As peças foram inspiradas sobretudo a partir de uma série de entrevistas feitas por Claire Parnet que gerou o “Abecedário de Gilles Deleuze”, no qual o filósofo afirma […]

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A Galeria Valentim e o Centro Cultural Correios abrem nesta quarta-feira (21), a partir das 14h, a exposição “À Espreita”. Trata-se de uma instalação de cinco sombras em tecido, com dimensões variáveis, criadas por artistas visuais do Coletivo Entreaberto, de Brasília. A instalação com as sombras dos artistas Gustavo Magalhães (em memória), Sabrina Lopes, Teca Santa Cruz e Polyanna Morgana foi criada a partir do pensamento do filósofo francês Gilles Deleuze.

 

As peças foram inspiradas sobretudo a partir de uma série de entrevistas feitas por Claire Parnet que gerou o “Abecedário de Gilles Deleuze”, no qual o filósofo afirma – entre outras coisas –  que os homens estão sempre à espreita, assim como os animais.

 

Com curadoria do escritor Marcus Alves, doutor em sociologia pela Universidade de Brasília (UnB), “À Espreita” fica exposta no Centro Cultural Correios até o dia 30 de outubro. Alves, que atualmente é chefe da Assessoria de Comunicação da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), conta que as sombras dos artistas, criadas em dimensões reais e hiper-reais, mostram intensidades dialógicas com o próprio público. “Quando montei pela primeira vez a exposição do Coletivo Entreaberto, pude observar que os visitantes interagem com as peças, se projetam nas próprias sombras em um diálogo único”, diz.

 

Marcus Alves, diretor da Galeria Valentim, acrescenta que os artistas captaram, de forma sensível, a força e atualidade do pensamento do filósofo Gilles Deleuze. “A exposição sugere várias ambiguidades por sua própria dimensão e, pelo jogo de luz e sombra, indica que o homem e a mulher contemporâneos precisam estar sempre em estado de alerta. É como se estivéssemos todos à espera de algum acontecimento, seja uma catástrofe ou uma conquista prazerosa e feliz”, completa o curador

Exposição À Espreita

Abertura: Dia 21 de agosto de 2017, às 14h

Local:  Centro Cultural Correios

Realização: Centro Cultural Correios

Apoio: Galeria Valentim

Universidade Federal da Paraíba (UFPB)

 

Dados Biográficos

ENTREABERTO (2005, Brasília/DF)

Artistas Integrantes: 

Gustavo Magalhães (Brasília/DF, 1977-2012). Bacharel em Artes Visuais pela Universidade de Brasília. Bacharelado em Ciências Econômicas pelo UniCeub/DF. Desenvolveu sua pesquisa em pintura, escultura, instalação e intervenção.

Polyanna Morgana (Brasília/DF, 1979). Doutora em Arte Contemporânea pela Universidade de Brasília (UnB). Mestre e Bacharel em Artes Visuais pela UnB. Sua atividade artística se concentra nas áreas de performance, desenho, intervenção, escultura e vídeo.

Sabrina Lopes (Itaperuna/RJ, 1968). Mestre em Arte Contemporânea pela Universidade de Brasília, 2003. Bacharel em Comunicação Visual pela Faculdade da Cidade, Rio de Janeiro, 1993. Pesquisa nas áreas de design gráfico, desenho, história da arte e instalação.

Teca Santa Cruz (Recife/PE, 1972). Doutora em História da Arte pela Minor Field em Arte Moderna na América Latina/Brasil – Major Field Arte Contemporânea, University of Illinois at Urbana-Champaign, EUA. Mestre em Arte Contemporânea pela Universidade de Brasília, 2003. Bacharel em Artes Plásticas pela UnB, 2000.

