Política

Mais de 27 mil assinam manifesto em defesa da Democracia e da Vida

Por Marcus Alves   Estamos#Juntos. Assim foi nomeado o manifesto em defesa da vida, liberdade e democracia.  O documento   assinado por mais de 1.600 personalidades brasileiras foi publicado nas edições impressas dos principais jornais do país neste sábado (30). Reúne gente de várias matrizes de pensamento e visões ideológicas diferentes. Em sua versão online o manifesto já conta com a assinatura de mais de 27 mil pessoas, entre artistas, lideranças políticas, advogados, professores, escritores entre outros. Frente a devastadora pandemia do Covid-19, que no país vem acompanhada por crise política econômica, o manifesto pede que os governantes “exerçam com […]

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Por Marcus Alves

 

Estamos#Juntos. Assim foi nomeado o manifesto em defesa da vida, liberdade e democracia.  O documento   assinado por mais de 1.600 personalidades brasileiras foi publicado nas edições impressas dos principais jornais do país neste sábado (30). Reúne gente de várias matrizes de pensamento e visões ideológicas diferentes. Em sua versão online o manifesto já conta com a assinatura de mais de 27 mil pessoas, entre artistas, lideranças políticas, advogados, professores, escritores entre outros.

Frente a devastadora pandemia do Covid-19, que no país vem acompanhada por crise política econômica, o manifesto pede que os governantes “exerçam com afinco e dignidade seu papel”.

O texto lembra o movimento Diretas Já que uniu a sociedade ainda nos anos 1980 pelo fim da Ditatura Militar. “Esquerda, centro e direita unidos para defender a lei, a ordem, a política, a ética, as famílias, o voto, a ciência, a verdade, o respeito e a valorização da diversidade, a liberdade de imprensa, a importância da arte, a preservação do meio ambiente e a responsabilidade na economia”, afirma o manifesto que recebeu assinatura de lideranças como o arcebispo de São Paulo Dom Odilo Scherer, a atriz Fernanda Montenegro, o médico Drauzio Varellla e o youtuber Felipe Neto.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o governador do Maranhão, Flávio Dino,  também assinam o manifesto publicado nas páginas de edição impressa dos jornais deste sábado (30). O ex-ministro da Educação Renato Janine Ribeiro e o ambientalista Carlos Rittl, do Observatório do Clima, estão entre as lideranças que assinam o “Estamos#Juntos”.

Veja trechos do Manifesto:

“Vamos juntos sonhar e fazer um Brasil que nos traga de volta a alegria e o orgulho de ser brasileiro”

“Queremos combater o ódio e a apatia com afeto, informação, união e esperança”.

Fake news: a luta política pela verdade na Paraíba

  Por Marcus Alves   Enquanto o país discute o enfrentamento da pandemia do Covid-19, o governo do Estado da Paraíba se esmera em divulgar campanha para as pessoas evitarem fake news. Somente nas últimas 24 horas recebi duas publicações oficiais do governo pedindo para tomarmos cuidados com informações falsas. A primeira nos remete a uma postagem que circulou no  blog do articulista Flávio Lúcio. Ele teria publicado notícia falsa dando conta de que o Procurador Geral do Estado haveria perdido o prazo para garantir recursos da ordem de R$ 16 milhões voltados à Segurança Pública. Se contrapondo a essa […]

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Por Marcus Alves

 

Enquanto o país discute o enfrentamento da pandemia do Covid-19, o governo do Estado da Paraíba se esmera em divulgar campanha para as pessoas evitarem fake news. Somente nas últimas 24 horas recebi duas publicações oficiais do governo pedindo para tomarmos cuidados com informações falsas.

A primeira nos remete a uma postagem que circulou no  blog do articulista Flávio Lúcio. Ele teria publicado notícia falsa dando conta de que o Procurador Geral do Estado haveria perdido o prazo para garantir recursos da ordem de R$ 16 milhões voltados à Segurança Pública.

Se contrapondo a essa notícia, indicada como sendo falsa, o governo de João Azevedo exibe um documento assinado por Guilherme Cals Theophilo Gaspar de Oliveira, Secretário Nacional de Segurança Pública órgão do Ministério da Justiça (SENASP/MJ). No documento o Secretário informa que o descontingenciamento dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública relativos ao orçamento de 2019 são da ordem de R$ 10,2 milhões e se destinam a valorização dos profissionais de Segurança Pública e enfrentamento à criminalidade violenta.

