Cultura

“Charlie, o Entrevistador de Coisas”, encanta as crianças

Um ovo ou um guarda-chuva tem algo a  nos dizer? Aparentemente não. Mas estes objetos andam ganhando vida e animando as noites de quinta-feira das crianças. Na verdade, a alegria é promovida por um carneiro. Feito a partir de um novelo de lá, o animal desenvolve as mais inusitadas entrevistas da televisão brasileira.  Supera em muito o Pedro Bial ou o clássico Jô Soares.  Estou falando de Charlie, personagem de uma produção do Discovery Kids, criado a partir de uma ideia de Marcela Catunda. A série se chama “Charlie, o Entrevistador de Coisas”, que entrou no ar ainda  no mês […]

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Um ovo ou um guarda-chuva tem algo a  nos dizer? Aparentemente não. Mas estes objetos andam ganhando vida e animando as noites de quinta-feira das crianças. Na verdade, a alegria é promovida por um carneiro. Feito a partir de um novelo de lá, o animal desenvolve as mais inusitadas entrevistas da televisão brasileira.  Supera em muito o Pedro Bial ou o clássico Jô Soares.  Estou falando de Charlie, personagem de uma produção do Discovery Kids, criado a partir de uma ideia de Marcela Catunda.

A série se chama “Charlie, o Entrevistador de Coisas”, que entrou no ar ainda  no mês de agosto. Charlie, aparentemente, tem uma estética simples – talvez por isso encante tanto as crianças, que passam a conviver com perguntas inusitadas e respostas criativas. Mas o programa usa de recursos híbridos: colagens de desenhos, fotografias, objetos animados em 3D e 2D digital.

Charlie dá uma excelente contribuição para o desenvolvimento cognitivo das crianças. Aliás, muitas crianças são potencialmente um Charlie, pela vontade e energia em perguntar a origem e sentido de tudo. Já tive muita imaginação para produzir entrevistas, mas nunca pensei em conversar com um skate. Outro dia vi o Charlie tirar respostas ótimas de um skate e de um traje de astronauta – a partir do qual ele dava uma boa explicação sobre a lei da gravidade.

Charlie já entrevistou uma panqueca, uma bola de futebol e uma massinha de modelar – além de outras quinquilharias do mundo infantil. Produzido pela Pinguim Content, o programinha desenvolve a curiosidade das crianças e ainda tem músicas criadas por André Abujamra e Márcio Nigro. O talk show tem, inclusive, uma big band composta por um alce, um hipopótamo e uma girafa. Nessa combinação de coisas naturais e artificiais vai provocando o senso crítico/criativo dos pequeninos.

Ilustração: Charlie, visto por Antônio Valentim, 6 anos

A crônica leve de Roberto intensifica diálogo da APL com sociedade

Por Marcus Alves Em um rápido passeio pela Av. Duque de Caxias nestes dias, encontrei com um colega escritor. Ele perguntou: e na Academia Paraibana de Letras, como vai votar? Lhe expliquei que, mesmo sendo frequentador assíduo da APL e tendo já escrito alguns livros de ensaios e poesias, não sou imortal. Não voto, portanto, nas eleições desta instituição. Mas isso, no entanto, não me afasta do sentimento de pertencimento daquela comunidade de escritores e até me faz de algum modo cumplice de uma imortalidade simbólica não atingida. Ser imortal de uma academia não nos transforma em uma espécie de […]

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Por Marcus Alves

Em um rápido passeio pela Av. Duque de Caxias nestes dias, encontrei com um colega escritor. Ele perguntou: e na Academia Paraibana de Letras, como vai votar? Lhe expliquei que, mesmo sendo frequentador assíduo da APL e tendo já escrito alguns livros de ensaios e poesias, não sou imortal. Não voto, portanto, nas eleições desta instituição. Mas isso, no entanto, não me afasta do sentimento de pertencimento daquela comunidade de escritores e até me faz de algum modo cumplice de uma imortalidade simbólica não atingida.