 

Galeria Valentim expõe obras de Rose Catão no Centro Cultural Correios, em Recife

Desenhadas na madeira, aranhadas no tecido ou  marcadas na palma da mão, as linhas definem limites. Contornam e integram fronteiras da vida e da fantasia. A percepção das linhas no desenho marca o sentido da nova exposição da artista plástica Rose Catão, cujos trabalhos serão expostos no Centro Cultural Correios, em Recife (PE), a partir desta quinta-feira (25). Trata-se da exposição “Entrelinhas”, que a Galeria Valentim montou na capital pernambucana com 15 obras da artista. Essa é  a primeira vez que Rose Catão tem uma exposição individual em Pernambuco. “Fizemos uma seleção de trabalhos que possa mostrar ao público pernambucano […]

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Desenhadas na madeira, aranhadas no tecido ou  marcadas na palma da mão, as linhas definem limites. Contornam e integram fronteiras da vida e da fantasia. A percepção das linhas no desenho marca o sentido da nova exposição da artista plástica Rose Catão, cujos trabalhos serão expostos no Centro Cultural Correios, em Recife (PE), a partir desta quinta-feira (25). Trata-se da exposição “Entrelinhas”, que a Galeria Valentim montou na capital pernambucana com 15 obras da artista.

Essa é  a primeira vez que Rose Catão tem uma exposição individual em Pernambuco. “Fizemos uma seleção de trabalhos que possa mostrar ao público pernambucano o valor dessa nossa artista. Queríamos chamar a atenção para a presença da linha, ou das variadas linhas, na xilogravura e na pintura de Rose Catão”, diz Marcus Alves, sociólogo e responsável pela Galeria Valentim.

Ele observa que na obra de Rose Catão não se encontram linhas sem sentido. “É como se todas estivessem entrelaçadas, formando uma rede de significações e expressões de seus desenhos, dos rostos dos brincantes populares, às brincadeiras de crianças”, completa.

A exposição “Entrelinhas” também mostra obras de pintura de Rose Catão, arte-educadora e artista plástica, natural de Campina Grande (PB).  A própria artista diz que durante algum tempo se dedicou quase que exclusivamente à técnica de xilogravura, mas no momento está retomando a pintura de óleos sobre tela e acrílicos. “Estou sendo estimulada a voltar a pintar em tela por vários amigos e essa exposição está sendo um excelente motivo para essa retomada”, acrescenta Rose Catão ao informar que a Galeria Valentim também selecionou suas obras pintadas em tela para expor no Centro Cultural Correios.

 

 

Serviço:

Exposição: “Entrelinhas”, Rose Catão.

Local: Centro Cultural Correios (Recife)

Abertura:  25 de abril até 25 junho.

 

 

 

 

Ateliê Valentim abre exposição com obras de Rose Catão, em Jacumã

Uma série de traços finos rasgam um pedaço de madeira macio. Essas linhas vão se combinar com um punhado de cores e logo aparece o sentido da obra que pode ser um homem negro, uma mulher, um peixe, um palhaço em riso ou um conjunto de pessoas que revelam a diversidade do povo brasileiro. Tudo isso faz parte da nova exposição da artista plástica Rose Catão, que o ateliê Valentim abre neste sábado (19), às 17h, num happy hour na Creperia, na praia de Jacumã, no Conde (PB). A exposição “Nós”, tem curadoria da também artista plástica Juliana Alves, mestranda […]

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Uma série de traços finos rasgam um pedaço de madeira macio. Essas linhas vão se combinar com um punhado de cores e logo aparece o sentido da obra que pode ser um homem negro, uma mulher, um peixe, um palhaço em riso ou um conjunto de pessoas que revelam a diversidade do povo brasileiro. Tudo isso faz parte da nova exposição da artista plástica Rose Catão, que o ateliê Valentim abre neste sábado (19), às 17h, num happy hour na Creperia, na praia de Jacumã, no Conde (PB).

A exposição “Nós”, tem curadoria da também artista plástica Juliana Alves, mestranda em artes visuais pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Mostra um conjunto de 11 obras em xilogravura da artista Rose Catão, reconhecida como uma das grandes xilogravuristas da Paraíba e do Brasil.

“Em peças únicas e renovadas Rose Catão segue construindo sua história na arte contemporânea, sempre se esforçando para trazer elementos novos, sobretudo, na xilogravura”, avaliou Juliana Alves.

Ela explicou que a exposição das obras de Rose Catão faz parte de uma série de atividades desenvolvidas a partir do seu ateliê, que recebe o nome de Valentim. O ateliê tem feito residência artística com artistas do Brasil e do exterior e recentemente recebeu os  artistas Axel Arias e Ro Manzano que pintaram murais em ambientes públicos e privados nas praias de Jacumã e Caparapibus, no Conde. “Estamos planejando a agenda de 2019 e resolvemos iniciar com esta bela exposição de Rose Catão, pela sua história e contribuição à nossa xilogravura”, completou Juliana Alves.

