Política

“A geração Paulo Freire está perdida”, diz matemático da Capes

A área de matemática ocupa um lugar especial na pesquisa e no ensino superior no Brasil, como mostra o matemático Gregório Pacelli Feitosa Bessa, da Universidade Federal do Ceará (UFC). Doutor em Matemática pela State University of New York at Stony Brook, ele esteve na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), onde participou de aula inaugural do Programa de Pós-Graduação em Matemática. Representante da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior na área de Estatística,  Matemática e Probabilidade, o professor Pacelli concedeu entrevista ao Virtupb na qual defende um novo modelo de ensino, faz crítica a geração educada sob o […]

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A área de matemática ocupa um lugar especial na pesquisa e no ensino superior no Brasil, como mostra o matemático Gregório Pacelli Feitosa Bessa, da Universidade Federal do Ceará (UFC). Doutor em Matemática pela State University of New York at Stony Brook, ele esteve na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), onde participou de aula inaugural do Programa de Pós-Graduação em Matemática. Representante da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior na área de Estatística,  Matemática e Probabilidade, o professor Pacelli concedeu entrevista ao Virtupb na qual defende um novo modelo de ensino, faz crítica a geração educada sob o modelo de Paulo Freire e indica que os matemáticos devem ocupar mais espaços no Ministério da Educação.

Virtupb: Qual a avaliação que o senhor faz hoje do cenário atual da Capes, especificamente para a área de matemática?

Gregório Pacelli: Olha só, a matemática em geral, como área,  está crescendo, está bem. Nós estamos passando por dificuldades financeiras no país, temos corte de recursos; nós temos uma dívida rolada em déficit de R$ 100 bilhões todo ano que se acumula. Então, deve haver um reajuste e de onde arranjar dinheiro para esses lugares, né?!. Mas como área está crescendo. É uma área de muito sucesso no país e internacional, sempre foi internacional.

Entre todas as áreas, a matemática, ao meu ver, é a que tem mais sucesso. Nós temos um medalhista, medalha Fields que equivale a um Prêmio Nobel, não tem nenhum precedente no hemisfério sul, aqui na América Latina, ninguém ganhou a medalha. É um prêmio de altíssimo prestígio.  É a maior medalha de matemática do mundo e o ganhador foi educado no Brasil. A nossa matemática, que tem uns 60 anos de pós-graduação no país, chegou a amadurecer, a poder produzir um matemático dessa natureza. Como área está muito bem.

Olha aqui a Paraíba têm um grupo… porque a matemática compete de igual para igual em todo mundo; não tem uma matemática tropical mais fácil. Então você tá competindo com chineses, russos, americanos e você vê aqui em um lugar seco, lugar que é perdido, esquecido por Deus como o nordeste brotar esses talentos. Brota essa matemática importante que produz, compete, publica em papers internacionais, ou seja, nossa área é um sucesso. Não sei se eu posso dizer com a minha crença, mas é um dedo de Deus na nossa casa.

Virtupb: O senhor avalia então que a matemática consegue sobreviver a essa crise?

Gregório Pacelli: Com certeza, sem menor dúvida. Eu creio que há um entendimento do país, desse pessoal que tá governando, da necessidade da matemática, das ciências básicas especialmente para o desenvolvimento do país; sem isso a gente não vai. Por exemplo, nosso país tem uma dificuldade muito grande nesses teste de proficiência em matemática e português, o teste Pisa, e já existem movimentos e grupos trabalhando na mudança de currículo, para mudança de direção, pra salvar essa geração. Essa geração é perdida. Essa geração que foi de Paulo Freire, com essa educação de Paulo Freire está perdida. Esse pessoal não sabe ler, nem escrever,  são analfabetos funcionais.  Está tendo um esforço muito grande de se recuperar.  Desde o governo passado já tinha uma noção de que sem matemática, sem português, sem ciência o país não cresce e não sobrevive no próximo século.

Então, pode ser que corte as gorduras, coisas que podem ser consideradas não tão essências, embora isso seja o julgamento de cada pessoa, eu não vou nesse mérito. Mas todo mundo tem a consciência que matemática, português e ciência são fundamentais para esse país. No Ceará, muitos anos atrás começou o numeratizar, que era alfabetizar nos números. Esse programa virou a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) que hoje tem 18 milhões de inscritos nas primeiras fases da olímpiada de matemática da escola pública, isso é uma revolução. Daqui há dez anos, você vai ver os nossos números do Pisa subir, nós vamos bater a Finlândia.