Ser imortal de uma academia não nos transforma em uma espécie de herói de corpo fechado. As balas e os sofrimentos cotidianos podem afetar qualquer ser, escritor, poeta ou torneiro mecânico.  As perguntas que fiquei reordenando à minha mente durante aquela conversa com o amigo eram mais simples: por que algumas pessoas almejam a imortalidade acadêmica? Qual o seu valor simbólico ou real que mobiliza uma certa pulsão de energia numa intensa caminhada para ali chegar? Quem afinal a merece?

A imortalidade acadêmica é uma categoria social e estética capaz de oferecer alguma distinção na sociedade, para usarmos uma expressão bastante desenvolvida pelo educador e escritor Pierre Bourdieu. É neste aspecto da distinção, permeado por elementos da vida econômica e de classe social, que devemos nutrir a procura por alguma nobreza cultural – conferida aos indivíduos que participam de instituições acadêmicas, aí incluída a nossa Academia Paraibana de Letras.

A APL neste sentido é um ambiente de confirmação da distinção social, que repousa de algum modo na ideia de uma criatividade e inventividade no trato com a palavra.  Estamos falando aqui de indivíduos possuidores de capacidades criativas apegadas à poesia, à crônica, ao conto, ao romance ou quaisquer outros gêneros literários. Estamos acostumados a pensar estes sujeitos ao longo da história como escritores. Alguns são mais ou menos criativos. Outros geniais que podem aparecer a cada período de uma geração – as vezes só aparecem ao longo de muitas décadas de vazios e tédios culturais. Muitas vezes não ganham visibilidade e tornam-se verdadeiros outsiders.

Evidentemente que não basta apenas ser escritor para participar de uma academia. Um indivíduo precisa ter algumas características para, digamos, começar a dialogar e tornar-se membro aceitável de tal instituição. Na minha percepção estas características são social e literariamente construídas. Não acredito, por força da minha própria formação sociológica, em herança genética capaz de legitimar, por si só, o ingresso em qualquer instituição.

Mas me apeguei em plena Av. Duque de Caxias, com seus camelôs e seus cheiros de mulheres com perfumes baratos combinados com goiabas e laranjas, a questão fundamental que o colega me fazia. Se me fosse dado o direito de voto, qual indivíduo conduziria à imortalidade acadêmica? Pensei alguns instantes, tal como personagem de Samuel Beckett. Olhei para um lado. Mirei o horizonte do viaduto. Pensei imediatamente no nome do Roberto Cavalcanti.

Mas ele é um empresário, argumentou meu colega. Tem legitimidade para ser acadêmico? Olha, expliquei, não estou pensando numa categoria profissional, mas procuraria um perfil capaz de acrescentar algo a instituição como a APL.  Olha, eu votaria em uma pessoa capaz de dialogar com a cultura local. Um indivíduo cordial. Um ser que possa levar algum equilíbrio e luz para as boas conversas e reuniões literárias. Um escritor, cronista leve como Roberto Cavalcanti, que não use da distinção da nobreza cultural dada pela APL para ser pedante.

Um imortal, contraditoriamente como pensa o senso comum, precisa ser próximo das pessoas e das manifestações culturais da vila, da cidade, da comunidade.  E, no momento pelo qual passamos, é louvável ter um homem de ação, executivo, disposto a participar de uma instituição como a APL que deve ter espaço para críticos criativos como Hildeberto Barbosa, poetas fortes como Sérgio de Castro Pinto e cronistas inventivos e iluminados como Gonzaga Rodrigues. Será da combinação e convivência de talentos diversos assim que a tradição da APL se manterá e mesmo se renovará. Enxergo nesse horizonte a contribuição de um Roberto Cavalcanti, como escritor capaz de pertencer à APL.  Ele não limita, não impõe barreiras, mas  intensifica uma janela de diálogo entre a APL e a sociedade.

Livro sobre a criação artística e a condição feminina será lançado no Pôr do Sol Literário

  “Noivas e misses são mulheres de outra estirpe”.  Este verso está no livro “Transparesser”, da artista visual Juliana Alves e da escritora e arquiteta Sonia Marques. A obra, fruto de um intenso diálogo entre as duas autoras, será lançado nesta quinta-feira (11) na Academia Paraibana de Letras (APL), durante a 60ª edição do Pôr do Sol Literário. Publicado pela editora do Centro de Comunicação Turismo e Artes, (CCTA) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), o livro tem prefácio da escritora Maria Valéria Rezende.  Trata-se de uma obra híbrida, na qual Juliana Alves revela os procedimentos artísticos em sua formação […]

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“Noivas e misses são mulheres de outra estirpe”.  Este verso está no livro “Transparesser”, da artista visual Juliana Alves e da escritora e arquiteta Sonia Marques. A obra, fruto de um intenso diálogo entre as duas autoras, será lançado nesta quinta-feira (11) na Academia Paraibana de Letras (APL), durante a 60ª edição do Pôr do Sol Literário.