A Creperia fica localizada na Av. Ilza Ribeiro, na principal da Praia de Jacumã (próximo a Igreja Católica)

Foto: Detalhe da obra “Os pensadores”, de Rose Catão. Arquivo Ateliê Valentim

A árvore dos bons ventos, de Wilson Figueiredo, no Conde

A obra é de metal. Uma árvore de chapas de ferro, soldadas e devidamente concretadas ao chão. Mas os seus galhos e folhas ligeiramente onduladas indicam movimento e apontam, tal uma mão acolhedora, a chegada ao município de Conde, litoral sul da Paraíba. Ali, na rota da BR-101, a meio caminho entre Recife e João Pessoa, o artista plástico Wilson Figueiredo depositou sua nova peça pública: Árvore dos bons ventos. A escultura de ferro, com quatro metros de altura, celebra os 55 anos de emancipação do Conde, comemorados pela Prefeitura do Município. A simbólica da obra de Wilson Figueiredo, instalada […]

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A obra é de metal. Uma árvore de chapas de ferro, soldadas e devidamente concretadas ao chão. Mas os seus galhos e folhas ligeiramente onduladas indicam movimento e apontam, tal uma mão acolhedora, a chegada ao município de Conde, litoral sul da Paraíba. Ali, na rota da BR-101, a meio caminho entre Recife e João Pessoa, o artista plástico Wilson Figueiredo depositou sua nova peça pública: Árvore dos bons ventos.

A escultura de ferro, com quatro metros de altura, celebra os 55 anos de emancipação do Conde, comemorados pela Prefeitura do Município. A simbólica da obra de Wilson Figueiredo, instalada na entrada de um corredor de eucaliptos logo no início da PB-018, tem forte importância para o momento que vive a cidade.

As chapas de ferro de 8mm da obra de Wilson criam um contraponto com a ideia de leveza que a prefeita Márcia Lucena diz estar trazendo para o Conde. “Desejamos que os bons ventos soprem para a nossa cidade, como novas obras, novas metas e bastante crescimento”, celebra.

Encontrei com Wilson Figueiredo embaixo da sombra quase frondosa da “Árvore dos bons ventos”, ali, na ponta da Rodovia dos Tabajaras, onde há alguns anos sonhamos em instalar uma obra sua. O sonho conversado com o ex-prefeito Aluísio Régis não frutificou à época. E somente agora, com os ventos de uma nova administração, o Conde ganhou obra de referência.

Com uma felicidade de domingo, Wilson Figueiredo conta que sua nova obra só se iguala, em termos de celebração e volume, ao Cavaleiro Alado – instalado no contorno da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e à Muriçoca do Miramar, localizada na praça homônima em João Pessoa. O desejo agora é que a “Árvore dos Bons Ventos”, mostre toda a dignidade do metal, sua força simbólica, e consiga trazer sempre bons e novos ventos para o Conde, suas praias, comunidades indígenas e quilombolas.

Foto: Arquivo/Marcus Alves

 

Juliana Alves expõe universo feminino no Centro Cultural Correios, em Recife

Os jogos e ambiguidades das transparências ganham força nesta quinta-feira (8) no Centro Cultural Correios, em Recife (PE) quando a artista plástica Juliana Alves abrir, às 19h, sua nova exposição: “TranspareSSer”. Mestranda em artes visuais no Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da Universidade Federal da Paraíba e Universidade Federal de Pernambuco (UFPB/UFPE) Juliana Alves trata do universo feminino, seus dilemas e identidades culturais. Em suas obras essa temática aparece a partir de diversos materiais utilizados e técnicas variadas como óleo sobre tela, acrílica, aquarela e esculturas em gesso e vidro.   A curadora da exposição é a arquiteta e […]

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Os jogos e ambiguidades das transparências ganham força nesta quinta-feira (8) no Centro Cultural Correios, em Recife (PE) quando a artista plástica Juliana Alves abrir, às 19h, sua nova exposição: “TranspareSSer”. Mestranda em artes visuais no Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da Universidade Federal da Paraíba e Universidade Federal de Pernambuco (UFPB/UFPE) Juliana Alves trata do universo feminino, seus dilemas e identidades culturais. Em suas obras essa temática aparece a partir de diversos materiais utilizados e técnicas variadas como óleo sobre tela, acrílica, aquarela e esculturas em gesso e vidro.