 

Virtupb: O senhor fala do modelo de Paulo Freire, mas na sua perspectiva, quais os modelos que vocês investiriam agora para melhorar essa situação?

 

Gregório Pacelli: Eu sou ignorante de Paulo Freire, não posso dizer com propriedade. Mas, o que eu percebo é que esse modelo de educação foca nos processos: como aprender e como ensinar. E o que é importante, ao meu ver, é o conteúdo que se está ensinando. Nós temos que apresentar o conteúdo real com dificuldade para que as pessoas superem e aprendam a somar, aritmética, geometria, português, o que é um verbo, o que é um predicado.  Nos cursos de pedagogia eles pouco têm conteúdo. Os professores aprendem educação, mas não aprendem o que vai educar. Eles são formados na área de educação, são pesquisadores em maneiras de educar, mas nós precisamos do pedagogo que vai ensinar na 1º à 4º série o conteúdo que ele vai ensinar.

Se eu tivesse que ensinar português, eu seria um fracasso porque tenho muita dificuldade de entender regras gramaticais. Se isso não aprende na classe,  como é que eu vou ensinar? Então, o que eu percebo é que, a grande parte dos professores que ensinam no secundário, ensinam o que aprender no ginásio. Se no ginásio já não é mais ensinado eles não vão ensinar. Então perpetua essa ignorância. Chega na faculdade é a estrutura do ensino do segundo grau, psicologia I, psicologia II, mas, como é que soma essa fração professor? Não sabe.

 

Virtupb: A ênfase agora seria a formação de conteúdos?

Gregório Pacelli: O professor tem que saber o conteúdo para aplicar. No Ceará nós estamos com um programa agora que é a Seduc Matemática, da Secretaria de Educação do Ceará (Seduc). Eles fazem um teste,  imediatamente preparam o matéria, onde tenha a deficiência do aluno e vai para aquela classe com a matéria para o professor ensinar aquela deficiência. Geralmente, aritmética dos números racionais, como somar fração, como fazer proporções, geometria plana, os alunos não sabem.

Então é passado o teste e detectado se essa classe tem essa deficiência, aquela outra classe tem aquela deficiência.  E aí automaticamente tem uma equipe trabalhando nos livros, nas apostilas que são levadas ao professor e ele vai ter que ensinar aquela deficiência.

O aluno está ruim? Pega o aluno, separa e ensina particularmente naquele conteúdo que ele tem deficiência. Ou seja, eles vão alfabetizar. Hoje, grande parte dos nossos alunos chegam na 8ª série, eles não sabem entender o que está escrito, são analfabetos funcionais. Eles não sabem interpretar, não sabem multiplicar, eles não sabem somar, eles não sabem dividir. Uma pessoa dessa é incapaz de aprender qualquer profissão. Você está condenando essas pessoas a viverem na miséria. Pessoa que teve condições de ter uma educação mais elaborada, passa. A melhor maneira de distribuir renda é você dar oportunidades.

 

Virtupb: Só para concluir, a gente pode considerar, então, que existem dois mundos, pensando na matemática. Um mundo da matemática pura que conta com as pesquisas da Universidade e outro mundo da matemática secundária que envolve estudantes de ensino médio que estão precarizados?

Gregório Pacelli: O pessoal da matemática pura, desse mundo mais idealizado já está voltado para mudança de currículos, preparação de currículos do segundo grau entrando no Ministério da Educação (MEC) e começando a trabalhar em conjunto com esse pessoal. Essa é nossa contribuição. A matemática é isso, a gente precisa disso; a gente têm que fazer assim e ocupando o espaço que antigamente era dado ao pessoal da educação com a visão, claro, cada um tem sua visão, eu não estou julgando a visão de ninguém, mas ao nosso ver, é uma visão que até agora não trouxe os resultados.

