Política

A moeda peso real e o discurso do Mercosul

  Uma moeda única para circular no Brasil e Argentina. A proposta do presidente Bolsonaro virou piada nas redes sociais. Foi criticada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. Também acabou sendo desautorizada pelo Banco Central brasileiro, na medida em que a instituição afirmou que não existe estudo no sentido da criação de tal moeda. Na verdade, a fala de Bolsonaro traz um fator positivo: recoloca na agenda econômica e política a problemática do Mercado Comum do Cone Sul (Mercosul). Se a criação de uma moeda cristaliza como uma piada é porque definitivamente a ideia do Mercosul precisa ser […]

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Uma moeda única para circular no Brasil e Argentina. A proposta do presidente Bolsonaro virou piada nas redes sociais. Foi criticada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. Também acabou sendo desautorizada pelo Banco Central brasileiro, na medida em que a instituição afirmou que não existe estudo no sentido da criação de tal moeda.

Na verdade, a fala de Bolsonaro traz um fator positivo: recoloca na agenda econômica e política a problemática do Mercado Comum do Cone Sul (Mercosul). Se a criação de uma moeda cristaliza como uma piada é porque definitivamente a ideia do Mercosul precisa ser revivida.  Tal ato, de renascimento, é muito difícil – sobretudo pelo tamanho da crise na qual se encontram os países centrais do Mercado e aqui nem estou pensando na Venezuela, que a rigor nem deveria ter composto o Mercosul.

Pensando apenas no quarteto Brasil-Argentina-Uruguai e Paraguai já é uma tarefa imensa pensar uma integração. E esse processo não deve, nem pode vir a partir da ideia de uma moeda. A moeda é fruto de um conjunto de ações mais amplas que passam por um efetivo diálogo entre os setores produtivos e a sociedade civil de cada um dos países envolvidos.

Não sou otimista que isso possa ocorrer agora em um cenário de discursos conservadores e crises econômica e política. Assim como não ocorreu em passado recente, como mostrei em minha tese de doutorado desenvolvido na Universidade de Brasília (UnB). Há 15 anos atrás o Mercosul era uma promessa de intensificação de uma integração pensada desde o ano de 1900 pelo diplomata Assis Brasil.

Mostrei no livro “Cultura no Mercosul – uma política do discurso”, publicado pela Fundação Astrojildo Pereira e pela Editora Plano, alguns erros históricos do Mercosul. Tais erros emergiam por meio de linhas de discurso dos principais formuladores do Mercosul. A integração era pensada como ato fundador de uma independência do Continente. A segunda linha repousava no esquecimento dos conceitos teóricos e das experiências históricas dos países que compunham o bloco. Por fim, talvez a maior das inconsistências do Mercosul: o problema cultural dos países que compõem o bloco era visto como elemento importante. A cultura tem imensa importância na integração, afirmavam os gestores da época. Mas, contraditoriamente, a cultura sempre foi secundarizada na política de formulação do Mercosul.

Esse fenômeno de secundarização da cultura atingia (e ainda marca) tantos as culturas tradicionais como as indústrias culturais, que hegemonizam os sonhos e os pesadelos da juventude de toda a América.  Existiu, no passado do Mercosul, como existe agora, uma total exclusão da cultura de massa, sobretudo da cultura jovem, como ferramenta integradora para o Mercosul. Daí que hoje, quando um presidente indica a necessidade de uma moeda única, a coisa vira piada.

O problema maior é que o Mercosul foi pensado desde as origens como bloco econômico, não como processo de integração, como foi a União Europeia, que levou mais de 50 anos para se consolidar. Diferente da União Europeia, o Mercosul nunca foi objeto de desejo das populações dos países membros. Foi muito mais uma ação isolada de gestores, de lideranças políticas e empresariais. Os cidadãos europeus foram educados ao longo de cinco décadas a desejarem (ou a rejeitarem) a União Europeia. Já no caso da nossa América nunca foi feita sequer uma consulta pública com seus grupos populacionais sobre os destinos do Mercosul. Falta o povo no Mercosul.