 

A curadora da exposição é a arquiteta e urbanista Sônia Marques. Ela afirma que a “TranspareSSer” implica num jogo de equilíbrio entre o esconder e o revelar. “Fusão de transparecer e ser é adoção por difícil escolha de um modus vivendi que assume a ambiguidade”, completa Sônia Marques, doutora em Sociologia pela École des Hautes Études en Sciences Sociales, de Paris.

 

Durante a vernissage de “TranspareSSer”, acontecerá uma intervenção literária realizada pelo grupo pernambucano Mulheres de Sete Saias, segundo informou Juliana Alves.  Formada em artes visuais pela UFPB, Juliana Alves, artista pernambucana natural de Pesqueira, tem pesquisado a transparência desde o início de sua formação. Em 2014 criou uma campanha para pessoas doarem frascos de perfumes para compor suas obras. A partir de cada frasco doado a artista reconfigurava a identidade do doador, combinando elementos distintos com esculturas de gesso, telas em tecidos transparentes.

 

Em seus trabalhos mais recentes, essa busca pela transparência se amplia com suas instalações nas quais o rasgar dos véus transparentes e as referências dos femininos.  Para Juliana Alves, a exposição “TranspareSSer”, que tem apoio do Centro Cultural Correios, representa sua trajetória criativa em que suas buscas se articularam de diversas maneiras, transparecendo enquanto mulher e artista visual. “Trata-se também de um retorno às minhas origens, em um momento de inauguração de meus trabalhos por onde essa história começou aqui mesmo – no cenário das artes visuais de Pernambuco”, relembra a artista.

 

 

Serviço:

Exposição “TranspareSSer”

Período: 8 de novembro de 2018 a 31 de Janeiro de 2019

Centro Cultural Correios, Av. Marquês de Olinda, 262. Recife (PE)

 

Marcus Alves apresenta nova exposição de Rodrigues Lima

“O artista Rodrigues Lima se apropriou de elementos da poética surreal para nos chamar a atenção da urgente e necessária procura por uma saída para a situação política do Brasil atual”. Essa é a avaliação feita por Marcus Alves, sociólogo e poeta, no catálogo da exposição “Infinitos Ventos” que será aberta na próxima sexta-feira (14), às 19h, na Galeria Gamela, em João Pessoa. Segundo Marcus Alves, o artista deslocou a memória surreal de Dalí, o infinito céu de Magritte e os associou ao mais sublime e banal das paisagens que temos em nossas praias e serras paraibanas. “Assim, sobre a […]

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“O artista Rodrigues Lima se apropriou de elementos da poética surreal para nos chamar a atenção da urgente e necessária procura por uma saída para a situação política do Brasil atual”. Essa é a avaliação feita por Marcus Alves, sociólogo e poeta, no catálogo da exposição “Infinitos Ventos” que será aberta na próxima sexta-feira (14), às 19h, na Galeria Gamela, em João Pessoa.

Segundo Marcus Alves, o artista deslocou a memória surreal de Dalí, o infinito céu de Magritte e os associou ao mais sublime e banal das paisagens que temos em nossas praias e serras paraibanas. “Assim, sobre a imagem de “Persistência da Memória” surge uma pergunta mágica para o nosso tempo: quem será o salvador de nossa política em derretimento, de nossa fronteira insegura da violência e das incertezas da saúde, do trabalho e de toda a vida brasileira?”, questiona o sociólogo.

No seu texto ele explica que Rodrigues Lima dialoga com o surrealismo e o faz com uma leveza das citações e recriações pós-modernas da arte contemporânea. “Se olharmos no detalhe da pintura de Rodrigues Lima vamos ver galinhas de melão, pequenos frutos e flores que se desdobram e se revelam na própria dobra do céu infinito. Um céu de Magritte, deslocado sobre sua Serra Velha cheia de caixas d´água de balaio. São reservatórios frágeis e futuristas, antenas parabólicas sempre molhadas? Rodrigues Lima nos ajuda a pensar, problemas e saídas, com sua arte – que agora nos traz o infinito e o sonho para assombrar ainda mais a nossa vida, completa Marcus Alves.