“Senhorinhas bronzeadas” e a modernidade de João Pessoa

A população da cidade de João Pessoa finalizou esta semana ainda incrédula com uma situação incômoda: a denúncia feita por uma vereadora segundo a qual um grupo de senhoras moradoras do Cabo Branco teria lhe pedido para retirar do ambiente daquela praia um projeto de inclusão com pessoas portadoras de deficiência. De acordo com a vereadora, as moradoras acusavam o projeto de estar tornando feia a praia e deixando sujeira no ambiente. É um discurso carregado de muito preconceito; eivado de desumanidade por querer isolar os deficientes da prática esportiva ou do simples banho de sol que algum Deus nos […]

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A população da cidade de João Pessoa finalizou esta semana ainda incrédula com uma situação incômoda: a denúncia feita por uma vereadora segundo a qual um grupo de senhoras moradoras do Cabo Branco teria lhe pedido para retirar do ambiente daquela praia um projeto de inclusão com pessoas portadoras de deficiência. De acordo com a vereadora, as moradoras acusavam o projeto de estar tornando feia a praia e deixando sujeira no ambiente.

É um discurso carregado de muito preconceito; eivado de desumanidade por querer isolar os deficientes da prática esportiva ou do simples banho de sol que algum Deus nos deu. Os movimentos sociais e pessoas que abraçam a causa deram uma demonstração de solidariedade e foram às ruas em defesa do projeto, dos deficientes e do seu direito ao mar, cujas águas salgadas tem a democrática afeição por todos os corpos – independente da cor, da beleza, da gordura ou do dinheiro na carteira.

Mas o problema não parece parar aí. É que a denúncia da vereadora está sendo questionada por uma ausência muito simples: ela não deu nomes, nem mostrou ainda nenhuma imagem das moradoras que reclamaram do projeto e requeriam a praia para sua classe social. Nas redes sociais cresce esse questionamento. Quem duvida pede que a vereadora torne público os nomes ou as imagens de tais senhoras, que seguramente não representam o sentimento generoso de uma maioria da população da cidade de João Pessoa.

Muitos creditam a denúncia da vereadora aos interesses políticos, dado que a eleição de 2020 já está na pauta. Não deixa de ser uma interpretação ingênua, na linha de creditar à política todos os males do homem. Preconceito seja de cor ou de raça, é coisa afeita ao ser humano e não passa necessariamente pela categoria da política. A mentira vai no mesmo caminho.

Se as tais senhorinhas bronzeadas existem de verdade elas pensam de modo errado menos por conta da política e mais por uma deformação de sua educação. E, o que é pior: elas podem ter passado isso para seus filhos e seus netos. Mas a partir disso não se pode julgar todos os moradores do Cabo Branco, de Manaira ou Tambau. Recomendaria cautela e cuidado no trato com a problemática, reveladora, claro de muito preconceito, mas não limitado a um conjunto de bairros – a onda neofascista pode repousar também em ambientes populares.

Se estas senhorinhas bronzeadas não existem, ou se sua existência física não conseguir ser comprovada (o que é mais factível), aí a vereadora deu uma bola fora, mas prestou – por vias erradas – um excelente serviço à cidade de João Pessoa. Ao ouvi um discurso de preconceito a cidade foi às ruas; as pessoas foram abraçar aqueles que mais precisam de solidariedade nestes tempos de intolerância. E tem muita gente aproveitando este tempo de nuvens obscuras para tirar do armário seus esqueletos do ódio, do preconceito e da irracionalidade pragmática.

Seja qual for a situação real, a cidade de João Pessoa parece não abrir mão de uma coisa: sua história e tradição de ser uma cidade progressista e que abraçou, já há muitas décadas, a modernidade. É preciso combater, na praia ou em suas Mangabeiras, quaisquer ideias que possam dar margem à banalidade do mal.

Maia pede ao Supremo R$ 2.5 bilhões da Petrobras para Amazônia

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, sugeriu nesta sexta-feira (23) a liberação de R$ 2,5 bilhões do fundo da Petrobras para a educação e para a Amazônia. “Minha proposta para o combate às queimadas é efetiva. Peticionarmos juntos no Supremo, pedindo os R$ 2,5 bilhões do fundo da Petrobras para a educação e também para a Amazônia”, disse Maia, em seu perfil no Twitter. Segundo Maia, são recursos “que estão parados e entrariam hoje no caixa do governo e poderiam, inclusive, ir para os estados da região [amazônica]”. Com Agência Câmara Notícias

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O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, sugeriu nesta sexta-feira (23) a liberação de R$ 2,5 bilhões do fundo da Petrobras para a educação e para a Amazônia. “Minha proposta para o combate às queimadas é efetiva. Peticionarmos juntos no Supremo, pedindo os R$ 2,5 bilhões do fundo da Petrobras para a educação e também para a Amazônia”, disse Maia, em seu perfil no Twitter.