Essa ausência de “gente”, de povo e da cidadania, pode ter sido o erro fatal do Mercosul. Talvez por isso a ideia de uma moeda, retomada por Bolsonaro, não prospere para além de uma piada ou de uma manchete de jornal. O Mercosul nesse sentido continua a ser uma política do discurso, como mostrei há 15 nas minhas pesquisas pela América Latina.

João e as lições de política

O governador João Azevedo vem alçando voo na gestão administrativa do Estado e combina o seu momento com algumas lições de política. Primeiro amenizou as nuvens sombrias que pairavam sob a articulação política em torno do seu governo. Chamou para conversa o G10, grupo parlamentar paralelo na Assembleia Legislativa, e pôs fim a ruídos nascentes. Depois montou palanque no Orçamento Democrático e travou a harmonia com o ex-governador Ricardo Coutinho. A Oposição, que apostava em rompimento, engasgou. Aliás, a Oposição precisa reinventar o seu discurso sob pena de ficar com cara de angu vendo o trem passar. Não satisfeito, João […]

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O governador João Azevedo vem alçando voo na gestão administrativa do Estado e combina o seu momento com algumas lições de política. Primeiro amenizou as nuvens sombrias que pairavam sob a articulação política em torno do seu governo. Chamou para conversa o G10, grupo parlamentar paralelo na Assembleia Legislativa, e pôs fim a ruídos nascentes.

Depois montou palanque no Orçamento Democrático e travou a harmonia com o ex-governador Ricardo Coutinho. A Oposição, que apostava em rompimento, engasgou. Aliás, a Oposição precisa reinventar o seu discurso sob pena de ficar com cara de angu vendo o trem passar.

Não satisfeito, João – que de besta não tem nada – ainda colocou o prefeito de João Pessoa na defensiva, durante uma coletiva de imprensa. Sem base para chorar um embargo de uma obra no Centro Histórico, o prefeito teve que se dobrar em elogios ao governador. Foi tanto elogio que transpareceu a imensa vontade de conciliar-se com o grupo girassol.

Ai, João, não satisfeito, ainda tripudiou: desautorizou qualquer pacto com o grupo cartaxista, que até agora não sabe o que fazer com a obra e com o discurso de vitimização. E hoje, João ainda lançou a pré-candidatura de Ricardo Coutinho à Prefeitura de João Pessoa. O São João promete.

Paraibanos participam da Frente Parlamentar em Defesa das Universidades

Defender a autonomia das universidades federais. É um dos objetivos da Frente Parlamentar pela Valorização das Universidades Federais. Lançada na manhã desta quarta-feira (24) no auditório Nereu Ramos na Câmara dos Deputados, a Frente a conta com a participação suprapartidária de vários deputados da Paraíba, como Pedro Cunha Lima (PSDB) , Gervásio Maia (PSB), Damião Feliciano (PDT). A sessão de instalação da Frente contou com a presença de vários gestores de Universidades, como a reitora da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), professora Margareth Diniz.  O reitores estão reunidos em Brasília para participar da 124ª Reunião  extraordinária da Associação Nacional dos Dirigentes das […]

frente parlamentar

Defender a autonomia das universidades federais. É um dos objetivos da Frente Parlamentar pela Valorização das Universidades Federais. Lançada na manhã desta quarta-feira (24) no auditório Nereu Ramos na Câmara dos Deputados, a Frente a conta com a participação suprapartidária de vários deputados da Paraíba, como Pedro Cunha Lima (PSDB) , Gervásio Maia (PSB), Damião Feliciano (PDT). A sessão de instalação da Frente contou com a presença de vários gestores de Universidades, como a reitora da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), professora Margareth Diniz.  O reitores estão reunidos em Brasília para participar da 124ª Reunião  extraordinária da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições de Ensino Superior (Andifes)