Publicado pela editora do Centro de Comunicação Turismo e Artes, (CCTA) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), o livro tem prefácio da escritora Maria Valéria Rezende.  Trata-se de uma obra híbrida, na qual Juliana Alves revela os procedimentos artísticos em sua formação no curso de Artes Visuais da UFPB, combinando com poemas e textos estéticos escritos por sua orientadora, a professora Sonia Marques. O livro tem como foco temático o conceito de transparência que a artista vem perseguindo desde o início dos seus trabalhos com aquarela, assemblagens e suas pesquisas com frascos de perfumes e instalações.

Mestranda em Artes Visuais no Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da UFPB/UFPE, Juliana Alves conta que o livro faz um esforço de reflexão também sobre as identidades culturais, o sentido de ser mulher e artista contemporânea. “Esse trabalho lança o desafio de que é preciso enxergar além das transparências, flores aparentemente ingênuas ou motivos femininos quase piegas que podem esconder a violência e o desamparo da condição feminina”, diz.

O livro foi lançado exatamente no encerramento de sua exposição, “Transparesser”, aberta ao público desde o mês de novembro no Centro Cultural Correios, em Recife (PE). “Juliana descobrira um mar de possibilidades para atingir a transparência”, acrescenta Sonia Marques arquiteta e doutora em sociologia pela Écola des Hautes Études em Sciences Sociales, de Paris,

Ela diz que no início eram a aquarela e a poesia. Depois uma sequência de janelas e avarandados do centro histórico de João Pessoa. Sonia conta que teve também organzas e tecidos, como materiais experimentados. “Até chegar ao vidro, o vidro dos frascos de perfumes, antecipando o prazer dos cheiros. A materialidade do vidro em toda a sua ambivalência”, comenta.

O livro “Transparesser”, revela um diálogo entre duas gerações: a da artista Juliana Alves e a da professora Sonia Marques. Constitui-se uma trama entre várias áreas, como artes plásticas, cinema, literatura em um esforço para se dominar o conceito de transparência. Por fim, a obra revela um trabalho comum, às vezes feito a quatro mãos como nos poemas.

 

SERVIÇO:

Lançamento do livro “Transparesser”, de Juliana Alves e Sonia Marques

Dia: 11 de abril, de 2019, às 17h30

Local: Academia Paraibana de Letras (APL)

Contatos: Sonia Marques (81) 98173- 1815

Juliana Alves (83) 98803- 3056

Juliana Alves lança livro no Centro Cultural Correios, em Recife

  “Logo percebi que a transparência do meu trabalho implicava a minha própria transparência, numa exposição de defeitos e qualidades, numa reflexão sobre eles”. O depoimento é da artista visual Juliana Alves e aparece no livro “Transparesser”, publicado pela editora do Centro de Comunicação Turismo e Artes, (CCTA) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).  A obra, escrita por Juliana Alves, mestranda em Artes Visuais no Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da UFPB/UFPE, e por Sônia Marques, arquiteta e doutora em sociologia pela Écola des Hautes Études em Sciences Sociales, de Paris, será lançada na próxima quinta-feira (28), às 19h, […]

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“Logo percebi que a transparência do meu trabalho implicava a minha própria transparência, numa exposição de defeitos e qualidades, numa reflexão sobre eles”. O depoimento é da artista visual Juliana Alves e aparece no livro “Transparesser”, publicado pela editora do Centro de Comunicação Turismo e Artes, (CCTA) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).  A obra, escrita por Juliana Alves, mestranda em Artes Visuais no Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da UFPB/UFPE, e por Sônia Marques, arquiteta e doutora em sociologia pela Écola des Hautes Études em Sciences Sociales, de Paris, será lançada na próxima quinta-feira (28), às 19h, no Centro Cultural Correios em Recife (PE).