No oficio 2691/2020, datado em 26 de março deste ano, afirma ainda que se trata de transferência obrigatória dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP). “Saliento que, tão logo os recursos estejam disponíveis para transferência ao ente federado, será feita nova comunicação”, completa o documento do Secretário Nacional.

Operação Covidão

A segunda denúncia de fake news recai sobre o radialista Emerson Machado, o chamado Mofi. De acordo com material divulgado pelo governo ele teria publicado notícia falsa entorno de uma operação do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que estaria investigando o governador João Azevedo “por suspeitas de corrupção durante a pandemia” do coronavírus. O governo apresenta uma certidão do Ministério Público Federal, de 26 de maio de 2020. O documento afirma um Nada Consta contra João Azevedo Lins Filho.

O radialista alega em sua defesa que republicou a notícia veiculada anteriormente pela rede de televisão CNN, veiculada no dia 19 de maio, também reproduzia no site Política PB. Já o articulista Lúcio Flávio não respondeu, nas últimas 48h, ao questionamento do virtupb.com.br.

A mentira sem contestação

O discurso do radialista, assim como a campanha de esclarecimento promovida pelo governo do Estado, indicam uma luta fratícida, uma espécie de “guerra de guerrilha” estabelecida no campo da comunicação e da informação.

As notícias falsas são parte de uma subcultura do mundo digital de difícil controle atualmente, sobretudo por conta de uma rede de contatos, underground e também pública, com a qual elas mantêm ligação.  Movem um terreno pantanoso, no qual o cidadão fica sem os devidos instrumentos de estabelecimento do sentido do que é verdadeiro ou falso. Parte daquilo que há alguns anos atrás o sociólogo Guy Debord chamava de sociedade do espetáculo, as notícias falsas embaralham a fronteira entre o real e o virtual ou o ficcional.

Notícia falsa não é uma novidade desde século XXI e o jornalismo sempre conviveu de variados modos com ela.  O novo agora é sua disseminação massiva por meio de um comportamento quase doentio e repetitivo. Uma atitude imitativa que tenta estabelecer a mentira como verdade cristalizada – na linha mesmo de fazer aquilo que Debord tão bem tipifica como uma das características da sociedade do espetáculo: a mentira sem contestação.

Outras características desse modelo social seriam a incessante renovação tecnológica (na qual aliás a fake news se nutre o tempo todo), o segredo generalizado e o presente perpétuo, entre outras.

Nessa ambiência social é que podemos observar a existência de um conjunto de grandes interesses nos usos da fake news que envolve comportamentos psicológicos, políticos e econômicos. Em decorrência desse fator é que se estabelece a luta em torno do sentido de verdade a partir, inclusive, de um aparato jurídico estatal – como está fazendo o governo do Estado da Paraíba que, por meio da Secretaria de Comunicação informa, já está “tomando medidas judiciais”.

O jornalista Nonato Bandeira, secretário de Comunicação do governo, também informou que já foi enviado “longo relatório”, por meio do Consórcio Nordeste, à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Congresso Nacional que investiga as notícias falsas. Como vemos, a luta política pelo estabelecimento da verdade está longe de acabar nessa sociedade do espetáculo.

Imagem: Reprodução da campanha do Governo do Estado

O rei está nu, mas ele gosta

Por Marcus Alves   O Brasil parou em frente à televisão no final da tarde de uma sexta-feira. Em campo não estava nenhum dos craques da seleção nacional. Também nenhum grande time como o Corinthians ou Flamengo jogava a decisão de qualquer campeonato mundial. Pensei que poderia ser alguma novela da nossa dramaturgia – daquelas que deixam a população sem respirar tentando identificar qual vilão matou o mocinho ou com quem a moça quase virgem iria se deitar. Nada disso estava na grande tela brasileira. A ameaça de vertigem por falta de ar não era motivada igualmente pelo coronavírus cujo […]

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Por Marcus Alves

 

O Brasil parou em frente à televisão no final da tarde de uma sexta-feira. Em campo não estava nenhum dos craques da seleção nacional. Também nenhum grande time como o Corinthians ou Flamengo jogava a decisão de qualquer campeonato mundial. Pensei que poderia ser alguma novela da nossa dramaturgia – daquelas que deixam a população sem respirar tentando identificar qual vilão matou o mocinho ou com quem a moça quase virgem iria se deitar.

Nada disso estava na grande tela brasileira. A ameaça de vertigem por falta de ar não era motivada igualmente pelo coronavírus cujo número de mortos (1001 em 24h) em praça pública perdeu até força na divulgação midiática.