A exposição “Infinitos Ventos” é uma nova série de vinte obras de Rodrigues Lima cuja narrativa poética é construída a partir da memória de infância do artista. Em cada trabalho produzido, represento cenas e objetos que ganham novas dimensões e significados, explorando diferentes perspectivas, construindo e reconstruindo novos conceitos e nesse leque de possibilidades que a pós-modernidade nos propõe, aproprio-me da “Persistência da Memória” de Salvador Dalí, trazendo um novo conceito para uma reflexão sobre este momento de tantos conflitos e incertezas em que o Brasil está vivendo em todas as esferas”, finaliza Rodrigues Lima.

 

Foto: detalhe da obra de Rodrigues Lima, a partir de “Persistência da Memória”, de Dalí

Festival de Música de Câmara faz o desafio essencial da música e da literatura: criar

Oito dias e noites de música e poesia. É o que promete o II Festival Internacional de Música de Câmara que a Universidade Federal da Paraíba (UFPB) realiza, no período de 10 a 17 de agosto, no campus I em João Pessoa. Músicos do Brasil, Canadá, Estados Unidos e Suécia vão se revezar no palco da sala Radegundis Feitosa para interpretar obras que passeiam pelas composições de Schumann, Beethoven, Castelnuovo-Tedesco, Mozart, Bartok, August Klughardt. Também vão se esmerar em uma homenagem aos 90 anos do brasileiro Edino Krieger. Afora toda essa rica presença musical, o Festival reservou para o público […]

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Oito dias e noites de música e poesia. É o que promete o II Festival Internacional de Música de Câmara que a Universidade Federal da Paraíba (UFPB) realiza, no período de 10 a 17 de agosto, no campus I em João Pessoa. Músicos do Brasil, Canadá, Estados Unidos e Suécia vão se revezar no palco da sala Radegundis Feitosa para interpretar obras que passeiam pelas composições de Schumann, Beethoven, Castelnuovo-Tedesco, Mozart, Bartok, August Klughardt. Também vão se esmerar em uma homenagem aos 90 anos do brasileiro Edino Krieger. Afora toda essa rica presença musical, o Festival reservou para o público uma interação única com a poesia e a literatura: cada noite de concerto terá momento de sarau literário com uma lista de convidados que inclui o poeta Sérgio de Castro Pinto, a escritora Maria Valeria Rezende, o poeta Marcus Alves, o escritor Eduardo Rabenhorst, a escritora Bernadina Freire, o escritor Marcílio Franca Filho e  as atrizes Zezita Matos e Cely Farias.

Quem for aos concertos do II Festival de Música de Câmara vai poder vivenciar peças únicas de grandes músicos como Beethoven, Schumann, Mozart. Também vai poder conhecer essa interface da música com a literatura e a poesia. A avaliação é do professor da UFPB e violonista Felipe Avelar de Aquino, diretor artístico do Festival. Com uma perspectiva democrática centrada na diversidade, ele contou que muitos músicos interpretados no Festival têm como fonte de inspiração a literatura, como August Klughardt – cuja música nasceu de poemas de Nikolaus Lenau, poeta austríaco que viveu entre 1802 e 1850.

Os organizadores do II Festival de Internacional Música de Câmara, promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Música (PPGM) da UFPB, querem lembrar exatamente isso: que uma arte pode ter uma interface e se alimentar de nuances e vertentes de outras artes.  A relação entre música, poesia e literatura é coisa antiga. Diria que temos uma longa tradição que pode nos conectar a uma linhagem da antiguidade grega aos nossos dias, passando pelas vanguardas modernistas – europeias ou brasileiras.  Penso em Stravinski  com Proust e Maiakósvi ou com Dylan Thomas criando uma ópera que não chegou a ser realizada por conta da morte deste poeta. Mas também lembro Mario de Andrade e Camargo Guarnieri, no Brasil.