 

Trata-se de uma obra híbrida, na qual Juliana Alves revela os procedimentos artísticos em sua formação no curso de Artes Visuais da UFPB, combinando com poemas e textos estéticos escritos por sua orientadora, a professora Sonia Marques. O livro tem como foco temático o conceito de transparência que a artista vem perseguindo desde o início dos seus trabalhos com aquarela, com assemblagens e suas pesquisas com frascos de perfumes e instalações.

 

O livro, conta Juliana Alves, será lançado exatamente no encerramento de sua exposição, “Transparesser”, aberta ao público desde o mês de novembro no Centro Cultural Correios. “A gente pensou em fechar a exposição com uma reflexão crítica e estética em torno do conceito de transparência”. A exposição teve curadoria da Sônia Marques, que há alguns anos mantém um diálogo criativo com sua ex-aluna.

 

“Juliana descobrira um mar de possibilidades para atingir a transparência”, acrescenta Sonia Marques. Ela diz que no início eram a aquarela e a poesia. Depois uma sequência de janelas e avarandados do centro histórico de João Pessoa.  Sonia conta que teve também organzas e tecidos, como materiais experimentados. “Até chegar ao vidro, o vidro dos frascos de perfumes, antecipando o prazer dos cheiros. A materialidade do vidro em toda a sua ambivalência”, comenta.

 

O livro “Transparesser”, revela um diálogo entre duas gerações: a da artista Juliana Alves e a da professora Sonia Marques. Constitui-se uma trama entre várias áreas, como artes plásticas, cinema, literatura em um esforço para se dominar o conceito de transparência. Por fim, a obra revela um trabalho comum, às vezes feito a quatro mãos como nos poemas que carregam seus tons de identidades culturais, erotismo e o sentido de ser mulher e artista contemporânea – tudo permeado pelo debate sobre a condição feminina. Ou como registra e escritora Maria Valéria Rezende, no prefácio da obra: “”De nada termos certeza, se formos minimamente perspicazes e sensíveis, e por isso somos livres”.

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SERVIÇO:

Lançamento do livro “Transparesser”, de Juliana Alves e Sonia Marques

Dia: 28 de março  de 2019, às 19h

Local: Centro Cultural Correios, Recife.

 

Projeto paraibano é habilitado ao Prêmio Semana da Arte Moderna, do Minc

Apenas um projeto paraibano, do professor Giuseppe Roncalli Ponce de Leon, ligado à Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), foi habilitado a participar do edital Prêmio de Incentivo à publicação literária, 100 Anos da Semana de Arte Moderna de 1922. O edital de seleção pública, do Ministério da Cultura, é de 1 de outubro de 2018. Apenas 77 projetos foram habilitados e divulgados na última sexta-feira.  Ao final do processo apenas 25 iniciativas, com o valor de R$ 40 mil serão aprovados para publicação.   A seleção, de acordo com o Ministério, inclui apenas obras literárias inéditas em português do […]

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Apenas um projeto paraibano, do professor Giuseppe Roncalli Ponce de Leon, ligado à Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), foi habilitado a participar do edital Prêmio de Incentivo à publicação literária, 100 Anos da Semana de Arte Moderna de 1922. O edital de seleção pública, do Ministério da Cultura, é de 1 de outubro de 2018. Apenas 77 projetos foram habilitados e divulgados na última sexta-feira.  Ao final do processo apenas 25 iniciativas, com o valor de R$ 40 mil serão aprovados para publicação.

 

A seleção, de acordo com o Ministério, inclui apenas obras literárias inéditas em português do Brasil que abordem livremente a temática da Semana de Arte Moderna de 1922. A ação do professor Giuseppe Roncalli é intitulada “Correspondência Modernista e Regionalista de Luiz da Câmara Cascudo (1922-1984).