Todos queriam ver e ouvir a mais recente produção pornô erótica construída no salão nobre das reuniões do Palácio do Planalto. O staff principal do filme era composto pela liderança maior do país e um conjunto de ministros (e ministras). Foi um bacanal geral o encontro bancado por verba pública: todo mundo querendo “foder” todo mundo, ou pelo menos com o brasil.

O vídeo liberado pelo Supremo Tribunal Federal será estudado por juristas, políticos e cientistas da sociologia e da política. Deve aparecer em variados divãs de clinicas psicológicas. Estes profissionais vão nos dizer, posteriormente, se houve algum crime naquela conversa.

Não espanta mais essa linguagem do governo. Basta miramos para o passado recente cuja paisagem nos mostra crianças e adultos, donas de casa, homens das igrejas e pais de família fazendo arminha, como quem pretende eliminar o vizinho, o diferente ou simplesmente o Outro.

Arminha é um símbolo fálico, focado em demonstrar poder e dominação. Ela faz parte de uma simbólica da linguagem que se integra ao discurso governamental apeado na sacanagem nacional, na lógica do “foder” a todos, no aperreio das “hemorroidas” oficiais.

E o mais importante:  o Ministério da Justiça tem um problemão pela frente que será como ordenar, a partir de agora, o sistema de classificação da produção audiovisual brasileira.  E nem adianta a ministra da Família sair por aí acusando as televisões de exibirem novelas e filmes com beijos e pegações em horário nobre; até porque ela (que um dia já propôs abstinência sexual) também fez parte do enredo erótico liberado pela Justiça para exibição pública. O desejo agora é que esta mesma Justiça consiga estabelecer alguma dignidade discursiva à Nação frente ao discurso frágil do governo.

Só a análise e investigação  da Justiça vão nos dizer se houve um crime na reunião. Mas o vídeo –  que mereceu a atenção de grande parte da população neste período de pandemia pelo coronavírus -,  nos deixa alguns ensinamentos. O primeiro deles é que o país precisa pensar urgente o sentido da arte erótica ou mesmo da pornografia. A política e o pornoerotismo nunca estiveram tão abraçados como agora, neste governo. O rei, mais uma vez está nu, mas ele gosta.

Imagem: reprodução/internet

Cidade turística da PB conta com cinco casos de Covid-19 e uma morte

O município de Conde, litoral sul da Paraíba, conta atualmente com cinco casos confirmados de Covid-19, de acordo com boletim emitido na tarde deste domingo (26) pela Prefeitura Municipal. Além destes casos confirmados, sete outros estão sob investigação – que aguardam resultados de testes da doença. Também existem no município 45 pessoas que estão em isolamento domiciliar. O Conde, cidade de perfil turístico, já contabilizou uma morte por Covid-19 e teve uma pessoa recuperada. As áreas onde foram confirmados os casos da doença são os loteamentos  Cidade das Crianças, Nossa Senhora da Conceição e na praia de Carapibus, onde um […]

Conde

O município de Conde, litoral sul da Paraíba, conta atualmente com cinco casos confirmados de Covid-19, de acordo com boletim emitido na tarde deste domingo (26) pela Prefeitura Municipal. Além destes casos confirmados, sete outros estão sob investigação – que aguardam resultados de testes da doença.

Também existem no município 45 pessoas que estão em isolamento domiciliar. O Conde, cidade de perfil turístico, já contabilizou uma morte por Covid-19 e teve uma pessoa recuperada.

As áreas onde foram confirmados os casos da doença são os loteamentos  Cidade das Crianças, Nossa Senhora da Conceição e na praia de Carapibus, onde um homem de 32 anos, encontra-se em isolamento domiciliar com  monitoramento das equipes da Vigilância Epidemiológica  e das Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Foto: Prefeitura Municipal de Conde

Brasil precisa projetar-se no mundo pós-pandemia sob a marca das Leis

Por Marcus Alves A pandemia do Covid-19, que até este sábado (25) já matou 4.016 pessoas, parece ter sido deixada de lado no campo de visão dos brasileiros. Na futilidade tempestiva das redes sociais, o tema do momento é a batalha, apenas iniciada, entre o presidente Jair Bolsonaro e o ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro. Oito dias após o presidente da República apelar para o poder da caneta e demitir um ministro médico, o país parou  por conta de um embate entre outro ministro e o presidente. O seu nome: Sérgio Moro. Sua biografia foi construída nos últimos anos sobre […]

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Por Marcus Alves

A pandemia do Covid-19, que até este sábado (25) já matou 4.016 pessoas, parece ter sido deixada de lado no campo de visão dos brasileiros. Na futilidade tempestiva das redes sociais, o tema do momento é a batalha, apenas iniciada, entre o presidente Jair Bolsonaro e o ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro.