Em uma série de cartas de 1934  entre Mário e Guarnieri, encontramos um conjunto valioso de comentários estéticos em torno da 2ª Sonata para violino e piano composta por Camargo Guarnieri. As correspondências entre os dois artistas abrem espaço para variadas interpretações da criação artística, mas gostaria de destacar um aspecto particularmente importante pelo caráter didático que Mário de Andrade enfatiza. O poeta tenta mostrar em uma resposta datada de 22 de agosto de 1934 que o músico não teria entendido o sentido de essencial em uma criação artística. E Mário acrescentava que existem três maneiras pelas quais uma criação artística pode ser essencial.

A primeira é quando ela faz parte da essência do indivíduo – Mario colocava, entre parêntese, o artista ou seu semelhante. A segunda maneira é quando a criação faz parte da essência da humanidade e, por fim, quando faz parte da essência da arte. Nas palavras do próprio Mário de Andrade, em sua conversa quase didática com o jovem músico:  “A obra de arte tem de trazer em si uma finalidade que fira direto e profundamente ou o indivíduo, ou a humanidade ou a arte, seja essencial para qualquer destas três manifestações do ser humano”.

O poeta era absolutamente consciente do caráter pedante e controverso de sua afirmação, mas tenta nos envolver e levar à compreensão desse lado essencial da arte por meio da explicação de um soneto de Camões. “É um soneto essencial”, diz escreve o poeta ao músico, acrescentando, entretanto, que nem todo soneto de Camões tinha esse caráter essencial – portanto não acrescenta nada à humanidade, ao indivíduo ou à arte.

O paralelismo com o soneto de Camões serve, para Mário de Andrade, como um ato de memória para nos dizer que mesmo grandes gênios  – da literatura ou da música – nem sempre tem criações de caráter essencial. Ele lembra, no campo de música, Beethoven e Mozart. Todo o esforço do poeta é para afirmar a ideia central, que para nós aparece como desafio, que o artista traz para si: criar o essencial. Não é coisa fácil. Isso nos lembra tanto Mário, como qualquer outro poeta ou músico, e é isso que o público que for ao II Festival Internacional de Música de Câmara da UFPB vai poder experimentar nas próximas noites de música e poesia.

A programação completa do Festival você acessa aqui: https://festivalinternacional2018.homesteadcloud.com/

 

Adeus, querido Josenildo Suassuna

A notícia mais triste do ano veio pelas aspirais silenciosas e metálicas do Facebook: a morte do artista plástico paraibano Josenildo Suassuna. Liguei para alguns amigos no desejo que aquela fosse uma Fake News de péssimo gosto. Não era. Tudo era a mais trágica verdade, daquelas que impactam nossa alma. Ainda não sabemos causas reais dessa morte. Mas nada importa no momento. Agora a família sofre sobre o corpo de Suassuna. E eu luto com as palavras no esforço de entender o impossível: a morte não é compreensível. Ela resiste o entendimento da ciência, da lógica e da razão. Apenas […]

Josenildo Suassuna

A notícia mais triste do ano veio pelas aspirais silenciosas e metálicas do Facebook: a morte do artista plástico paraibano Josenildo Suassuna. Liguei para alguns amigos no desejo que aquela fosse uma Fake News de péssimo gosto. Não era. Tudo era a mais trágica verdade, daquelas que impactam nossa alma.

Ainda não sabemos causas reais dessa morte. Mas nada importa no momento. Agora a família sofre sobre o corpo de Suassuna. E eu luto com as palavras no esforço de entender o impossível: a morte não é compreensível. Ela resiste o entendimento da ciência, da lógica e da razão. Apenas existe para nos avisar a linha tênue que nos separa de mundos. O nosso reino é deste mundo, como diria Alejo Carpentier. A esperança é que existam outros mundos nos quais pessoas como Josenildo Suassuna possam pintar a alegria do circo, o descanso das ovelhas no campo, o flautista ou o homem sentado mirando o horizonte distante que ele chamou de Calmaria I (foto).

Tive o prazer de fazer algumas exposições de obras desse artista, que pintava como quem resiste às durezas da vida. A última destas exposições foi em janeiro de 2018, no Centro Cultural Casa da Pólvora. A chamei de “Invisível Equilíbrio”.  Durante nossas conversas para a curadoria da exposição ele se esforçou em me orientar que estava desejoso de enveredar por uma nova estética. Queria experimentar novos traços, texturas e cores.