A Frente contará com uma coordenação colegiada formada pelas deputadas Margaida Salomão  (PT-MG), Alice Portugal (PC do B-BA) e pelos deputados Danilo Cabral (PSB-PE) e Edmilson Rodrigues (PSOL-PA). A Frente contou também com a presença de vários gestores de Universidades, como a reitora da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), professora Margareth Diniz.  O reitores estão reunidos em Brasília para participar da 124ª Reunião  extraordinária da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições de Ensino Superior (Andifes)

Margarida Salomão,  ex-reitora da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), ressaltou que a Frente unirá forças entre o Parlamento e as instituições de ensino com o objetivo de debater e construir projetos para a defesa do sistema de universidades federais. “Esta Frente já garantiu grandes avanços para a educação em legislações anteriores, porém estamos vivendo um processo de ataque não só à autonomia universitária, mas também à sua subsistência, por meio de cortes sistemáticos nos orçamentos”, enfatiza.

 

Minha Casa, Minha Vida só tem recurso até junho

O programa do governo federal Minha Casa, Minha Vida só tem recursos suficientes até o mês de junho. A informação foi dada pelo ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, na Câmara dos Deputados.  A partir de julho, para ser executado, o programa dependerá do aporte de recursos suplementares. O programa tem atualmente um dos menores orçamentos desde que foi criado em 2009 – cerca de R$ 4 bilhões.  “Nós só temos recursos orçamentários para seguir até outubro. Mas com o contingenciamento só chegaremos até junho. A partir de junho, se não houver ampliação do nosso limite, não teremos como executar”, afirmou o […]

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O programa do governo federal Minha Casa, Minha Vida só tem recursos suficientes até o mês de junho. A informação foi dada pelo ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, na Câmara dos Deputados.  A partir de julho, para ser executado, o programa dependerá do aporte de recursos suplementares.

O programa tem atualmente um dos menores orçamentos desde que foi criado em 2009 – cerca de R$ 4 bilhões.  “Nós só temos recursos orçamentários para seguir até outubro. Mas com o contingenciamento só chegaremos até junho. A partir de junho, se não houver ampliação do nosso limite, não teremos como executar”, afirmou o ministro em audiência conjunta das comissões de Desenvolvimento Urbano; de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia; e de Fiscalização Financeira e Controle.

Segundo Canuto, já houve um aporte de R$ 800 milhões, conseguido junto à Casa Civil, para abril, maio e junho. “Foi uma liberação adicional para garantir a execução regular do programa até junho. O aporte permitirá pagar as dívidas. A partir de julho, vai depender muito desta Casa”, declarou

 

Com informações da Agência Câmara de Notícias

Servidor federal tem novo prazo para aderir à Previdência Complementar

Os servidores públicos federais tem até o dia 29 de março para aderir à Fundação de Previdência Complementar do Serviço Público Federal (Funpresp). A data  foi determinada nesta terça-feira pelo Senado, que aprovou a Medida Provisória 853/2018. A medida provisória estabelece que a adesão dos servidores públicos ao regime complementar de previdência será feita de forma irrevogável e irretratável. O servidor não poderá voltar ao regime próprio da Previdência ainda que desista do plano complementar. A MP prevê, ainda, que não será devida pela União e por suas autarquias e fundações públicas qualquer contrapartida referente ao valor dos descontos já […]

Detalhe do Plenário do Senado s partir de foto de Geraldo Magela (Agência  Senado

Os servidores públicos federais tem até o dia 29 de março para aderir à Fundação de Previdência Complementar do Serviço Público Federal (Funpresp). A data  foi determinada nesta terça-feira pelo Senado, que aprovou a Medida Provisória 853/2018.

A medida provisória estabelece que a adesão dos servidores públicos ao regime complementar de previdência será feita de forma irrevogável e irretratável. O servidor não poderá voltar ao regime próprio da Previdência ainda que desista do plano complementar.

