violadas

Escutava a gaita suave de Gabriel Grossi e Hermeto Pascoal (ao piano) quando vi uma mensagem no WhatsApp. Era outro músico, o Bruno Marinheiro, falando que estava me enviando o convite para a primeira edição do projeto Violadas. Deixei um pouco de lado o Gabriel, meu ex-aluno, e Hermeto a quem conheci no Clube do Choro em Brasília. Voltei minha atenção a Bruno Marinheiro, músico excelente que me presentou com  uma apresentação no Buarque-se Café no lançamento do meu livro “K Encontra Paludes”.

 

Em sua mensagem ele me contou que a primeira edição 2020 do projeto Violadas vai contar com a apresentação do guitarrista e violonista Marcos Rosa. Este ano serão comemorados os 10 anos do Violada, mantido pelo coletivo PaVio, que se consolidou com movimento capaz de manter a força da produção artística da viola, do violão e da guitarra na Paraíba.

 

Não é coisa fácil que consegue realizar este grupo, composto por Bruno Marinheiro, Cristall Hannah, produtora, e Albergio Diniz, professor de Violão do Departamento de Música da UFPB.

Marcos Rosa é doutor em Performance de Jazz e Música Comercial (Guitarra Elétrica), pela Five Towns College (Nova Iorque – EUA). Trata-se, portanto, de um músico que tem uma trajetória acadêmica com ampla experiência como intérprete. Acompanhou musicais na Broadway e diversos artistas. Dialoga, assim, com vários mundos – de Joe Carbone & Wendy Lanter, Haley Kallenberg aos Nonatos, Glaucia Lima e Orquestra de Violões da Paraíba.

Sua performance promete boa música no dia 18 de março, às 20h30, no Centro Cultural Energisa, em João Pessoa. E o projeto Violadas, me parece, continuará dando vida aos usos da viola no Brasil, cujas experiências nos remete aos séculos XVI, XVII e XVIII.