Oito dias após o presidente da República apelar para o poder da caneta e demitir um ministro médico, o país parou  por conta de um embate entre outro ministro e o presidente. O seu nome: Sérgio Moro. Sua biografia foi construída nos últimos anos sobre os escombros de uma elite política de esquerda.  Ele ergueu-se como herói da Lava Jato. Constitui-se a partir de uma racionalidade jurídica, moderna e centrada na impessoalidade e objetividade das leis.

O tema Moro versus Bolsonaro pode parecer, na superficialidade dos fatos, apenas uma briga pelo poder. Mas ele revela, entre outras coisas, a falta de compreensão do brasileiro para uma questão de ordem política mais fundamental. A questão que perpassa toda essa confusão momentânea que o país vive, já há quase três anos, recai sobre uma clássica pergunta formulada, por exemplo, pelo filósofo Norberto Bobbio em torno do governo dos homens ou governo das leis.

O tema nos remete, como bem mostra Bobbio, ao pensamento de Platão e Aristóteles e perpassa muitos outros momentos da nossa história humana, que, claramente, fez uma opção pelo governo das leis. O primado desse modo de governar nos conduz à forma democrática das sociedades ocidentais, o Brasil aí incluído. “O governo das leis celebra hoje o triunfo da democracia”, afirma Bobbio.

No embate entre Bolsonaro e Moro observa-se um conjunto de temas que merecem atenção da ciência política e da sociologia. Entre eles exatamente aparece: governo dos homens ou governo das leis? Nesse debate, a sociedade brasileira precisa refazer urgentemente alguns consensos perdidos há três ou quatro anos atrás. E, penso, não será no embate esquizofrênico de redes sociais e grupos de WhatsApp que o país vai recuperar o seu tempo perdido. Precisa, igualmente, projetar seus escombros de hoje rumo a um mundo pós-pandemia. Não é tarefa fácil, mas sabemos, só acontecerá no jogo virtuoso das instituições democráticas nutridas pelas Leis.

Arte: Antônio Valentim – “Pare!” – Grafite sobre papel iluminado

Deputado federal da PB quer polos artesanais para produzir EPIs

Um Projeto de Lei do deputado federal Frei Anastácio (PT/PB) prevê a instalação de polos estaduais para a confecção artesanal de equipamentos de proteção individual (EPIs), como máscaras e luvas, para a prevenção da disseminação de doenças infectocontagiosas. Pelo PL 1949/20, caberá ao Ministério da Saúde estabelecer os parâmetros técnicos a serem observados na fabricação, além da quantidade de itens a serem produzidos. Prioritariamente, a produção se destinará a atender às necessidades da rede pública de saúde do próprio estado, mas também poderá ser direcionada a outros estados ou à população, a critério do ministério. “O equipamento de proteção individual […]

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Um Projeto de Lei do deputado federal Frei Anastácio (PT/PB) prevê a instalação de polos estaduais para a confecção artesanal de equipamentos de proteção individual (EPIs), como máscaras e luvas, para a prevenção da disseminação de doenças infectocontagiosas.

Pelo PL 1949/20, caberá ao Ministério da Saúde estabelecer os parâmetros técnicos a serem observados na fabricação, além da quantidade de itens a serem produzidos. Prioritariamente, a produção se destinará a atender às necessidades da rede pública de saúde do próprio estado, mas também poderá ser direcionada a outros estados ou à população, a critério do ministério.

“O equipamento de proteção individual é fundamental para garantir a proteção física das pessoas, principalmente as que executam atividades laborais em unidades de atendimento à saúde”, ressalta Frei Anastacio Ribeiro.

Conforme o texto, o governo federal poderá firmar convênios com os governos estaduais para cumprir a medida proposta.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

 

ALPB debate redução de mensalidade escolar por Covid-19

As mensalidades das escolas e faculdades privadas da Paraíba entram nesta quinta-feira (16) na agenda da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB). Os deputados vão encarar um debate que já vem ocorrendo em outros estados brasileiros e devem indicar procedimentos sobre a redução temporária de mensalidades na rede particular de ensino. Algumas escolas, paralisadas em função da pandemia do Covid-19, optaram por metodologias de ensino à distância. Outras ainda estão em fase de preparação, com aquisição de tecnologias e suporte técnico para essa modalidade de ensino. Em todo o país o isolamento social motivado pela pandemia deixou cerca de 15 milhões […]

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As mensalidades das escolas e faculdades privadas da Paraíba entram nesta quinta-feira (16) na agenda da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB). Os deputados vão encarar um debate que já vem ocorrendo em outros estados brasileiros e devem indicar procedimentos sobre a redução temporária de mensalidades na rede particular de ensino.