Segundo Maia, são recursos “que estão parados e entrariam hoje no caixa do governo e poderiam, inclusive, ir para os estados da região [amazônica]”.

Com Agência Câmara Notícias

Educação aprova incentivo a alunos com deficiência em escolas privadas

A Paraíba se defronta está semana com uma polêmica sobre o direito de pessoas com deficiência usarem a praia, em uma clara demonstração de atraso do exercício da liberdade. Enquanto esse passado mais bolorento de senhorinhas bronzeadas revolve as áreas do Cabo Branco,  a Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprova incentivo às escolas privadas da educação básica e promete avanços para essa cidadania tão ameaçada. Elas poderão deduzir totalmente do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica bolsas de estudos destinadas a alunos com deficiência em idade escolar obrigatória. O limite é de 5% da oferta total de vagas, […]

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A Paraíba se defronta está semana com uma polêmica sobre o direito de pessoas com deficiência usarem a praia, em uma clara demonstração de atraso do exercício da liberdade. Enquanto esse passado mais bolorento de senhorinhas bronzeadas revolve as áreas do Cabo Branco,  a Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprova incentivo às escolas privadas da educação básica e promete avanços para essa cidadania tão ameaçada.

Elas poderão deduzir totalmente do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica bolsas de estudos destinadas a alunos com deficiência em idade escolar obrigatória. O limite é de 5% da oferta total de vagas, por série e turno.

 

A medida foi possível após aprovação do projeto de lei 8525/17 do deputado Aureo Ribeiro (Solidariedade/RJ). O relator Eduardo Barbosa (PSDB/MG) modificou a proposta original. Barbosa defendeu que a isenção fiscal poderá ser uma ferramenta de inclusão das pessoas com deficiência nas escolas. “A inclusão plena e efetiva dos estudantes com deficiência na educação básica pode e deve também passar pelo aproveitamento de toda a estrutura e expertise alicerçadas pelas instituições privadas de ensino”, disse.
A proposta ainda será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

 

Com informações da Agência Câmara Notícias

Deputado paraibano diz que bancada pressiona por fim do contingenciamento na Educação

O deputado federal paraibano Pedro Cunha Lima (PSDB) disse nesta quarta-feira (21) que existe uma pressão da bancada da educação para que o governo volte atrás e não retire recursos da educação. Ele comentou que tem consciência de que o governo federal herdou uma “herança maldita” por conta de irresponsabilidades fiscais anteriores, mas entende que a educação deve ser tratada como prioridade. “Em nossa visão de mundo, a educação é prioridade e por isso o contingenciamento deve acontecer em outras áreas”, completou o deputado que é  da Comissão de Educação na Câmara dos Deputados. Ele também informou que ainda vai […]

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O deputado federal paraibano Pedro Cunha Lima (PSDB) disse nesta quarta-feira (21) que existe uma pressão da bancada da educação para que o governo volte atrás e não retire recursos da educação. Ele comentou que tem consciência de que o governo federal herdou uma “herança maldita” por conta de irresponsabilidades fiscais anteriores, mas entende que a educação deve ser tratada como prioridade. “Em nossa visão de mundo, a educação é prioridade e por isso o contingenciamento deve acontecer em outras áreas”, completou o deputado que é  da Comissão de Educação na Câmara dos Deputados.

Ele também informou que ainda vai avaliar com mais precisão o programa Future-se, apresentado pelo Ministério da Educação como novo modelo de financiamento das Universidades Federais. Pedro Cunha Lima, adiantou, no entanto, que tem simpatia e aplaude a ideia do país ir buscar recursos na iniciativa privada para a educação. “Só uma visão muito dogmática seria contra atrair recursos privados para a educação. Agora temos que ver se isso não vai afetar a gestão da Universidade”. Ele adiantou, no entanto, que quando o Ministério apresentar o Projeto de Lei do Future-se, pronto e acabado, fará uma avaliação “minuciosa e com mais cuidado” de todo o programa.