 

A Secretária de Economia Criativa do Ministério da Cultura, que desenvolveu o edital, disponibiliza o site para conferir o resultado desta fase do concurso. Veja:

 

Com Informações da Ascom Minc

 

 

Núcleo da UFPB quer criar política de cultura a partir da vida e obra de Ariano Suassuna

Um projeto de pesquisa centrado na obra literária e na vida de Ariano Suassuna poderá dar forma a uma política pública de cultura focada na valorização do Movimento Armorial, criado pelo escritor – falecido em 2014. A informação é da professora Suelma de Souza Moraes, do departamento de Ciências da Religião.   A professora apresentou formalmente à reitora da UFPB, Margareth Diniz, o projeto e o pedido de criação do Núcleo de Estudos e Pesquisa Ariano Suassuna  (NEPAS), a partir do qual será desenvolvido todo o trabalho (foto). De acordo com a professora Suelma de Souza, o projeto conta com […]

ARIANO SUASUNA

Um projeto de pesquisa centrado na obra literária e na vida de Ariano Suassuna poderá dar forma a uma política pública de cultura focada na valorização do Movimento Armorial, criado pelo escritor – falecido em 2014. A informação é da professora Suelma de Souza Moraes, do departamento de Ciências da Religião.

 

A professora apresentou formalmente à reitora da UFPB, Margareth Diniz, o projeto e o pedido de criação do Núcleo de Estudos e Pesquisa Ariano Suassuna  (NEPAS), a partir do qual será desenvolvido todo o trabalho (foto). De acordo com a professora Suelma de Souza, o projeto conta com total apoio do filho de Ariano Suassuna, o artista plástico Manuel Dantas Suassuna.

 

“O objetivo é desenvolver estudos e pesquisas a partir das obras literárias e do Movimento Armorial de Ariano Suassuna, nas áreas da cultura, patrimônio imaterial e desenvolvimento sustentável ligados à práticas exitosas e inovação em tecnologias sociais e ambientais para a área de políticas públicas de cultura,  educação e pesquisa multidisciplinar junto a sociedade e tradições de cultura no Estado da Paraíba”, conta a professora.

 

O projeto tem uma dimensão multidisciplinar. Nasceu com o Departamento de Ciências das Religiões em parceria com a Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários (PRAC) por meio da Coordenação de Extensão Cultural (Coex). “Estamos na fase de implantação do projeto, da consolidação de parcerias e de estruturação de um espaço, aqui dentro da UFPB, que abrigará o Núcleo de Estudos e Pesquisa Ariano Suassuna”, acrescenta.

 

De acordo com a professora Suelma de Souza, nesta fase inicial, o projeto conta com adesão de parcerias de vários outros departamentos e núcleos de pesquisa da UFPB,  como o Núcleo de Pesquisa de Documentação da Cultura Popular (Nuppo), os Departamentos de Letras Clássicas e Vernáculas, de Artes Cênicas, de Música, de Turismo e Hotelaria e o departamento de Tecnologias Sucroalcooleira. A Pró-Reitoria de Assistência e Promoção ao Estudante (Prape) também faz parte do projeto, segundo informou a professora, Suelma de Souza.

Fonte:
Ascom/UFPB/ Foto: Oriel Farias

Orquestra de Violoncelos da UFPB integra artes plásticas e música em Jacumã

 A  música de Villa-Lobos, Astor Piazzola e Luiz Gonzaga vai ecoar na praia de Jacumã no próximo sábado (20), no restaurante A Creperia com a primeira apresentação do Conjunto Cellos de Câmara – Orquestra de Violoncelos da UFPB,  no município de Conde (PB). O show do Conjunto, às 20h, inaugura o espaço do Ateliê Valentim, da artista plástica Juliana Alves, em parceria com a Creperia.   A artista contou que o Ateliê será um ambiente para divulgação de suas obras e de outros artistas convidados. Ela explicou que o Ateliê vem promovendo uma série de residências artísticas como as que desenvolveu […]

detalhe O Beijo

 A  música de Villa-Lobos, Astor Piazzola e Luiz Gonzaga vai ecoar na praia de Jacumã no próximo sábado (20), no restaurante A Creperia com a primeira apresentação do Conjunto Cellos de Câmara – Orquestra de Violoncelos da UFPB,  no município de Conde (PB). O show do Conjunto, às 20h, inaugura o espaço do Ateliê Valentim, da artista plástica Juliana Alves, em parceria com a Creperia.