Algumas escolas, paralisadas em função da pandemia do Covid-19, optaram por metodologias de ensino à distância. Outras ainda estão em fase de preparação, com aquisição de tecnologias e suporte técnico para essa modalidade de ensino.

Em todo o país o isolamento social motivado pela pandemia deixou cerca de 15 milhões de alunos sem aula no setor privado da educação, de acordo com manifesto assinado recentemente por diversas instituições representativas da área. De uma maneira geral, essas instituições chamam para o diálogo entre pais, empresários, profissionais da educação e estudantes no sentido de amenizar danos pela paralisação.

O medo é grande  no setor, sobretudo se for baixada alguma normativa no sentido de forçar a redução das mensalidades. Esse é justamente o tema principal da reunião da Comissão de Educação, Cultura e Desportos da ALPB. Com apoio da deputada Estela Bezerra, a reunião será realizada por videoconferência, às 14h.  O debate promete. A sociedade pode acompanhar a reunião ao vivo pelo Youtube TV ALPB.

Por Marcus Alves

UFPB cancela eventos e reitora convoca reunião emergencial sobre coronavírus

A Reitora da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), professora Margareth Diniz, convocou na tarde deste domingo (15) uma reunião emergencial com Diretores dos Centros de todos os campi da UFPB e da Comissão de Enfrentamento ao novo Coronavírus, para avaliar e decidir novas ações de enfrentamento à pandemia do vírus no ambiente universitário. O encontro será realizado nesta segunda (16), na sala de reuniões da Reitoria, às 16h. Ainda neste domingo a Reitoria e a Comissão, instituída pela professora Margareth Diniz na última quinta-feira (12), divulgaram informativo orientando os docentes, técnico-administrativos e estudantes da UFPB sobre ações preventivas que já […]

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A Reitora da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), professora Margareth Diniz, convocou na tarde deste domingo (15) uma reunião emergencial com Diretores dos Centros de todos os campi da UFPB e da Comissão de Enfrentamento ao novo Coronavírus, para avaliar e decidir novas ações de enfrentamento à pandemia do vírus no ambiente universitário. O encontro será realizado nesta segunda (16), na sala de reuniões da Reitoria, às 16h.

Ainda neste domingo a Reitoria e a Comissão, instituída pela professora Margareth Diniz na última quinta-feira (12), divulgaram informativo orientando os docentes, técnico-administrativos e estudantes da UFPB sobre ações preventivas que já estão valendo no ambiente da UFPB. Entre as medidas está a suspensão de eventos, segundo recomendação do Ministério da Saúde, que promovam grandes aglomerações. Assim como atividades extracurriculares – a exemplo de congressos, simpósios, cerimônias de formatura, posse e entrega de títulos honoríficos. Eventos comemorativos, científicos, artísticos, culturais e esportivos também ficam suspensos. Estas atividades não deverão ser reprogramadas até que se restabeleça a normalidade. Veja aqui a íntegra do informativo da Comissão.

“Na ocorrência das aulas, deve-se dar preferência, sempre que possível, a ventilação natural”, orienta a Comissão composta pelos docentes João Euclides, diretor do Centro da Saúde; Eduardo Sérgio, diretor do Centro de Ciências Médicas; Flavia Pimenta, superintendente do Hospital Universitário Lauro Wanderley (HU), Moisés Lima, gerente de Saúde do HU; Luciana Holmes e Francisco Silva, infectologista do HU.

A Comissão também decidiu pela estimulação de trabalhos em horários alternativos em escala, reuniões virtuais, home office e a restrição de contato social para pessoas com 60 anos ou mais e que apresentam comorbidades.