A morte lhe chegou e, talvez, não tenha tido o tempo necessário para esse trabalho. Quero lembrar de Josenildo Suassuna como esse homem legal, espantado com as coisas da vida, e capaz de procurar se renovar. Se ele conseguiu ou não, eu confesso que não sei totalmente. Mas gostaria de deixar aqui, mais uma vez, o meu último texto que fiz para sua exposição no dia 16 de janeiro deste ano. À sua obra desejo vida longa.

 

“Invisível Equilíbrio”

 

Mudar não é coisa fácil. Ainda que saibamos que todas as sociedades humanas experimentaram a seu tempo algum processo de mudança, esse fenômeno nos traz um sentimento de incomodo. Mudar é visitar o reino da instabilidade e da incerteza.  Alguns indivíduos e grupos sociais são mais apegados às mudanças que outros. Os artistas, por missão ou por vocação criativa, tendem a encarrar a sombra nebulosa de um processo continuo de transformação. Enfrentam com alguma tranquilidade a dialética da renovação e do surgimento do novo. Uns fazem isso com leveza, tal como aparece nas novas obras de Josenildo Suassuna.

Nas suas cores e nos seus pastéis tem uma leve brisa da mudança com a qual o artista e o homem veem se defrontando. Josenildo tenta escapar da moldura de uma tradição primitiva e ingênua da arte. Especula novos voos, como um homem que contempla o horizonte. Calmo. Suave esse indivíduo mira o invisível e tenta estabelecer uma base, um princípio para sua construção, para o seu equilíbrio. Olha o infinito à procura do nada e do ser – e descobre-se mergulhando num azul piscina.

Esse movimento leve, de contemplação, de deixar-se olhar tal como personagem de cinema em Veneza ou em Tambaú é permeado de harmonia e de cores. Josenildo enfrenta a mudança e nos apresenta homens e mulheres que testam a solidão. Tem uma espécie de imobilismo transitório, rodeado por um colorido pop, na nova obra de Josenildo Suassuna.

Ele parece querer se apoderar da cor. E, como diria Paul Klee, a cor é em primeiro lugar a qualidade. O artista deseja nos indicar alguns dos princípios das leis da própria dialética: a passagem da quantidade para a qualidade, o atrofiamento do velho e o surgimento do novo. Neste caso a nova arte de Josenildo Suassuna é um esforço de descobrir caminhos invisíveis – talvez por isso em alguns de seus quadros ele deixe sombras e sobras de ruinas de seu pincel, suas linhas. Mudar é enfrentar a incerteza, diz o artista com sua obra atual.

 

Foto: obra Calmaria I/Pastel unison s/papel canson. 53 x 36.5 cm – 2017/Acervo de Marcus Alves

Juliana Alves faz exposição na Trattoria Casa Rústica, em Jacumã

A artista plástica Juliana Alves, mestranda em Artes Visuais pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), abre neste sábado  (30) uma nova exposição de suas obras na Trattoria Casa Rústica, localizada no Beco da Boêmia, na praia de Jacumã, município de Conde (PB). A exposição de Juliana Alves abre o projeto “Beco da Boêmia vira arte”, desenvolvido Restaurante Pizzaria Trattoria, em parceria com a Galeria Valentim. De acordo com o chef da Trattoria, Tiziano Calastri o projeto “Beco da Boêmia com Arte” vai expor trabalhos de artistas que vivem em Jacumã, Carapibus e demais áreas do Conde. Juliana Alves, que mora […]

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A artista plástica Juliana Alves, mestranda em Artes Visuais pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), abre neste sábado  (30) uma nova exposição de suas obras na Trattoria Casa Rústica, localizada no Beco da Boêmia, na praia de Jacumã, município de Conde (PB). A exposição de Juliana Alves abre o projeto “Beco da Boêmia vira arte”, desenvolvido Restaurante Pizzaria Trattoria, em parceria com a Galeria Valentim.

De acordo com o chef da Trattoria, Tiziano Calastri o projeto “Beco da Boêmia com Arte” vai expor trabalhos de artistas que vivem em Jacumã, Carapibus e demais áreas do Conde. Juliana Alves, que mora em Carapibus, e desenvolve uma arte contemporânea, será a primeira artista a expor. As obras ficam abertas à visitação às 19h, nestes sábado e domingo e na próxima semana  a partir da sexta-feira.