 

A artista contou que o Ateliê será um ambiente para divulgação de suas obras e de outros artistas convidados. Ela explicou que o Ateliê vem promovendo uma série de residências artísticas como as que desenvolveu com os artistas argentinos Axel Arias e Rocio Manzano que pintaram murais públicos nas praias de Jacumã e Carapibus. O Ateliê recentemente recebeu a filósofa e bailarina chilena Constanza Gerter (Santiago de Chile).

 

A Creperia, por exemplo, recebeu três murais do artista plástico Axel Arias (Córdoba/Argentina). Ele pintou painéis com grandes ídolos da música pop rock brasileira (Renato Russo, Cazuza, Rita Lee, Raul Seixas) e mundial (Janis Joplin, Jim Morrison e Bob Marley).  “Estamos estimulando sempre a vinda de artistas residentes como forma de ampliar nossa experiência de pesquisa em artes visuais e demais estéticas”, contou Juliana Alves, mestranda em Artes Visuais no programa de Pós-Graduação e Artes Visuais da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

 

A artista disse que a experiência de residência artística levou à formação de uma saudável parceria com a  amiga  Soraya Mariz, proprietária da Creperia, que a convidou a abrir o espaço permanente do Ateliê Valentim.  O lugar vai expor obras da própria Juliana Alves com artistas convidados como Wilson Figueiredo, Denise Costa, Rocio Manzano, Josenildo Suassuna (in memoria), Rose Catão e Rodrigues Lima.

Diálogo música e artes visuais

O Ateliê também vai promover ações de diálogos de artistas com o público, saraus literários, cursos e apresentações musicais como a do Conjunto Cellos de Câmara – Orquestra de Violoncelos da UFPB. Coordenado pelo violoncelista Felipe Avellar de Aquino, professor da UFPB, o Conjunto Cellos foi criado no ano 2000 como uma atividade de Extensão da Universidade.

 

Ele contou que o conjunto consiste em parte da formação do instrumentista/violoncelista, e é formada por alunos de violoncelo dos cursos de extensão, graduação e pós-graduação em música da UFPB que se apresentam ao lado de seus  professores.  “O grupo Cellos de Câmara além de proporcionar a prática camerística, visa difundir o violoncelo, ampliar o repertório para esta formação, como também realizar o trabalho de formação de plateia”, acrescentou Felipe Avellar. Ele informou que no concerto do Ateliê Valentim na Creperia o Conjunto contará com a participação especial da violoncelista Teresa Cristina Rodrigues, professora do Instituto Federal de Educação da Paraíba (IFPB). “Vai ser uma noite muito agradável e com esse diálogo entre a música e as artes visuais em Jacumã”, finalizou.

 

Foto: Detalhe da obra “O Beijo”, de Juliana Alves/Arquivo Galeria Valentim

Marcus Alves lança livro no Buarque-se Café com show de Los Dos de la Mancha

O livro “K encontra Paludes”, do sociólogo e poeta Marcus Alves, será lançando em noite musical no Buarque-se Café, na sexta-feira, (21), às 19h. A obra é uma novela que conta a história do personagem K em sua procura por um objeto de desejo: um par de sapatos amarelo. Além da apresentação do livro, o Buarque-se Café preparou um show com o grupo   Duo Los Dos de La Mancha, formado por Mihaela Cláudia e Bruno Marinheiro. O livro “O Sapato amarelo (ou K Encontra Paludes) é a terceira obra literária de Marcus Alves. A primeira foi “O Eterno e o Provisório”, […]

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O livro “K encontra Paludes”, do sociólogo e poeta Marcus Alves, será lançando em noite musical no Buarque-se Café, na sexta-feira, (21), às 19h. A obra é uma novela que conta a história do personagem K em sua procura por um objeto de desejo: um par de sapatos amarelo. Além da apresentação do livro, o Buarque-se Café preparou um show com o grupo   Duo Los Dos de La Mancha, formado por Mihaela Cláudia e Bruno Marinheiro.

O livro “O Sapato amarelo (ou K Encontra Paludes) é a terceira obra literária de Marcus Alves. A primeira foi “O Eterno e o Provisório”, seguida de “Arqueologia”.  Os dois são livros de poesia nos quais o autor tematiza situações urbanas, angústias do homem contemporâneo – com seus dilemas e desafios, perdas de amores e de sentidos.