A MP prevê, ainda, que não será devida pela União e por suas autarquias e fundações públicas qualquer contrapartida referente ao valor dos descontos já feitos sobre a base de contribuição acima do limite máximo estabelecido para os benefícios do Regime Geral de Previdência (RGPS)

A Funpresp foi instituída pela Lei 12.618, de 2012, para complementar a aposentadoria dos servidores que entraram no serviço público após a data de sua implantação, em 2013, tendo em vista que receberão, no máximo, o teto do benefício pago pelo RGPS. A criação do fundo de pensão estava prevista na Constituição desde a última reforma da Previdência, de 2003.

 

Com informações da Agência Senado

Imagem: Detalhe do Plenário a partir de foto de Geraldo Magela (Ag. Senado)

A sombra de um Fantoche ronda a PB

A sombra de um fantoche ronda a Paraíba. Desde que Polícia Federal desenvolveu a Operação Fantoche com mandados de busca, apreensão e prisão nos estados de Pernambuco, Minas Gerais, São Paulo, Paraíba, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e Alagoas o tema é foco entre as lideranças empresariais e de imprensa no Estado.  As primeiras informações dão conta da existência de um mandado de prisão do presidente da Federação das Indústrias da Paraíba (Fiep-PB), Francisco de Assis Benevides Gadelha. PF e Tribunal de Contas da União (TC) pretendem desarticular uma suposta organização ligada a crimes contra a administração pública, fraudes em […]

Fantoche

A sombra de um fantoche ronda a Paraíba. Desde que Polícia Federal desenvolveu a Operação Fantoche com mandados de busca, apreensão e prisão nos estados de Pernambuco, Minas Gerais, São Paulo, Paraíba, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e Alagoas o tema é foco entre as lideranças empresariais e de imprensa no Estado.  As primeiras informações dão conta da existência de um mandado de prisão do presidente da Federação das Indústrias da Paraíba (Fiep-PB), Francisco de Assis Benevides Gadelha. PF e Tribunal de Contas da União (TC) pretendem desarticular uma suposta organização ligada a crimes contra a administração pública, fraudes em licitações lavagem de dinheiro. O Fantoche não era pobre não: estima-se que esta organização teria recebido cerca de R$ 400 milhões.

A Operação já prendeu o presidente da Confederação Nacional das Indústrias (CNI) Robson Andrade, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), Ricardo Essinger. Entre os presos está também Luiz Otávio Gomes Vieira da Silva, um dos donos da Aliança Comunicação, empresa Aliança Comunicação, responsável pelo Maior São João do Mundo que se realiza em Campina Grande.

De acordo com as investigações da Polícia Federal uma família operava empresas de fechada que teria desviado recursos de contratos e convênios fechados entre o Ministério do Turismo e instituições do Sistema S.

Eram contratos, de acordo com a Polícia Federal de eventos culturais e publicidade.

UFPB debate capital cultural

“Você acha que um intelectual está, obrigatoriamente, afastado do mundo?”. A pergunta é feita por um personagem que a psicanalista e escritora Julia Kristeva criou em seu romance Os Samurais cujo cenário é a agitação estudantil em torno do Maio de 68, na França. A pergunta do romance, publicado originalmente em 1990, revela uma problemática, real ou literária, que acompanha várias gerações de estudantes e intelectuais em suas aventuras.  A pergunta poderia ganhar novos contornos em nossos dias e deixar marcas no ambiente do Fórum Universitário que a Universidade Federal da Paraíba (UFPB) organiza para o próximo dia 20, às 9h, no […]

HABENHORST

“Você acha que um intelectual está, obrigatoriamente, afastado do mundo?”. A pergunta é feita por um personagem que a psicanalista e escritora Julia Kristeva criou em seu romance Os Samurais cujo cenário é a agitação estudantil em torno do Maio de 68, na França. A pergunta do romance, publicado originalmente em 1990, revela uma problemática, real ou literária, que acompanha várias gerações de estudantes e intelectuais em suas aventuras.  A pergunta poderia ganhar novos contornos em nossos dias e deixar marcas no ambiente do Fórum Universitário que a Universidade Federal da Paraíba (UFPB) organiza para o próximo dia 20, às 9h, no auditório da Reitoria.