Juliana Alves, pesquisa artes visuais – como foco em mediação cultural em museus – e tem uma obra diversificada desenvolvendo várias técnicas como óleo sobre tela, acrílico sobre tela, gravuras, escultura com gesso, vidro e ferro, e instalações. A artista já expôs na Paraíba, Pernambuco recentemente participou de residência artística na Argentina.

Músicos e escritores interagem em Festival Internacional de Música em João Pessoa

A Coordenação do Programa de Pós-Graduação em Música da UFPB já anunciou a realização da segunda edição do Festival Internacional de Música de Câmara -PPGM/UFPB. Em 2018 o evento será realizado entre os dias 10 e 17 de agosto e deve ser mais um grande acontecimento artístico-acadêmico para a área de práticas interpretativas do Programa de Pós-Graduação em Música. Nesta edição, o evento trará a João Pessoa artistas convidados oriundos da University of Alberta (Canadá), Örebro University (Suécia), Montclair University (EUA), Unicamp (São Paulo), além de concertistas internacionais, que se unem aos docentes da UFPB para a realização de oito concertos […]

Lena Jonhson

A Coordenação do Programa de Pós-Graduação em Música da UFPB já anunciou a realização da segunda edição do Festival Internacional de Música de Câmara -PPGM/UFPB. Em 2018 o evento será realizado entre os dias 10 e 17 de agosto e deve ser mais um grande acontecimento artístico-acadêmico para a área de práticas interpretativas do Programa de Pós-Graduação em Música. Nesta edição, o evento trará a João Pessoa artistas convidados oriundos da University of Alberta (Canadá), Örebro University (Suécia), Montclair University (EUA), Unicamp (São Paulo), além de concertistas internacionais, que se unem aos docentes da UFPB para a realização de oito concertos camerísticos na Sala Radegundis Feitosa da UFPB. Dentre os participantes estão os violinistas Guillaume Tardif e Paul Hsun-Ling Chou,  o pianista David Witten, a pianista Lena Johnson (foto), além do violista Emerson de Biaggi. A novidade nesta edição é um diálogo que o Festival vai fazer com a literatura. Nesta segunda edição, o Festival traz ao palco poetas, escritores, atrizes e pensadores para interagirem com os musicistas e o repertório apresentado.

De acordo com o professor Felipe Avellar de Aquino, coordenador do 2° Festival de Música de Câmara, a curadoria literária do Festival está sob a responsabilidade do sociólogo e escritor Marcus Alves (CCTA/UFPB). Já está confirmada a participação de um conjunto de escritores paraibanos como Sérgio de Castro Pinto,  Eduardo Rabenhorst, Marcílio Franca Filho,  Bernardina Freire, Maria Valeria Rezende e as atrizes Zezita Matos e Cely Farias apresentarão performances e leituras de poemas. A programação completa você pode acessar em http://www.festivalinternacional2018.homesteadcloud.com

Ele informou que este ano o Festival estabelece uma parceria com a Orquestra Sinfônica da UFPB (OSUFPB), por meio de seu regente, o Maestro Thiago Santos, que realizará o concerto de abertura do Festival com a presença de solistas internacionais.

O Festival Internacional de Música de Câmara do PPGM/UFPB nasceu a partir das séries de concertos que são realizadas frequentemente pela área de música da UFPB, fortalecido com a criação do Programa de Pós-Graduação em Música, em 2004. Desde então, o PPGM tem recebido convidados de diversas instituições do país e do exterior, que se apresentam, muitas vezes, ao lado dos docentes da UFPB, enriquecendo a vida artístico-cultural do Programa, como também de nossa comunidade, uma vez que todos os concertos são abertos ao público, com entrada franca. Ademais, todas estas atividades são acompanhadas de masterclasses, palestras, lançamentos de livros, CDs e DVDs. Em 2013 o PPGM lançou sua Série Concertos Internacionais, como também a Série Concertos PPGM, que agora se ampliam com a realização do Festival Internacional de Música de Câmara. Um evento que objetiva consolidar a produção artística do Programa de Pós-Graduação em Música, que anualmente é avaliada pelo Qualis Artístico da Capes, como parte integrante do processo de avaliação dos programas de pós-graduação na área de Artes e Música do país.

 

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