“É um livro sobre um documento de uma vida; uma vida anônima, experimentada por qualquer homem comum.  Eu sempre quis escrever uma estória centrada numa vida comum e pensei “K encontra Paludes”, como relato real, como um documento que eu encontrei na Biblioteca da Universidade de Brasília, onde estudei”, conta o autor.

A obra, toda produzida como um documento antigo é repleta de jogos de linguagem e citações históricas. O livro é construído por meio de uma estética artesanal – todo costurado a mão – tem edição limitada e numerada. “Cada capa foi pintada de um modo diferente e único”, lembra o autor.

Integração com música

Marcus Alves contou que a ideia de unir literatura e música foi pensada pela equipe do próprio Buarque-se Café que convidou o grupo Los Dos de La Mancha, uma homenagem também a clássica obra Dom Quixote, de Cervantes. A dupla Bruno Marinheiro e Mihaela Cláudia procura explorar as possibilidades de seus instrumentos, tanto em termos de técnica como em sonoridades. Marinheiro é violonista e mestre em música pelo Departamento de Música da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). A também violonista Mihaela Cláudia já tocou da Orquestra Infantil do Estado da Paraíba e participa da Orquestra Jovem da Paraíba, desde 2015.

Marcus Alves lança livro no Memorial Augusto dos Anjos, em Sapé

“O sapato amarelo (ou K encontra Paludes)”, o mais recente livro de Marcus Alves, sociólogo e poeta, será lançado nesta quarta-feira (22), às 19h, no Memorial Augusto dos Anjos, no município de Sapé (PB), durante a abertura do Agosto das Letras, promovido pela Prefeitura de Sapé, por meio da Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Turismo. “É um livro sobre um personagem à procura de um objeto de desejo: um par de sapatos amarelo. Na verdade, ele persegue o próprio sentido de sua vida”. É assim que Marcus Alves descreve a sua obra, “K encontra Paludes”, publicado pela editora Cartonera […]

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“O sapato amarelo (ou K encontra Paludes)”, o mais recente livro de Marcus Alves, sociólogo e poeta, será lançado nesta quarta-feira (22), às 19h, no Memorial Augusto dos Anjos, no município de Sapé (PB), durante a abertura do Agosto das Letras, promovido pela Prefeitura de Sapé, por meio da Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Turismo.

“É um livro sobre um personagem à procura de um objeto de desejo: um par de sapatos amarelo. Na verdade, ele persegue o próprio sentido de sua vida”. É assim que Marcus Alves descreve a sua obra, “K encontra Paludes”, publicado pela editora Cartonera Aberta e Editora do CCTA/UFPB.

O livro “O Sapato amarelo (ou K Encontra Paludes) é a terceira obra literária de Marcus Alves. A primeira foi “O Eterno e o Provisório”, seguida de “Arqueologia”.  Os dois livros de poesia, nos quais o autor tematiza situações urbanas, angústias do homem contemporâneo – com seus dilemas e desafios, perdas de amores e de sentidos. Agora, com “K encontra Paludes”, Marcus Alves conta que incursiona por meio de uma novela na qual criar o personagem K.

Ao longo de sua trajetória, K descobre ambientes urbanos onde vive e acaba encontrando algum sentido de suas angústias e tristezas. Marcus Alves conta que escreveu o livro como se fosse um documento antigo, encontrado na biblioteca da Universidade de Brasília (UnB), onde ele fez seu mestrado e doutorado em Sociologia.

“É um livro sobre um documento de uma vida; uma vida anônima que pode ter existido. Eu não sei. Deixo que o leitor faça suas próprias descobertas”, conta o autor. Ele explicou que, motivado por essa narrativa de memória ficcional, pensou em construir um personagem contemporâneo. “Ele se perde e se encontra entre uma vitrine e um passeio ao porto, nas avenidas da cidade que nos expõe a uma grande fantasmagoria do consumo diariamente”, revela.

A partir desse suposto documento antigo, a narrativa do livro vai apresentando o personagem e seus dilemas associados a dependência da vida urbana e lembranças familiares. A luta do personagem é para descobrir a sua própria origem e a morte prematura de sua mãe. Cheio de jogos de linguagem e citações históricas, o livro é construído por meio de uma estética artesanal – todo costurado a mão – tem edição limitada e numerada. “Cada capa foi pintada de um modo diferente e único”, lembra o autor.

