Fantoche

A sombra de um fantoche ronda a Paraíba. Desde que Polícia Federal desenvolveu a Operação Fantoche com mandados de busca, apreensão e prisão nos estados de Pernambuco, Minas Gerais, São Paulo, Paraíba, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e Alagoas o tema é foco entre as lideranças empresariais e de imprensa no Estado.  As primeiras informações dão conta da existência de um mandado de prisão do presidente da Federação das Indústrias da Paraíba (Fiep-PB), Francisco de Assis Benevides Gadelha. PF e Tribunal de Contas da União (TC) pretendem desarticular uma suposta organização ligada a crimes contra a administração pública, fraudes em licitações lavagem de dinheiro. O Fantoche não era pobre não: estima-se que esta organização teria recebido cerca de R$ 400 milhões.

A Operação já prendeu o presidente da Confederação Nacional das Indústrias (CNI) Robson Andrade, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), Ricardo Essinger. Entre os presos está também Luiz Otávio Gomes Vieira da Silva, um dos donos da Aliança Comunicação, empresa Aliança Comunicação, responsável pelo Maior São João do Mundo que se realiza em Campina Grande.

De acordo com as investigações da Polícia Federal uma família operava empresas de fechada que teria desviado recursos de contratos e convênios fechados entre o Ministério do Turismo e instituições do Sistema S.

Eram contratos, de acordo com a Polícia Federal de eventos culturais e publicidade.