Ascom/UFPB

Crédito Foto: Angélica Gouveia/Ascom – UFPB

 

 

Ruy revela indecisão comum em governos de ampla aliança

O deputado federal Ruy Carneiro (PSDB) inaugurou nesta segunda-feira (9) uma nova maneira de fazer política. Instalado na gestão municipal desde 2016, o tucano não soube se posicionar se sua eventual candidatura à Prefeitura de João Pessoa será tratada como Oposição ou Situação. Em suas próprias palavras: “nossa candidatura não é de situação ou de oposição, é de proposição”. Nada de especial, apenas tucano sendo tucano. Aliás está pintando uma situação inusitada em João Pessoa: ninguém quer aparecer como Oposição. Talvez com o desenvolvimento das candidaturas apareça um dos partidos pequenos, como PCO ou PSol que possa vir a ter […]

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O deputado federal Ruy Carneiro (PSDB) inaugurou nesta segunda-feira (9) uma nova maneira de fazer política. Instalado na gestão municipal desde 2016, o tucano não soube se posicionar se sua eventual candidatura à Prefeitura de João Pessoa será tratada como Oposição ou Situação. Em suas próprias palavras: “nossa candidatura não é de situação ou de oposição, é de proposição”.

Nada de especial, apenas tucano sendo tucano. Aliás está pintando uma situação inusitada em João Pessoa: ninguém quer aparecer como Oposição. Talvez com o desenvolvimento das candidaturas apareça um dos partidos pequenos, como PCO ou PSol que possa vir a ter coragem para isso. Essa tendência revela um detalhe importante: em governos com ampla aliança e sem muita identidade político-ideológica, na hora das decisões as lideranças têm dificuldade de posicionamento.

Em tempo: é bom lembrar que o eleitor pode entender essa posição de não ter posição como fraqueza ou falta de coragem. Quando o debate apertar quem vai se responsabilizar pela fragilidade das políticas públicas em saúde, educação, mobilidade urbana?

Quem de verdade vai assumir uma crítica à falta de uma política de turismo e de cultura? Quem vai ter a coragem de revelar o abandono do Centro Histórico de João Pessoa?

Nos dias atuais, quando as principais pré-candidaturas ainda estão sendo testadas e as lideranças não sabem ao certo quem devem abraçar nesse jogo político, muitos podem ir nesse caminho traçado pelo deputado Ruy Carneiro. Mas é sempre bom lembrar:  essa pode ser uma estrada aparentemente confortável, mas também pode ser uma armadilha.

Por Marcus Alves

Rodrigo Maia cobra do governo posicionamento sobre a crise econômica

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou o Parlamento será sempre colaborativo para construir junto com o governo as soluções para minimizar o baixo crescimento econômico, principalmente diante da crise que afetou os mercados nesta segunda-feira (09). A Bolsa de Valores de São Paulo desabou 10% após o preço do barril de petróleo ter caído mais de 30% elevando temores de uma recessão global. Maia concedeu coletiva a jornalistas após participar de evento sobre educação, em Brasília. “A postura do parlamento é sempre ser colaborativo e construir junto com o governo as soluções que possam minimizar o baixo crescimento […]

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O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou o Parlamento será sempre colaborativo para construir junto com o governo as soluções para minimizar o baixo crescimento econômico, principalmente diante da crise que afetou os mercados nesta segunda-feira (09).

A Bolsa de Valores de São Paulo desabou 10% após o preço do barril de petróleo ter caído mais de 30% elevando temores de uma recessão global. Maia concedeu coletiva a jornalistas após participar de evento sobre educação, em Brasília.

“A postura do parlamento é sempre ser colaborativo e construir junto com o governo as soluções que possam minimizar o baixo crescimento que o Brasil já vinha apresentando nos últimos meses, ao qual soma-se a crise internacional que atingiu o Brasil no dia de hoje”, afirmou o presidente.

Rodrigo Maia também cobrou que o governo deixe claro para a sociedade e para os agentes econômicos o que ele pensa da crise e como os três poderes podem atuar em conjunto para minimizar seus impactos.

“As reformas precisam chegar, mas nem a administrativa, nem a tributária chegaram. E a [PEC] emergencial (PEC 186/19) o governo decidiu mandar uma em novembro, pelo Senado e não usar a do deputado Pedro Paulo (DEM-RJ) [PEC dos gatilhos] que já estava pronta desde 2018″, lamentou.

A PEC 438/18, da Câmara, cria gatilhos para conter as despesas públicas e preservar a regra de ouro, dispositivo constitucional pelo qual o governo não pode se endividar para pagar despesas como folha salarial, manutenção de órgãos e programas sociais.

“Estamos prontos para ajudar com toda agenda de reforma, mas o governo precisa comandar o processo, deixar claro para os atores da sociedade e para os poderes o que ele pensa sobre a crise e de que forma a gente pode ajudar”, reforçou Maia.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

 

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