 

 

Um fantasma ronda o MDB em 2020

  Os partidos começam a se preparar para as eleições municipais de 2020. E um fantasma ronda o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), pelo menos no território geopolítico da região metropolitana de João Pessoa. Se analisarmos friamente, o cenário não é nada agradável para o partido que tem à frente o senador José Maranhão. Tomando como centro a própria capital, João Pessoa (de onde parte a ação inicial do campo político), vemos as dificuldades. Até o momento o MDB não parece ter em seus quadros uma liderança capaz de aglutinar uma candidatura forte – a não ser que o próprio Maranhão […]

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Os partidos começam a se preparar para as eleições municipais de 2020. E um fantasma ronda o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), pelo menos no território geopolítico da região metropolitana de João Pessoa.

Se analisarmos friamente, o cenário não é nada agradável para o partido que tem à frente o senador José Maranhão. Tomando como centro a própria capital, João Pessoa (de onde parte a ação inicial do campo político), vemos as dificuldades. Até o momento o MDB não parece ter em seus quadros uma liderança capaz de aglutinar uma candidatura forte – a não ser que o próprio Maranhão assuma essa posição.

Em Cabedelo o prefeito atual, eleito recentemente, tem capital político suficiente para buscar uma reeleição e lá o MDB não renovou suas lideranças. Em Conde, ainda que Aluísio Regis firme-se como líder histórico e sempre fiel ao MDB, a candidata do grupo dos Régis deve ser mesmo sua nora, Karla. E ela disputa com a atual prefeita a socialista Márcia Lucena. Karla segue pelo PSD, controlado hoje pelo prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues.  Aliás a filiação de Karla ao PSD será neste sábado (20) em Jacumã.

Em Santa Rita, o prefeito Panta caminha para reeleição com a presença forte de Ruy Carneiro e seu PSDB. Talvez por isso o MDB devesse dar maior atenção a cidade de Bayeux, onde Nadja Palitot tenta viabilizar uma candidatura promissora. Ela promete empenho, mas desde já enfrenta dificuldades no interior do MDB, cuja situação na região não é das melhores, pelo menos por enquanto. Pode ser que as nuvens mudem, dada a lógica ilógica da política.

Lugar público poderá ser obrigado a manter intérprete de Libras

Órgãos públicos como agências bancárias, rodoviárias, concessionárias de água e luz poderão ser obrigados a manter tradutores e intérpretes de Libras – Língua Brasileira de Sinais. A obrigatoriedade é determinada pelo Projeto de Lei  (PL) que tramita na Câmara dos Deputados.  O PL  2759/19  é da autoria da deputada Bia Cavassa (PSDB-MS) e altera a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Defíciência. A deputada diz  o objetivo do PL é ampliar a inclusão dos surdos. “O projeto visa beneficiá-los quando necessitarem usar locais com grande fluxo de pessoas, assegurando inclusive a eles o direito a trabalhar nesses locais, pois, […]

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Órgãos públicos como agências bancárias, rodoviárias, concessionárias de água e luz poderão ser obrigados a manter tradutores e intérpretes de Libras – Língua Brasileira de Sinais. A obrigatoriedade é determinada pelo Projeto de Lei  (PL) que tramita na Câmara dos Deputados.  O PL  2759/19  é da autoria da deputada Bia Cavassa (PSDB-MS) e altera a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Defíciência. A deputada diz  o objetivo do PL é ampliar a inclusão dos surdos.

“O projeto visa beneficiá-los quando necessitarem usar locais com grande fluxo de pessoas, assegurando inclusive a eles o direito a trabalhar nesses locais, pois, na maioria das vezes, se veem marginalizados pela dificuldade em interagir no ambiente de trabalho”, acrescenta.

 

Com informações da Agência Câmara

E agora Brasil?

A sociedade brasileira vive atualmente uma série de dilemas, alguns verdadeiros, outros falsos. Corrupção, violência, reforma da previdência, crise na educação: temas palpitantes do momento. Mas penso que no meio de todos eles, estamos carecendo fazer a pergunta fundamental: E agora Brasil? Não quero forçar a mão para parecer uma retomada do poema de Carlos Drummond de Andrade interpretado na voz de Paulo Diniz. A pergunta é mais simples que a provocação da música/poema (E agora José?) e nos aparece no instante em que o Congresso Nacional aprovou a reforma da previdência, em primeiro turno. Evidente que a reforma tem […]

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A sociedade brasileira vive atualmente uma série de dilemas, alguns verdadeiros, outros falsos. Corrupção, violência, reforma da previdência, crise na educação: temas palpitantes do momento. Mas penso que no meio de todos eles, estamos carecendo fazer a pergunta fundamental: E agora Brasil?