 

Julia Kristeva não vai aparecer por aqui. Mas os diálogos e dilemas de seus personagens poderão ecoar no debate que a professora Maria Alice Nogueira, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), vai desenvolver. Conhecida por seus trabalhos de sociologia da educação, ela vai enfrentar o tema: “Revisitando o conceito de capital cultural algumas décadas depois”.

 

Será o primeiro Fórum Universitário do ano 2019. Pela UFPB já passaram nomes de perfis os mais diversos como a economista Tânia Barcelar, o escritor Bráulio Tavares e a escritora Maria Valéria Rezende. O Fórum, cujos temas nascem da própria comunidade acadêmica, tem como uma de suas marcas exatamente a diversidade de olhares. “São temas de natureza trans ou interdisciplinar relacionados com a ordem do dia e que necessitam de uma reflexão por parte da UFPB”, avalia o professor Eduardo Rabenhorst (foto), coordenador do Fórum.

 

Além de discutir temas específicos externos ou internos à realidade da Universidade, o Fórum também reflete sobre eventos marcantes para a história da sociedade nestes últimos séculos. Foi o caso do Fórum do ano passado que se dedicou a pensar o próprio Maio de 68, tematizado pelo romance de Kristeva. “A gente tem neste ano uma série de acontecimentos que a comunidade pode querer refletir”, acrescenta Rabenhorst citando como exemplo o Centenário de Jackson do Pandeiro. “A gente trabalha com essas efemérides também”, completa.

 

Agora, nos anos 2000, assim como na década de 1960, os debates parecem mobilizar interesses de muita gente ávida pelo debate de ideias. O coordenador do Fórum Universitário lembra que este foi o caso do último Fórum realizado no ano passado que discutiu “Educação e Cárcere”. “O debate trouxe um público grande e diversificado das áreas de direito, educação, serviço social, policiais militares e agentes penitenciários. Para nós isso tem sido surpreendente. A gente imaginava ter um público mais reduzido, em torno da própria Universidade, e a experiência vem sendo ampliada e alcançou o público externo”, comenta Rabenhorst.

 

A fala do professor Eduardo Rabenhorst é pontuada por um sentimento de que a Universidade está retomando seu protagonismo e diálogo com a sociedade e o Fórum Universitário aparece nesse cenário como um instrumento fundamental, segundo ele mesmo: “O Fórum tem um pouco esse papel de aproximar as pessoas da Universidade”.

Foto: Marcus Alves

Redistribuição de recursos das loterias pode reforçar segurança com R$ 600 milhões

A área de segurança pública  pode ganhar um reforço de R$ 600 milhões no próximo ano, caso o Plenário da Câmara dos deputados aprove a nova regra para a distribuição de recursos oriundos da arrecadação das loterias do país. Na terça-feira (20) começam os debates em torno da Medida Provisória 846/18 que cria o novo pacto de distribuição do dinheiro das loterias. No ano passado a segurança abocanhou R$ 400 milhões das loterias. Se aprovada a MP 846, esse montante ultrapassar R$ 1 bilhão em 2019.   Somente em 2017 a loterias arrecadaram cerca de R$ 14 bilhões. Os setores […]

Camara Federal

A área de segurança pública  pode ganhar um reforço de R$ 600 milhões no próximo ano, caso o Plenário da Câmara dos deputados aprove a nova regra para a distribuição de recursos oriundos da arrecadação das loterias do país. Na terça-feira (20) começam os debates em torno da Medida Provisória 846/18 que cria o novo pacto de distribuição do dinheiro das loterias. No ano passado a segurança abocanhou R$ 400 milhões das loterias. Se aprovada a MP 846, esse montante ultrapassar R$ 1 bilhão em 2019.