Marcus Alves é mestre em Comunicação Social e Doutor em Sociologia pela Universidade de Brasília (UnB). Autor dos livros Cultura Rock e Arte de Massa (Ed. Diadorim), Cultura no Mercosul: uma política do discurso (Editora Plano/FAP).  Atualmente trabalha na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), no Centro de Comunicação, Turismo e Artes (CCTA).

Cely Farias interpreta poemas de Marcus Alves no Festival Internacional de Música da UFPB

  “Meu juízo não se entende com meu corpo que afunda sereno na piscina salgada do meu mar”. Este é um fragmento do poema Sereno Sertão, de Marcus Alves, que será interpretado pela atriz Cely Farias na noite desta terça-feira (14) durante o II Festival Internacional de Música de Câmara, realizado pelo Programa de Pós-Graduação em Música (PPGM) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Cely Farias, mestre em artes cênicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), contou que esta é a segunda vez que interpreta poemas de Marcus Alves. O primeiro contato que ela teve com a […]

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“Meu juízo não se entende com meu corpo que afunda sereno na piscina salgada do meu mar”. Este é um fragmento do poema Sereno Sertão, de Marcus Alves, que será interpretado pela atriz Cely Farias na noite desta terça-feira (14) durante o II Festival Internacional de Música de Câmara, realizado pelo Programa de Pós-Graduação em Música (PPGM) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

Cely Farias, mestre em artes cênicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), contou que esta é a segunda vez que interpreta poemas de Marcus Alves. O primeiro contato que ela teve com a obra do escritor foi ainda em 2010 quando encenou poemas do livro “O Eterno e o Provisório”, na abertura do Festival Poesia Encenada do Serviço Social do Comércio (SESC). À época o escritor Marcus Alves era o homenageado no projeto Parede Poética.

Agora Cely Farias vai dar vida a um conjunto de poemas extraídos do livro Arqueologia, publicado pela editora Moura Ramos, no qual Marcus Alves tematiza problemas e situações da vida urbana do homem contemporâneo. “Desta vez tenho novas obras nas mãos, um novo desafio para defender, na fala, palavras tão contundentes na escrita”, acrescenta a atriz, que atualmente também está dirigindo a minissérie O Sumiço de Santo Antônio, em fase de gravação pela TV UFPB.

O desafio ao qual ela se refere não diz respeito apenas à encenação dos poemas de Marcus Alves, mas principalmente para ambientá-los no contexto musical do II Festival Internacional de Música de Câmara. Enquanto a atriz imagina a performance poética, os músicos Guillaume Tardif (Violino), Ulisses Silva (viola) e Luciana Noda (piano) darão vida às músicas de Béla Bartók, Brenno Blauth e August Klughardt.

Este último, por exemplo, criou algumas de suas peças musicais como Schilflieder, para oboé, viola e piano, a partir da obra de Nikolaus Lenau, poeta austríaco que viveu entre 1802 a 1850. Lenau teve muitos de seus poemas como fonte de inspiração para música. Além de August Klughardt, músicos como Schumann, Franz Liszt e Richard Strauss criaram poemas sinfônicos a partir da poesia de Lenau.

Um dos objetivos do II Festival de Música de Câmara é justamente estabelecer um diálogo entre música e literatura. No último sábado, o poeta Sérgio de Castro Pinto recitou seus próprios poemas e o pianista norte-americano David Witten interpretou músicas de Mario Castelnuovo-Tedesco, Debussy e Jean-Philippe Rameau. Nesta terça-feira, a partir das 20h, na sala Radegundis Feitosa (UFPB), será a vez da atriz Cely Farias dar vida aos poemas de Marcus Alves que muitas vezes faz diversas referências musicais a John Cage – compositor e escritor norte-americano, considerado uma das figuras chaves da vanguarda do pós-guerra (1945).

Acesse aqui a programação completa do II Festival Internacional de Música de Câmara PPGM/UFPB: https://festivalinternacional2018.homesteadcloud.com

 

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