Não quero forçar a mão para parecer uma retomada do poema de Carlos Drummond de Andrade interpretado na voz de Paulo Diniz. A pergunta é mais simples que a provocação da música/poema (E agora José?) e nos aparece no instante em que o Congresso Nacional aprovou a reforma da previdência, em primeiro turno. Evidente que a reforma tem um longo caminho pela frente. Ainda deverá receber alguns penduricalhos no Senado, mas o seu fundamento já foi aprovado.

Durante estes últimos meses, que se estendem desde o extinto governo de Michel Temer até os dias atuais de Bolsonaro, fomos embalados por uma cansada narrativa segundo a qual com a reforma da previdência o paí­s finalmente alçaria voo rumo a retomada do crescimento econômico. A reforma da previdência já deu sinais de chegada. Daí­  a urgência em focar o tal crescimento.

Crescer, gerar emprego e renda e finalmente sairmos da faixa dos 13 milhões de desempregados. Este é o grande problema social que vem se tornando invisí­vel frente aos falsos dilemas nacionais, como, por exemplo, o direito que teria o filho do presidente em ir fritar hambúrguer na Embaixada brasileira nos EUA.

A reforma da previdência, em andamento seguro, deveria abrir as portas para pensarmos o projeto de desenvolvimento brasileiro. Mas este tema sequer foi posto à  mesa ainda. E, me parece, este prato principal não fará parte do nosso cardápio, pelo menos por enquanto, porque a equipe econômica já vem pautando outra reforma: a tributária. Então percebam que vamos, de reforma em reforma, reformando nossas esperanças de um desenvolvimento em cima de um instável equilíbrio e frágil discurso: depois da reforma, o crescimento vem. E agora Brasil?

A moeda peso real e o discurso do Mercosul

  Uma moeda única para circular no Brasil e Argentina. A proposta do presidente Bolsonaro virou piada nas redes sociais. Foi criticada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. Também acabou sendo desautorizada pelo Banco Central brasileiro, na medida em que a instituição afirmou que não existe estudo no sentido da criação de tal moeda. Na verdade, a fala de Bolsonaro traz um fator positivo: recoloca na agenda econômica e política a problemática do Mercado Comum do Cone Sul (Mercosul). Se a criação de uma moeda cristaliza como uma piada é porque definitivamente a ideia do Mercosul precisa ser […]

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Uma moeda única para circular no Brasil e Argentina. A proposta do presidente Bolsonaro virou piada nas redes sociais. Foi criticada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. Também acabou sendo desautorizada pelo Banco Central brasileiro, na medida em que a instituição afirmou que não existe estudo no sentido da criação de tal moeda.

Na verdade, a fala de Bolsonaro traz um fator positivo: recoloca na agenda econômica e política a problemática do Mercado Comum do Cone Sul (Mercosul). Se a criação de uma moeda cristaliza como uma piada é porque definitivamente a ideia do Mercosul precisa ser revivida.  Tal ato, de renascimento, é muito difícil – sobretudo pelo tamanho da crise na qual se encontram os países centrais do Mercado e aqui nem estou pensando na Venezuela, que a rigor nem deveria ter composto o Mercosul.

Pensando apenas no quarteto Brasil-Argentina-Uruguai e Paraguai já é uma tarefa imensa pensar uma integração. E esse processo não deve, nem pode vir a partir da ideia de uma moeda. A moeda é fruto de um conjunto de ações mais amplas que passam por um efetivo diálogo entre os setores produtivos e a sociedade civil de cada um dos países envolvidos.

Não sou otimista que isso possa ocorrer agora em um cenário de discursos conservadores e crises econômica e política. Assim como não ocorreu em passado recente, como mostrei em minha tese de doutorado desenvolvido na Universidade de Brasília (UnB). Há 15 anos atrás o Mercosul era uma promessa de intensificação de uma integração pensada desde o ano de 1900 pelo diplomata Assis Brasil.