 

Somente em 2017 a loterias arrecadaram cerca de R$ 14 bilhões. Os setores da educação, cultura, esporte e segurança pública ficaram com algo em torno de R$ 3 bilhões.

Como o dinheiro que vai para as outras áreas é praticamente mantido, o texto da MP tem consenso entre os partidos e poderá ser aprovado com facilidade. O assunto já passou por uma longa negociação, inicialmente com fortes reações e até protestos das classes artísticas e esportivas.

A deputada Laura Carneiro (DEM-RJ) lembra que o governo editou anteriormente outra medida provisória que alterava a distribuição dos recursos das loterias (MP 841/18). “A medida provisória inicial era a 841, que era muito ruim porque retirava dinheiro tanto do esporte como da cultura, embora desse para segurança. Essa medida foi retirada e apresentada uma nova medida [MP 846], que é fruto de um grande acordo feito com vários setores”, disse a parlamentar.

O deputado Pastor Eurico (Patri-PE) concordava com a primeira versão, que dava mais dinheiro para as forças de segurança. No entanto, diante dos protestos e negociações, ele vai apoiar o novo texto. “A nossa luta era que houvesse um investimento maior na segurança, porque é uma calamidade a questão da segurança em nosso Brasil. Porém, com esses contratempos e discussões, não diria jogos de interesses, mas alguns defendendo as questões de educação, saúde, segurança, esporte e tal, resolveu-se dividir”, afirmou.

 

Com Informações da Agência Câmara de Notícias

Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

A eleição do conhecimento e inteligência

A eleição geral em curso no Brasil indica questões importantes para análise e reflexão. A maior parte delas está associada à crise moral do campo político provocada pela operação Lava Jato, que levou para a prisão e tribunais criminais as maiores lideranças nacionais.  Devemos entender estas eleições como as eleições do conhecimento e da inteligência. Vou me explicar quanto a isso. Frente ao cenário caótico desenhado até o momento, com baixíssimo interesse do eleitor geral sobre as eleições, não vejo este processo sem um bom enfrentamento dos candidatos para a questão do conhecimento. Junte-se a isso o maior controle judiciário […]

inteligencia eleitoral

A eleição geral em curso no Brasil indica questões importantes para análise e reflexão. A maior parte delas está associada à crise moral do campo político provocada pela operação Lava Jato, que levou para a prisão e tribunais criminais as maiores lideranças nacionais.  Devemos entender estas eleições como as eleições do conhecimento e da inteligência. Vou me explicar quanto a isso.

Frente ao cenário caótico desenhado até o momento, com baixíssimo interesse do eleitor geral sobre as eleições, não vejo este processo sem um bom enfrentamento dos candidatos para a questão do conhecimento. Junte-se a isso o maior controle judiciário sobre os comportamentos e regras eleitorais e temos dois fatores que nos impulsionam para essa leitura.

As campanhas nas ruas serão excessivamente controladas. As mídias externas estão cada vez mais proibidas. Os políticos enfrentam problemas no contato direto com o eleitor. Então, as estratégias devem ser muito finas, por isso, centradas no conhecimento e na inteligência. Talvez as melhores ferramentas sejam aquelas que apelam para a intimidade do eleitor, como as redes sociais – tendo o facebook e o whatsApp como faróis principais.

Isso não quer dizer que os candidatos, em todos os níveis, devam sair por aí passando mensagens para quaisquer eleitores por meio de grupos criados por seus mídias sociais – na maior parte das vezes, jovens treinados para apertar botões mirando seguidores, sem nenhuma estratégia metodológica previamente planejada.

Quando digo que as eleições serão pautadas pela inteligência e conhecimento estou afirmando que não basta ter milhares de seguidores no facebook ou centenas de grupos do whatsApp como era feito até à última eleição. Precisa entender a lógica de desejos e expectativas desse eleitor virtual, fugidio das ruas.

Isso só pode ser feito a partir de ferramentas de levantamento prévio do perfil desse eleitor, suas marcas de identidade, suas aspirações e assombrações. Antes de sair criando aleatoriamente grupos de whatsApp e disparando mensagens insensatas para um eleitor anônimo, seria melhor os candidatos pararem um minuto e refletirem sobre os conteúdos de suas mensagens, discursos e, principalmente, tentar entender a lógica desse eleitor e o acumulado de decepções que ele possui.

Saber chegar e dialogar com esse eleitor será, então, fundamental nesse pleito. Mais conhecimento e inteligência, associados a uma boa mobilização de rua e performance nos debates, podem fazer a diferença até o dia 7 de outubro.

Caminhoneiro criou em sete dias um novo espírito para o povo?

O presidente Temer encurralou na noite deste domingo (27) o movimento dos caminhoneiros, parados a sete dias. Se usarmos a metáfora cristã, diríamos que após esse tempo um novo mundo foi criado. Na geografia das BRs nacionais, encontramos o nascimento de um novo espírito do povo brasileiro, que voltou a protestar contra as mazelas verde-amarelas. Até o som de panelas retumbaram nos finos e apertados apartamentos da classe média. Temer cedeu, menos como um deus criador e mais como um vampiro sem sangue.  Serão três medidas provisórias: uma com a isenção da cobrança do eixo suspenso dos pedágios; outra vai […]

caminhoes

O presidente Temer encurralou na noite deste domingo (27) o movimento dos caminhoneiros, parados a sete dias. Se usarmos a metáfora cristã, diríamos que após esse tempo um novo mundo foi criado. Na geografia das BRs nacionais, encontramos o nascimento de um novo espírito do povo brasileiro, que voltou a protestar contra as mazelas verde-amarelas. Até o som de panelas retumbaram nos finos e apertados apartamentos da classe média.

Temer cedeu, menos como um deus criador e mais como um vampiro sem sangue.  Serão três medidas provisórias: uma com a isenção da cobrança do eixo suspenso dos pedágios; outra vai garantir 30% dos fretes da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento reservados para os caminhoneiros autônomos. E por fim uma MP que estabelece tabela mínima de frete, de acordo com o Projeto de Lei 121, ora em estudo no Senado. E ainda tem os R$ 0.46 centavos a menos no valor do diesel válidos por 60 dias.

O governo cedeu, mas sai do movimento muito arranhado, pela lentidão de respostas, pelo caos visível nas cidades e, principalmente, pelo combustível que deu para novos protestos nas ruas. Se, no entanto, todo esse momento ficar apenas nessa conquista particular da categoria dos caminhoneiros é muito pouco. Fica pendente o valor da gasolina e álcool que se encontra já na altura da mais alta estrela.

Ainda é cedo para avaliarmos o impacto econômico e político das medidas anunciadas, mas temos dois ou três eixos para ancorar as nossas interpretações. O primeiro se refere a pergunta fundamental: quem paga a conta? O governo afirma que vai absorver tudo retirando o estrago das costas da Petrobrás que continuará com sua política de preços. Coisa malvada para toda sociedade, que tende a sofrer o sabor amargo do combustível (álcool e gasolina).

Politicamente, entretanto, os dados estão rolando e evidente que uma mobilização com a força dos caminhoneiros não vai deixar intacta a imagem e a política de preços de Pedro Parente à frente da Petrobras. Se os caminhoneiros deixarem as estradas logo nesta segunda-feira, deixam o combustível suficiente para colocar fogo na direção do Parente. Muita gente já pede publicamente sua cabeça – item de pauta inclusive na greve de 72 horas anunciada, agora, pelos petroleiros.

Também na política parece claro que a paralisação expôs o lado fraco do governo e a emergência do governador e do prefeito de São Paulo (França e Covas, respectivamente). Expôs ainda duas questões pertinentes: a histeria de uma ultradireita (mais militar que os generais) e a omissão e perdição da esquerda clássica, que não soube se posicionar durante os setes dias de criação de um novo momento para o povo brasileiro.

Foto: Internet/Isto É Independente

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