Mostrei no livro “Cultura no Mercosul – uma política do discurso”, publicado pela Fundação Astrojildo Pereira e pela Editora Plano, alguns erros históricos do Mercosul. Tais erros emergiam por meio de linhas de discurso dos principais formuladores do Mercosul. A integração era pensada como ato fundador de uma independência do Continente. A segunda linha repousava no esquecimento dos conceitos teóricos e das experiências históricas dos países que compunham o bloco. Por fim, talvez a maior das inconsistências do Mercosul: o problema cultural dos países que compõem o bloco era visto como elemento importante. A cultura tem imensa importância na integração, afirmavam os gestores da época. Mas, contraditoriamente, a cultura sempre foi secundarizada na política de formulação do Mercosul.

Esse fenômeno de secundarização da cultura atingia (e ainda marca) tantos as culturas tradicionais como as indústrias culturais, que hegemonizam os sonhos e os pesadelos da juventude de toda a América.  Existiu, no passado do Mercosul, como existe agora, uma total exclusão da cultura de massa, sobretudo da cultura jovem, como ferramenta integradora para o Mercosul. Daí que hoje, quando um presidente indica a necessidade de uma moeda única, a coisa vira piada.

O problema maior é que o Mercosul foi pensado desde as origens como bloco econômico, não como processo de integração, como foi a União Europeia, que levou mais de 50 anos para se consolidar. Diferente da União Europeia, o Mercosul nunca foi objeto de desejo das populações dos países membros. Foi muito mais uma ação isolada de gestores, de lideranças políticas e empresariais. Os cidadãos europeus foram educados ao longo de cinco décadas a desejarem (ou a rejeitarem) a União Europeia. Já no caso da nossa América nunca foi feita sequer uma consulta pública com seus grupos populacionais sobre os destinos do Mercosul. Falta o povo no Mercosul.

Essa ausência de “gente”, de povo e da cidadania, pode ter sido o erro fatal do Mercosul. Talvez por isso a ideia de uma moeda, retomada por Bolsonaro, não prospere para além de uma piada ou de uma manchete de jornal. O Mercosul nesse sentido continua a ser uma política do discurso, como mostrei há 15 nas minhas pesquisas pela América Latina.

João e as lições de política

O governador João Azevedo vem alçando voo na gestão administrativa do Estado e combina o seu momento com algumas lições de política. Primeiro amenizou as nuvens sombrias que pairavam sob a articulação política em torno do seu governo. Chamou para conversa o G10, grupo parlamentar paralelo na Assembleia Legislativa, e pôs fim a ruídos nascentes. Depois montou palanque no Orçamento Democrático e travou a harmonia com o ex-governador Ricardo Coutinho. A Oposição, que apostava em rompimento, engasgou. Aliás, a Oposição precisa reinventar o seu discurso sob pena de ficar com cara de angu vendo o trem passar. Não satisfeito, João […]

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O governador João Azevedo vem alçando voo na gestão administrativa do Estado e combina o seu momento com algumas lições de política. Primeiro amenizou as nuvens sombrias que pairavam sob a articulação política em torno do seu governo. Chamou para conversa o G10, grupo parlamentar paralelo na Assembleia Legislativa, e pôs fim a ruídos nascentes.

Depois montou palanque no Orçamento Democrático e travou a harmonia com o ex-governador Ricardo Coutinho. A Oposição, que apostava em rompimento, engasgou. Aliás, a Oposição precisa reinventar o seu discurso sob pena de ficar com cara de angu vendo o trem passar.

Não satisfeito, João – que de besta não tem nada – ainda colocou o prefeito de João Pessoa na defensiva, durante uma coletiva de imprensa. Sem base para chorar um embargo de uma obra no Centro Histórico, o prefeito teve que se dobrar em elogios ao governador. Foi tanto elogio que transpareceu a imensa vontade de conciliar-se com o grupo girassol.

Ai, João, não satisfeito, ainda tripudiou: desautorizou qualquer pacto com o grupo cartaxista, que até agora não sabe o que fazer com a obra e com o discurso de vitimização. E hoje, João ainda lançou a pré-candidatura de Ricardo Coutinho à Prefeitura de João Pessoa. O São João promete.

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